Pedro Vanzella

BDumper 1.0 – Baixe todas as imagens do /b/ do 4Chan

por Pedro Vanzella em 06 Jun, 2009, na categoria Mondo Bizarro

O 4Chan é, discutivelmente, o maior fórum da internet. Tudo o que os teus tios vão te mandar por email daqui a 5 anos está rolando por lá há pelo menos 3. De RickRolling ao Pedobear, tudo surgiu no 4chan.

Dentre as inúmeras categorias, a mais famosa e insana é o Random, ou /b/ (pronunciado “bê”) para os íntimos. O /b/ é uma terra sem-lei, onde as únicas coisas proibidas são pedofilia e e xingar o admin, embora volta-e-meia alguém escape…

O volume de informação (100% inútil, garanto) é imenso, chegando a casa dos milhões de posts por dia, e pelo menos um quarto deles tem imagens. Se você não conhece o /b/ ainda, vai ali, abre a página (cuidado, potencialmente NSFW!) e volta. Eu te espero.

Pronto, abriu e ficou dando F5 por meia hora, né?

Foi pensando nisso que eu resolvi escrever o BDumper. Ele é um simples robô que vai abrir o /b/, pegar o link de todas as imagens atualmente na página inicial e baixar a versão full de cada uma. Terminado isso, simplesmente repete o processo até encher o saco ou lotar o teu HD, o que vier primeiro.

O programa foi escrito em C++, utilizando somente a STL para fazer o parse das strings e fazendo uma chamada de sistema pro curl para baixar os arquivos.

Esta é a primeira versão do programa, o código está feio, sujo e bobo, não tem uma interface gráfica nem tratamento nenhum além de verificar a ID do arquivo no 4chan para evitar baixar o mesmo link duas vezes (embora baixe duas imagens iguais caso sejam postadas com nomes diferentes).

Aceito sugestões e correções.

Por um momento eu achei que isto fosse maléfico demais, mas, hey, não tem como ser pior que o /b/.

Só peço para, por favor, não postarem este código lá, vai derrubar o servidor deles.

Baixe as imagens do /b/!

Baixe as imagens do /b/!

TODO:

  • Interface gráfica, provavelmente em QT, embora talvez faça uma em Cocoa para facilitar a vida de quem tem um mac e não quer instalar a SDK do QT.
  • Fezer uma checkagem por hash das imagens para evitar baixar imagens repetidas
  • Limpar o código
  • Edit: Opção para abrir cada thread e baixar as imagens dela, dica do Geek Pobre, nos comentários

O código foi compilado no OSX com o XCode, o projeto e o binário estão inclusos. Para compilar no Linux:

g++ -o bdumper funcoes.cpp main.cpp

Mas eu não testei ainda no Linux.

Edit: Compilei e testei ele no Linux, roda como esperado.

O programa também deve compilar sem problemas no Visual Studio ou outras IDEs no windows, só tenha certeza de ter o CURL no seu PATH.

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2 Comentários :/b/, 4chan, c++, Hack, imagens, Linux, nsfw, random, stl, Tech mais...

Intolerância (ir)religiosa

por Pedro Vanzella em 09 May, 2009, na categoria Cultura

Ser ateu é um perigo ocupacional. Na verdade, ser qualquer coisa, hoje em dia, é um perigo ocupacional. Eu tive um professor que dizia não formar opinião sobre absolutamente nada para evitar ser odiado. Não assistia futebol, votava em branco, ouvia MPB (nada contra, mas é uma escolha fácil, praticamente ninguém tem algo contra). Até ele era cristão.

Ser cristão é a norma, é a única coisa inteiramente socialmente aceita. Em dúvida, diga ser católico não-praticante, isto não vai te excluir de nenhum grupo de pessoas medianamente inteligentes. Já ser anti-cristão.

Prova disto é como há um número muito maior de termos pejorativos para os não-cristãos. Praticante de religião afro é automaticamente macumbeiro, e toda macumba ou saravá é maligno. Um crente (sem conotação pejorativa aí) nunca vai se referir a um ateu como “ateu”. A palavra dá medo. Se utilizá-la, será precedida de um artigo indefinido e carregada com asco. “Fulano é Um Ateu“, e não “Fulano é ateu“. Pode parecer insignificante, mas troque ateu por negro e todo o preconceito fica mais claro (no pun intended).

