10th July 2008

Ah, a ironia

WTF?

Han? Erro com o MSSQL eu entendo, mas o Linux Today rodando MSSQL? É o fim dos tempos, como diria meu Tio.

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3rd July 2008

Guia rápido de manutenção de servidores por ssh

O ssh (secure shell) já salvou a minha vida mais de uma vez. É muito mais prático do que FTP quando se quer fazer alterações nos arquivos do servidor e não é necessário subir ou baixar nenhum arquivo. Além disso, existe o sshfs, que é uma grande facilidade para nós usuários do Linux, que podemos montar uma pasta ssh como se fosse um sistema de arquivos local, e ter todo o conforto de editores de texto gráficos e bonitinhos 100% online.

Abalone shell
Crédito da foto: Stryker W@SP

Ela provê uma conexão segura e encriptada a um servidor remoto, e te dá uma shell completa do sistema hospedeiro, que normalmente é unix. Conhecer a linha de comando então é mais que uma mão na roda, é obrigatório. Mas muita gente não vai muito longe do ls, cd, pwd, rm, mv.

Existem dois truques que eu uso muito em todos os sites que eu administro, e realmente facilitam muito a minha vida.

Imagina a situação: no teu site tem uma centena ou mais de arquivos de backup, simples cópias de segurança de arquivos, de antes de serem modificados, e você não precisa mais deles. Sempre ouvimos que é uma boa prática nesses casos simplesmente fazer uma cópia do arquivo, adicionando .bak ao fim do nome, mas ninguém nunca nos diz porque. Esse primeiro truque é justamente para tirar proveito disso. Tendo todos os teus arquivos de backup terminando em .bak, não importa quão espalhados eles estejam na árvore de diretórios, basta rodar este comandinho:

find . | grep .bak | xargs rm

(Antes que os xiitas venham reclamar, sim, dá pra juntar o find com um grep, mas o grep é mais rápido que o find para esse caso.)

Explicando por partes: Cada “|” (chamado de pipe) concatena comandos, passando a saída de um comando para o próximo. O primeiro comando, find ., lista recursivamente todos os arquivos do diretório atual. A saída é passada para o grep, que procura nessa lista por arquivos que contenham a expressão .bak no nome (e é uma boa rodar só os dois primeiros comandos para ter certeza de que não tá aparecendo nada extra aí). Por fim, temos o todo-poderoso xargs, que tem mais usos do que o próprio Stallman conhece, executa o comando rm em cada nome desta lista.

A segunda situação é quando precisamos fazer uma faxina no servidor, mas não sabemos o que diabos está pesando 1,5GB. Isso é facilmente resolvido com este lindo comando:

du -ch

(É fácil de lembrar dele, lê “duch”, que soa a “douche”, um xingamento em inglês).

Este comando vai também listar recursivamente todos os diretórios (mas só eles, não os arquivos), e te dar o tamanho de cada um, e o total da pasta atual no fim. Extremamente útil.

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18th June 2008

Adobe AIR no Linux

O Adobe Integrated Runtime, ou AIR, é uma plataforma para desenvolvimento de aplicativos multiplataforma com o Flash, Flex, HTML e AJAX, de modo que podem ser executados também no desktop.

Atualmente há uma versão alpha para o Linux, e um public beta para o Windows e Mac. Essas duas versões já estão bem estáveis, e há muitos aplicativos para o AIR por causa delas. Já do lado do Linux, não se ouve falar muito do AIR.

Depois que eu vi um artigo no Lifehacker sobre aplicativos interessantes para o AIR, resolvi me aventurar e instalar o dito no meu Ubuntu Hardy. Antes que me apedrejem, o procedimento deve funcionar em qualquer distribuição do Linux, mas eu não faço idéia quanto a dependências, por isso não garanto nada.

AIR

O processo é extremamente simples. Primeiro, baixe o AIR para alguma pasta do seu PC.

Num terminal, agora dê um chmod +x adobeair_linux_a1_xxxxxx.bin, substituindo, obviamente, pelo nome do seu arquivo. Por estar em alpha, espere atualizações freqüentes (eu sei que eu espero).

Depois é só rodá-lo com permissões de root (um sudo ./adobeair_etc.bin deve resolver) e esperar ele instalar.

Ele é instalado no /opt, prática louvável, porque vários .bins que eu instalei ultimamente tentavam se instalar em outros lugares, tornando-se um inferno para removê-los.

Depois disso, basta baixar qualquer .air e dar dois clickes que o instalador dá conta do resto. Ele pede a tua senha e instala em /opt também, para facilitar a remoção.

Apesar de tudo, minha experiência não foi muito feliz. O AIR está muito instável no Linux ainda, e dos 10 programas do artigo do Lifehacker, somente o do google analytics funcionou, e ainda assim, eu tinha que criar um perfil novo a cada vez que rodava.