O perigo ocupacional está no fato de que crentes são intolerantes e têm absoluta certeza de que a sua fé (baseada em interpretações distorcidas de textos mal-traduzidos e alterados) é a única verdade™, aleluia e glória irmãos.

E, enquanto nós ateus também podemos ser religiosamente intolerantes, nós normalmente temos um mínimo de noção de não basear todas as nossas decisões nisso. Um ateu daria um emprego a um crente, mas o inverso é muito mais difícil de acontecer. Se você acha isto estranho, troque ateu por homossexual e crente por homofóbico. Os personagens mudam, o quadro é o mesmo. As minorias sempre têm a mente mais aberta.

Opa, minoria? Minoria em relação a quê? No quadro geral de religiões, sim, ateus são minoria, quando comparados com Cristãos, Muçulmanos, Hindus e afins. Agora, limitando-se o domínio da função, nós chegamos a dados mais realistas. Vamos ver qual o percentual de ateus com nível superior. Agora, com um diploma superior numa ciência exata. Trabalhando com pesquisa na área. Já devemos ter chegado perto dos 95%.

Basta ver que quem teve uma educação melhor, foi incentivado a ler e, principalmente, pensar, acaba se descobrindo ateu. Claro que este não é o único fator, de todos os que estudaram nas mesmas escolas que eu, devo conhecer uns 3 ateus hoje em dia. (Que se assumem ateus. Sair do armário é muito complicado, justamente por culpa da intolerância alheia). O MrManson escreveu um texto ótimo, aliás, convidando todos os ateus enrustidos a sairem do armário.

Esta intolerância não era tão visível há alguns anos. O movimento ateu nem mesmo existia há 20 anos, o que havia era alguns poucos corajosos que se declaravam ateus (e provavelmente eram apedrejados). Com o advento da internet e da pseudo-anonimicidade por ela provida muito mais ateus resolveram sair do armário. Mas com ela também veio a inclusão digital, e muita gente cujo único livro com o qual teve contato foi a Bíblia [1] teve a oportunidade de entrar em contato com a informação. Mas aí já era tarde demais. Já havia toda uma geração completamente brainwashed que não queria informação útil nova, e sim negar tudo o que lhes é contrário.

Estas pessoas parecem passar seus dias procurando no google por keywords como ateu, capeta, diabo ou pensamento racional para mostrar para todos os hereges deste mundo o caminho da salvação, porque nós obviamente não aceitamos o senhor Jesus Cristo nosso Deus e Salvador aleluia irmãos, glória, glória, porque não sabemos que temos a opção. É o mito da caverna dos dias modernos. Eles nunca conheceram um mundo onde o pensamento livre é não só valorizado como encorajado.

Isto gera pérolas como esta e praticamente qualquer thread no Fórum Góspel.

Para mim a maior marca da intolerância destas pessoas é a frase “vou rezar por você”. É mais ou menos como dar um DVD da Brasileirinhas para um homossexual na esperança de que ele descubra que gosta da coisa.

[1] Eu sei que é uma coleção de livros, não precisa explicar.

(Meu orgulho é ter escrito um manifesto ateu com, segundo o wordpress, exatas 666 palavras até aqui)

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4 Comentários :ateu, brasil, deus, homossexual, Jesus, opinião, religião, verdade mais...

A arte de manipular estatísticas

por Pedro Vanzella em 07 Mar, 2009, na categoria Psico

Antes de começar, vamos fazer um teste bem rápido. Uma pesquisa revela que 18% dos acidentes de trânsito são causados por mulheres no volante. O que se pode concluir disso?

Vamos lá, pense. O que se pode extrair desta estatística?

A maioria das pessoas vai concluir que mulheres dirigem melhor. Isto não é, necessariamente, verdade. Vamos mudar o sujeito da pesquisa e ver o que é concluído. Digamos que a mesma pesquisa indique que 35% dos acidentes de trânsito são causados por motoristas embriagados. Se você aceitar na primeira que isso se deve a mulheres dirigirem melhor que homens, você é obrigado a aceitar que dirigir embriagado é mais seguro do que dirigir sóbrio.

A segunda estatística é parcialmente válida. Ela não considera os acidentes indiretamente causados por motoristas bêbados, muito provavelmente, porque isso elevaria muito a proporção.