O instalador foi a parte mais surpreendente de tudo. Mostra que é possível distribuir binários unificados para o Linux, fazendo uma instalação independente de distribuição sem muita dificuldade, e sem a possibilidade de quebrar o sistema. A Sun já nos mostrava isso há tempo, mas com a Adobe agora, a mente dos desenvolvedores deve se abrir para a idéia.

Só espero que a Adobe continue investindo no AIR para o Linux, e não faça como está fazendo com o Flash, onde nos deixa com versões antigas e não corrige bugs simples.

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29th May 2008

Webcam do HP Pavillion no ubuntu

O meu notebook é bem guerreiro. É um HP Pavillion dv9010us, tela 17, dual core, 2GB de RAM. E funciona muito bem com o Linux. Já tive alguns problemas com ele, e nem tudo funciona com a facilidade que deveria, mas funciona.

Eu inclusive troquei a wireless dele (e tive que hackear a BIOS no processo) por uma Atheros ABG, para dar uma melhorada no coitado, já que veio com uma broadcom B, muito chinelona.

A única coisa que eu nunca tinha nem tentado fazer funcionar no Linux foi a webcam dele. Sabia que ela um dia tinha funcionado no windows, pois veio instalada, e cheguei a utilizá-la lá, mas após uma ou outra formatação da partição windows, nem com os drivers do site da HP ela funcionava. Simplesmente ignorei o fato e fui adiante.

Hoje, porém, eu vim no ônibus pensando em como eu não tinha nada de inútil para fazer a tarde, e no que poderia tentar fazer. Decidi pôr minha webcam pra funcionar. Minha decepção, porém, foi com a facilidade. Passo a passo, o que deve ser feito para as webcams que, como a minha, usam o chipset r5u870:

Primeiro, verifique qual webcam você tem. Dê um lsusb no terminal. Você deve encontrar uma linha como esta:

Bus 001 Device 002: ID 05ca:1870 Ricoh Co., Ltd

O que importa, nesta linha, é o que vem depois de ID. Qualquer webcam cuja ID seja 05ca:18xx funcionará com este guia.

A seguir, atualize seu sistema e instale os pacotes essenciais para a compilação com um sudo aptitude install build-essential linux-headers. Vale lembrar que eu testei com o kernel rt do ubuntustudio, e funcionou sem problema nenhum. Minha experiência diz que, se algo assim funciona nesse kernel, funciona em qualquer lugar.

Agora baixe as fontes:

svn co http://svn.mediati.org/svn/r5u870/trunk r5u870

Uma pasta com o nome de r5u870 será criada. Mude para ela com um cd e compile com um make. Não se preocupe com tudo o que aparece no teminal, são warnings do gcc, normalmente, e vai dar tudo certo assim mesmo. Se deu problema, a última linha será algo como make: *** [all] Error 2. Caso isto não tenha aparecido, está tudo ok. Siga em frente e instale com um sudo make install. Agora nada deve dar errado.

Pronto, seus drivers estão compilados. Após um reboot eles serão carregados normalmente. Caso não queira esperar, dê um sudo modprobe r5u870 e seja feliz.

Webcam

O aMSN reconheceu sem problema nenhuma minha webcam e enviou para meus contatos. O mesmo aconteceu com o xawtv (sudo aptitude install xawtv).

[Página do desenvolvedor]

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5th April 2008

Urnas Livres: Orgulho nacional

As eleições no Brasil são um exemplo mundial a ser seguido, quanto a organização. E muito disse se deve ao fato de termos um sistema padronizado de votos, 100% eletrônico. Nos EUA, por exemplo, há urnas eletrônicas, mas elas são diferentes entre si, e a maioria dos lugares ainda usa cédulas de papel, aquela que se fura e ninguém acredita no resultado da contagem.

Aualmente, porém, há um único probleminha. As urnas rodam windows. O problema não é o windows em si, as urnas funcionam muito bem com ele, mas a legislação eleitoral determina que todos os programas utilizados na votação e na contagem dos votos sejam abertos à fiscalização. Embora o programa em si seja, o sistema operacional não é. Num esforço para mudar isso, o TSE autorizou a substituição do sistema em todas as 430 mil urnas para o Linux, e a compra de mais 50 mil. A economia imediata com lisenças também influenciou a decisão, claro. A expectativa é de uma economia imediata de 3 a 4 milhões de reais.

TuxCreative Commons License photo credit: malagent

Além disso, o Linux está sendo implantado também nos sistemas de contagem de votos, transmissão de dados e publicação de resultados. O nosso sistema eleitoral será, finalmente, totalmente livre. Isso vale também para todos os programas desenvolvidos pelo governo para rodar nas urnas e nos processos posteriores: Técnicos credenciados da OAB e do Ministério Público poderão testar o sistema contra fraudes desde já, e por até dois anos após essas eleições.