Já a primeira estatística não prova absolutamente nada. Digamos que o número de mulheres motoristas seja 5 vezes menor do que o de homens. Ignorando-se esta proporção, o valor parece baixo, mas se ela for levada em conta, vê-se que mulheres causam muito mais acidentes que homens. Vale lembrar que todos esses dados são hipotéticos.

A proporção correta deveria ser total de acidentes causados por mulheres pelo total de mulheres motoristas comparado ao total de acidentes causados por homens pelo total de motoristas homens. Só assim obtem-se uma idéia real de quem dirige melhor.

Esta é uma estratégia muito utilizada por empresas de software e partidos políticos. Mostrar estatísticas parciais, muitas vezes contra estatísticas totais, de modo a distorcer o resultado final, aproveitando-se da falta de conhecimento do brasileiro típico da teoria de conjuntos e de sua incapacidade de trabalhar com números percentuais.

Por essas e outras o ensino de matemática na escola deve ser profundamente revisto, aumentando sua carga-horária e mudando o método. O sistema está quebrado e o único modo de consertá-lo é repensar seus fundamentos.

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6 Comentários :brasil, enganação, FUD, matemática, mulher, PT, verdade mais...

É difícil se adaptar a outro país?

por Pedro Vanzella em 04 Mar, 2009, na categoria Psico

Se você é do tipo de pessoa que faz esta pergunta, a resposta é não.

Eu já cansei de ouvir esta pergunta, além de todas as suas variações. Outro que deve ouvir isso três vezes ao dia é o Izzy Nobre, que mora no Canadá, lucky bastard.

Antes de fazer esta pergunta é necessário, na verdade, fazer algo que muitos não estão acostumados a fazer: pensar. É difícil mudar de escola? De condomínio? De cidade? Chegar na casa da namorada nova? Com certeza pelo menos uma dessas coisas aconteceu contigo. Basta extrapolar.

A bem da verdade, não existe uma resposta pronta para esta pergunta, varia de pessoa para pessoa. Se você ainda está curioso, não, não é difícil eu me adaptar fora do Brasil. Difícil é me adaptar a ele.

Obviamente vai ser difícil para as pessoas do tipo que sentem, muito mais do que para aquelas que pensam. Sim, são mutualmente exclusivas. Nenhuma pessoa sente e pensa ao mesmo tempo.

Essas pessoas, as que sentem, têm mais dificuldade de se adaptar a ambientes diferentes (e isso vale para qualquer ambiente novo, seja a academia, a escola ou um país) porque tendem a se apegar demais a lugares. Quem sente é um ser de hábito – e todo hábito é mau.

Claro que um país diferente tem algumas barreiras maiores a serem quebradas. A cultura de um lugar pode ser diferente, e a língua, com certeza, é um fator de suma complexidade. Nesse caso vale o jogo de cintura: -Vocês são brasileiros, afinal de contas!

Falando em brasileiros, a maioria tem o péssimo hábito de tentar levar o Brasil consigo para o exterior. É só notar a quantidade de churrascarias, casas de pagode, comunidades de brasileiros e até mesmo CTGs espalhados pelo mundo. Isso é um hábito terrível, é impossível se adaptar a outro lugar sem viver seu dia-a-dia, sua cultura. Isso não significa deixar para trás tuda a sua bagagem cultural – apenas parte dela.

Outra preocupação comum é com o preconceito e a xenofobia. Sim, eles existem em todos os lugares, é da natureza humana. Mas isso não é regra nem excessão. O melhor que se tem a fazer é agir como um nativo. A fonte de toda a xenofobia é o medo de ter a sua própria cultura destruída por outro povo. Entenda, a cultura de um povo é a única coisa que ele tem dele mesmo. Uma tentativa de alteração por uma entidade externa é equivalente à tentativa de abdução de um filho de sua mãe – e o povo reagirá como tal.

Basicamente, será tão difícil se adaptar quanto você o fizer. Pense, não sinta, e tente se adaptar, e você estará em breve integrado à sua nova sociedade.

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1 Comentário :brasil, psicologia, verdade mais...

Da Elite Cultural Brasileira

por Pedro Vanzella em 04 Mar, 2009, na categoria Nerd

Várias vezes eu usei como argumento e justificativa para a minha arrogância o fato de eu fazer parte da elite cultural brasileira, mas nunca parei para definí-la.