A nossa urna eletrônica não é algo que se mostra sob sigilo. O que desejo firmar é que nós estamos com um sistema totalmente aberto para acompanhamento por aqueles que tenham interesse legítimo. Não há o que esconder, não há o que escamotear.

Disse o presidente do TSE, Marco Aurélio Mello.

Isso também ajudará na implantação das urnas biométricas, completando assim a segurança do sistema eleitoral. Com urnas biométricas a possibilidade existente atualmente de uma pessoa votar por outra será anulada.

É nessas horas que eu tenho orgulho de ser brasileiro.

[Fonte: ZeroHora]

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25th March 2008

Prism disponível no Ubuntu Hardy

Prism é uma tecnologia da Mozilla para executar aplicativos online como se fossem aplicativos desktop normais.
É uma tecnologia bem recente, e foi incluída na nova versão do ubuntu, a Hardy.

Há atualmente nove aplicativos usando esta tecnologia, todos instaláveis pelo apt-get. São eles:

prism
(Depois de instalado, o programa fica no menu como qualquer outro)

Existe também uma extensão para o firefox para transformar páginas em aplicativos Prism, mas eu não testei ainda. Quando testar eu posto um review aqui.
A promessa é de termoso Google Docs Offline em breve nos repositórios. Por enquanto, é só usar a extensão do firefox e criar você mesmo o seu pacote.

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29th February 2008

What should Ubuntu Do?

O ubuntu agora conta com mais um recurso para a comunidade.
Além das listas, fóruns e o launchpad (serviço de bugtracking, tradução e tudo mais), agora existe o Ubuntu Brainstorm.

Baseado no Dell Ideastorm, ele é um site onde a comunidade pode sugerir melhorias para o ubuntu, e votar nelas. As mais votadas serão implementadas primeiro na próxima versão do Ubuntu.

Segundo a nota de lançamento:

O desenvolvimento agora pode se voltar para o que o usuário mais quer (…).
Uma idéia no Ubuntu Brainstorm pode ser facilmente linkada a um blueprint [Projeto de código] no Launchpad ou a um bug ou até mesmo a um tópico no fórum. Desse modo, nós pretendemos fazer uma ponte entre os lugares de onde as idéias vêm.

O ubuntu está ficando cada vez melhor.
Para baixar as imagens de CD, caso você ainda não tenha, só ir a http://cdimage.ubuntu.com/

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26th December 2007

[Bugfix] USBs Mortas

Meu note andava se comportando de maneira estranha. Era até assustador:
Se eu plugasse algo na USB antes do boot (mouse, pendrive, HD), funcionava perfeitamente. Mas se eu plugasse após o GDM subir, nada. O que estava plugado funcionava, o que eu pluguei depois, nem sinal de vida. E isso acontecia tanto no Fedora 8 quanto no Gutsy. Depois de muito procurar na internet, descobri que é um problema (para variar) com a ACPI.
Explicando: tenho que bootar meu note com a linha noapic no  kernel, porque sem ela o coitado trava antes de subir o X. Mas isso causa as USBs a serem desativadas após alguns segundos após o boot em alguns notes (os que apresentam a linha que fala sobre um “BIOS BUG FOUND”).

Resolver é simples:
Adicione a linha

irqfixup

ao fim do seu kernel no /boot/grub/menu.lst e seja feliz.
Isso tende, pelo que eu vi, a resolver vários outros problemas, como travamentos estranhos.

Live free!

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25th November 2007

De volta, e de Fedora

Eu sei, faz uma eternidade que não posto nada aqui.
O fato é que eu tive problemas com meu HD, a instalação do ubuntu fudeu-se de uma maneira que nem o windows já fez para mim, e, após comprar um disco novo, estou de Fedora. E estou gostando!

Certo, sinto falta do synaptic principalmente. O Yumex até faz o serviço, mas é estranho. E os repositórios do YUM são lentos. MUITO lentos. Mas nada mortal.
Meu hardware funcionou legal, foi fácil instalar os drivers da nvidia, do repo Livna (e os do ubuntu nunca funcionaram nele para a minha 8800GTS).
Também faz falta aquele moooooonte de pacotes nos repositórios, e poder ver dependências, sugestões e recomendações antes mesmo de instalar os pacotes. Mas eu me acostumo…

O boot também é bem mais rápido e bonito que no ubuntu, e o sistema em si está mais estável e rápido. O wine (que eu uso por causa do DVD Shrink e do DVD Ripper) funciona maravilhosamente. Só falta testar a saída supervídeo da minha placa.

Agora vou instalar Fedora no meu note também.

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