Primeiro é importante dizer de onde isso veio. Hoje, pela milhonésima vez, eu ouvi que devo procurar um psicólogo, que eu tendo a diminuir as outras pessoas em relação a mim mesmo, que este é um comportamento nocivo, etc, etc, etc. A validade deste argumento não vem ao caso, o que importa é o porque de eu fazê-lo.

Superioridade total à parte, alguns de nós somos claramente superiores aos outros em um aspecto pelo menos. A elite cultural de qualquer lugar é justamente o (seleto) grupo de pessoas que se destacam por fazer a vanguarda, criar as novas tendências culturais e de certo modo ditar para onde a cultura popular deve ir.

Este não é um status que se ganhe da noite para o dia, nem se nasce com ele. Há somente um fator para pertencer a esta elite que deve vir de berço: a inteligência.

Vir de família rica é totalmente opcional, ao contrário da crendice popular. Ajuda, com certeza, mas não garante nada. Algumas das pessoas mais ignorantes e alienadas que eu conheço são justamente pessoas de poder aquisitivo muito superior ao meu, e encontro meus iguais em pessoas que vem de famílias não-tão-bem-de-vida.

A crendice popular, por sinal, é algo que não encontra seu nicho entre a elite cultural. Não que não tenhamos entre nós crentes de diferentes convicções. Somos ateus convictos e pagãos, fãs de Star Wars e de Senhor dos Anéis. O que não existe entre nós são preconceitos infundados, crenças pela crença, aceitação de uma fé por compromisso social.

Mas quem somos nós, então? O que torna alguém parte da Elite?

A resposta é simples: nós consumimos cultura. E cultura inteligente.

É importante delimitar a diferença da cultura de um povo e da cultura consumível. A cultura de um povo é a música folclórica, sua língua, sua identidade. Para a maioria de nós, essa cultura, o Samba, o Axé, o Saravá, se torna algo banal e desinteressante. Tão explorados de modos tão gananciosos, da exploração pela simples exploração, que não vale a pena nos preocuparmos com ele.

A cultura consumível nem sempre é local, mas também não precisa ser estrangeira. Embora o nosso momento cultural esteja em uma downward spiral, já tivemos grandes produtores de cultura: Renato Russo, Érico Veríssimo. Ainda temos alguns, como Moacyr Scliar, Seu Jorge (que merece um texto só para ele e sua capacidade de pegar um gênero banalizado e dar uma roupagem nova, transformando em Cultura Legítima).

A cultura que nos interessa é a música, os livros, os filmes. Literatura, no sentido mais amplo da palavra. Mas não qualquer uma, a Cultura Legítima. E o que seria ela? – Algo que adiciona à vida do consumidor; que muda sua vida.

Elite Cultural somos aqueles que definimos o rumo da cultura popular ao tentar sem medo e sem preconceito coisas novas. Fomos nós que trouxemos Crepúsculo para a mainstream, e cabe a nós retirá-lo de lá, agora que foi provado que é, sem eufemismos, uma completa porcaria. Fomos nós que colocamos os quadrinhos nas mãos de milhões de adolescentes, que colocamos o Homem-Aranha da adolescência de nossos pais nas telas de cinema, que demos o Oscar a um ator que interpretou um vilão maníaco-anarquista de uma História em Quadrinhos.

Já tivemos muitos nomes, já tivemos muitas faces. Hoje somos conhecidos como nerds.

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5 Comentários :alienada, brasil, Inteligência, Música, Nerd, Star Wars mais...

Para os órfãos do Legendas.TV

por Pedro Vanzella em 19 Feb, 2009, na categoria Hack

Eu sempre vejo minhas séries sem legenda mesmo, para não enferrujar no inglês. Mas meus pais não são tão fluentes como eu, e como diz o ditado, família que assiste Heroes unida se decepciona unida. Para isso o Legendas.TV era meu companheiro de aventuras. Não vou entrar no mérito da legalidade do ato de baixar as legendas, de fazê-las ou de distribuí-las, deixo a discussão para outra hora.

SubDownloader

SubDownloader

Mas há uma solução, galera! O SubDownloader é um programa para Linux, OSX e Windows que acha as legendas para os filmes e séries com base no Hash deles. Basta abrir a pasta onde os arquivos se encontram que ele os processa e acha as legendas. É possível configurar ele para achar as legendas de somente determinadas línguas, e ele te avisa caso a legenda já exista no computador. De quebra, a legenda já vem renomeada com um nome igual ao do vídeo, para ser tocada automaticamente.

Eu uso a versão para Linux há algum tempo já e ela funciona muito bem para séries. Já achar as legendas para filmes alemães da década de 70 (ou até mesmo para os 007s da década de 80) se provou complicado, e às vezes temos de nos contentar com algo em português de portugal.

Feio, mas funciona

Feio, mas funciona

SubDownloader é Open Source, mas é shareware no windows (não me pergunte porque!).

Baixe ele no site oficial, com pacotes pré-compilados para Debian, Ubuntu, Arch, Gentoo, OS X e Windows, além do código-fonte.

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2 Comentários :filmes, hash, heroes, legendas para filmes, legendas tv, Linux, os x, subdownloader, Ubuntu mais...

Como economizar com o telefone

por Pedro Vanzella em 18 Feb, 2009, na categoria Hack

Simples: ligue para o cancelamento.

Hoje em dia a telefonia, tanto a móvel quanto a fixa, estão em competição acirrada e não podem se dar ao luxo de perder um cliente. Então a técnica é simples: ligue para outra operadora e peça um orçamento de um plano parecido com o que você tem na operadora atual. Diga pra eles que você pretende trocar da operadora X para eles, e eles darão um desconto ou alguma outra vantagem. Mas, lembre-se, você não quer, necessariamente, trocar de operadora. Muitas vezes não é vantajoso, mas ninguém precisa ficar sabendo disso.

Telefone

Telefone

Agora ligue para a sua operadora e entre direto na opção de cancelamento. Ao ser passado para um atendente, explique que quer cancelar porque a operadora Y te fez uma proposta melhor. Quando pedirem os detalhes dessa proposta, informe-lhes. Eles farão de tudo para que você não aceite essa proposta, darão descontos ótimos.

Eu mesmo fiz isso e posso garantir que funciona. Tenho um celular Claro, e ainda tenho mais 4 meses de fidelidade, sob pena de multa de 270 reais se cancelar o contrato. Mesmo assim, consegui um desconto de 30% (!) por 6 meses, sem renovação de fidelidade, só por dizer que a Tim me oferecia o mesmo serviço por 10 reais a menos.

Segui para a Brasil Telecom, onde tenho Turbo ADSL 1,5MB e plano de voz de 200 minutos, e pagava em torno de 300 reais por mês, contando com os excessos. Disse que a GVT me dava 3MB de internet (”esquci” de mencionar que com um cap de 50GB) e 400 minutos por 120 reais. Resultado? Agora pago 110 reais por mês, e ainda ganhei 600 minutos e identificador de chamadas pelos próximos 24 meses (mas com fidelização).

A fidelização, aliás, pode ser uma vantagem para o consumidor. Quando não se tem a possibilidade de trocar de operadora, sugerir uma fidelização vai te garantir alguns benefícios extras.

Com cerca de uma hora de telefonemas consegui reduzir os gastos mensais da família em cerca de 250 reais, sem abdicar de uma comodidade sequer. Pelo contrário, agora podemos usar três vezes mais o telefone do que podíamos antes, e não precisamos atender ligações de telemarketing.

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3 Comentários :ADSL, brasil telecom, celular, fidelização, ganhe, Telefonia, telemarketing, turbo adsl mais...

Resultado da viagem

por Pedro Vanzella em 11 Feb, 2009, na categoria Nerd

Como alguns sabem, eu passei o último mês na Nova Zelândia, comendo kiwis (a fruta, não o bicho nem as meninas, infelizmente).

De lá voltei com, além de um bronzeado-de-escritório graças à falta de vontade de tirar a camiseta e expor meu precioso lombo aos males dos raios ultra violeta, um Macbook Unibody 2.4 GHz, um iPod Nano de 16GB e um iPhone.

O iPhone veio desbloqueado, então nenhuma gambiarra foi necessária para fazê-lo funcionar com a Claro. O que, obviamente, não significa que eu não tenha feito ditas gambiarras. Jailbreakeei-o e já instalei alguns apps não-oficiais, como o cycorder, para filmar.

Meu Mac, foto tirada com meu iPhone

Meu Mac, foto tirada com meu iPhone

Outro efeito da viagem foi os 10GB de fotos tiradas entre duas câmeras, a minha Sony H50 e a Canon 1000D de um amigo (que gravou tudo num DVD para mim). Ainda nem olhei todas elas para ver se tem alguma que presta, só copiei para meu PC e fiz o backup rotineiro.

Não vou fazer review de nenhum dos gadgets mencionados aqui, já que todos já foram esmiuçados exaustivamente em outros blogs.

Morram de inveja.

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1 Comentário :Blog, Câmera, eu, foto, gadgets, iPhone, iPod, macbook, sony mais...

O que aconteceu comigo?

por Pedro Vanzella em 03 Jan, 2009, na categoria Nerd

Desnecessário dizer que não tenho postado mais aqui. Qualquer pessoa não míope e não portadora de déficit de atenção notará que meu último post data de alguns meses atrás, e o post anterior de mais meses ainda. Mas isso não significa que eu abandonei o meu blog (tanto que mudei o template), mas, sim, eu não tinha mais saco para escrever.

Não me entendam errado, eu sempre adorei escrever, e, (já pouca) modésta à parte, o faço bem. Corre nas veias, minha mãe é professora de português. Mas nesses últimos meses tudo estava muito difícil. Começou com uma pequena perda de interesse, um desânimo que eu atribuía a ter que acordar as seis da manhã para ir para a faculdade todos os dias, depois uma sequência de notas medíocres em provas, e finalmente descobri que tinha depressão. O primeiro pensamento foi “ó, merda, virei emo.” Mas não é assim que a banda toca. Depressão é um quadro muito comum (muito mais do que se achava há alguns anos, talvez pela oportunidade de lucro visto pela indústria farmacêutica com as vendas de Prozac, but I digress) e ataca todas as faixas etárias. Ao contrário de crendices populares, ela é causada por um distúrbio químico, e não por coração partido, dor-de-cotovelo, unha encravada ou macumba, e deve ser tratada como qualquer distúrbio psiquiátrico: com medicação.

Infelizmente o tratamento não surte efeito imediato. Após quase seis meses me tratando, ainda tenho recaídas, não posso passar um dia sem tomar meu remédio, e a dose só foi aumentada. Há também os efeitos colaterais da medicação, como a fotofobia, que antes já era ai-meus-olhos ruim e agora passou a ser apaga-a-porra-da-luz-senão-te-bato-com-um-gato-morto-na-cabeça ruim.

Mas eventualmente a gente melhora. O que é importante é procurar um médico e seguir o tratamento indicado por ele. Por incrível que pareça, 7 anos numa faculdade te ensinam alguma coisa sobre medicina, ao contrário do que a tua vizinha fofoqueira diz.

Agora eu pretendo voltar a escrever, mas outro tipo de texto. Eventualmente ainda vou escrever coisas como o post da minha antena wifi caseira, e não pretendo abrir mão dos anúncios no blog (é legal ganhar uma graninha por aqui, massageia o ego), mas não prometo regularidade.

Além do mais, daqui a quatro dias irei para a Nova Zelândia, passar um mês, e postar de lá deve ser meio complicado.

Enquanto isso, continuem me seguindo no Twitter. (Mudei de nome lá, agora sou @pedrovanzella).

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Comente :Blog, depressão, emo, eu, pondera, prozac mais...

Japinhas enfiando o dedo no buraco

por Pedro Vanzella em 28 Oct, 2008, na categoria Mondo Bizarro

If you can see this, then you might need a Flash Player upgrade or you need to install Flash Player if it's missing. Get Flash Player from Adobe.

Os japoneses vivem nos surpreendendo com inovações tecnológicas na área dos videogames. Tecnologias fantásticas como o Wii e o PS3 saíram do japão. Mas de lá também saiu o tentacle porn (não pesquise no google. Sério. Não venha dizer que não avisei!).
Esse jogo (sim, era para ser um jogo) não é um exemplo de bom uso da tecnologia. O conceito é simples, mas muito bizarro, e até ligeiramente perturbante: você enfia o dedo no buraquinho na lateral do videogame, e uma versão eletrônica dele aparece na tela. A partir daí você pode fazer todo o tipo de coisas divertidas, como… Uhnm… Ver uma versão eletrônica do teu dedo dar petelecos num tamagochi?

Deve ser sinal do fim dos tempos. Ou do excesso de tempo de alguns engenheiros.

Via Geekologie.

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