A busca pelo Hugo, ou como vomitei pelo nariz.

Quando digo que fui um jovem punk muita gente não acredita. Fato que meu ensino médio foi uma época de aprontar muito, principalmente na escola.

Meu segundo ano foi o pior (ou melhor) de todos. Aquele ano a minha escola, luterana, decidiu que teríamos, uma vez por semana, aula em turno inverso: dois períodos de Física ou de Química no laboratório, intercalado, e dois períodos de Educação Física. A aula começaria as 2 da tarde. Meu grupinho e eu obviamente chegávamos mais cedo, normalmente para beber alguma vodka vagabunda ou algo assim.

Outra das “inovações” foi tirar um período de Matemática para ter aulas de Empreendedorismo. Àquela altura nós já estávamos com uma certa má-fama de bebuns. Eis que estávamos na dita aula de Empreendedorismo, na sala de vídeo da escola e uma das gurias do meu grupo (eu, que não era bobo, andava com 3 gurias. Não que tivesse opção, havia 5 guris ao todo na turma, e eram todos babacas) levou uma garrafa de Guaraná Fruki. Era uma dessas garrafas de vidro, igual a uma garrafa de cerveja. O objetivo era, quando a professora virasse de costas, tomar uma talagada do refrigerante e passá-lo adiante. Nós esvaziaríamos dita garrafa e posteriormente encheríamos ela de vodka, porque isto parecia uma boa ideia. Veja bem que tínhamos 14 ou 15 anos na época.

Eis que era minha vez de tomar um gole do refrigerante. A guria me passa a garrafa, eu encho a boca de refri e ela me diz, ao pé do ouvido: “cu“. Eu comecei a rir histericamente, mas o refrigerante se encontrava em um local desprivilegiado da minha garganta. Veio a contração estomacal e eu aparei o jato de refrigerante que saía do meu nariz com as mãos. Me levantei e fui correndo até a porta, vomitando refrigerante pelo nariz mais duas vezes no caminho. Ao chegar na porta a turma inteira me assistia e ria (e algumas gurias de estômago mais fraco ameaçavam se juntar a mim na busca pelo Hugo). A porta estava fechada. Sem pensar duas vezes, levei as mãos a boca, bebi novamente o refrigerante, abri a porta e saí a passos.

Tente dormir com essa imagem mental.

Compartilhe:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Google Bookmarks
  • Rec6
  • Reddit
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • email
  • Print
  • DZone
  • Facebook
  • FriendFeed
  • RSS
  • Tumblr
  • Twitter

Do Culto a Onã

Hoje eu fui jantar na casa de uns amigos da família. São 3 gerações que moram lá, e a mais recente é poucos anos mais nova que eu. Graças a isso o guri (são dois, um guri e uma guria, a guria tem 14, o guri, uns 13) acabou herdando muitos brinquedos e videogames meus. Um deles era meu GameBoy Color, com alguns jogos, como Pokémon Vermelho e Pokémon Crystal.

Eis que eu resolvi que precisava, por n motivos (incluindo uma forte nostalgia) o GameBoy de volta. Aproveitei que ia lá hoje para pegá-lo.

O problema é que o guri não conseguia achar alguns jogos (incluindo o mais desejado de todos, Pokémon Crystal). Na mesa de jantar, acontece a pérola:

- Pai, lembra que tu tinha guardado o GameBoy porque eu tava jogando na aula e só devolveria quando as notas melhorassem?

- Não, eu tinha guardado as tuas PlayBoys e só te devolveria quando tu resolvesses limpar o vaso sanitário.

Ouch.

Compartilhe:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Google Bookmarks
  • Rec6
  • Reddit
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • email
  • Print
  • DZone
  • Facebook
  • FriendFeed
  • RSS
  • Tumblr
  • Twitter

Letras das Músicas Automaticamente no iTunes

EDIT: O Marcus postou no blog dele um script que está funcionando.

Organizar a coleção musical é uma forma de terapia, né? Uma merda enquanto faz, mas compensa no final.

E eu que tenho sérios problemas de TOC, gosto de ter a minha coleção toda em Apple Lossless, com as capinhas e letras das músicas. As capinhas o iTunes acha pra ti, só ter uma conta na iTunes Store americana. Senão, não é tão complicado adicionar manualmente. Mas as letras são um inferno.

Pra isso eu uso este scriptzinho aqui (que não é de minha autoria, embora eu tenha, há tanto tempo que nem lembro mais o que foi, alterado ele). Ele só deve funcionar no mac, por depender da gem rb-appscript (sudo gem install rb-appscript, caso ainda não a tenha). E não podia ser mais fácil de usar: selecione as músicas no iTunes ou até mesmo os álbuns inteiros e rode o script (ruby lyrics.rb)

Sem mais delongas, baixe aqui esta pérola.

(Atenção: A API da lyricwiki está morta. Estou procurando uma alternativa e vou postar aqui assim que achar.)

Compartilhe:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Google Bookmarks
  • Rec6
  • Reddit
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • email
  • Print
  • DZone
  • Facebook
  • FriendFeed
  • RSS
  • Tumblr
  • Twitter

Do Desconforto Intrínseco do Teletransporte

A idéia do teletransporte parece tentadora, não? Imagine, você entra numa cabine, grita “Beam me up, Scotty! e está em uma fração de segundos no seu destino.

Mas eu digo que seria proibitivamente desconfortável.

Pense comigo: você pode ir a pé para seu destino. A viagem é longa, mas a maioria das pessoas aproveita, e uma caminhada muito longa, de algumas centenas de quilômetros é considerada por muitos uma experiência mística.

Então é possível viajar mais rápido, de cavalo, por exemplo. Mas o desconforto aumenta um pouco, é necessário se equilibrar no cavalo, ou, no mínimo, se acostumar com o balançar da carroagem.

Aumentando um pouco a velocidade, pode-se utilizar um automóvel. Caso você dirija, é necessário prestar atenção no trânsito por eventuais contratempos, e o stress aumenta. Caso esteja num ônibus ou outra pessoa esteja dirigindo há também um desconforto, a sensação de bunda quadrada, o ar viciado e o possível enjôo.

E, se for de avião, então, a viagem é mais curta ainda, mas o desconforto é maior ainda. A pressão no ouvido, o enjôo, o ar viciado sendo respirado por dezenas de pessoas, o refrigerante quente…

Então podemos ver que o desconforto é inversamente proporcional ao tempo de viagem.

Se o tempo de viagem no teletransporte tender a zero, o desconforto tenderá ao infinito. Em outras palavras, você vai vomitar até o mingauzinho que a senhora sua avó preparava quando você tinha 3 anos.

E isso sem contar os riscos!

E isso sem contar os riscos!

E eu vou continuar andando a pé.

Compartilhe:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Google Bookmarks
  • Rec6
  • Reddit
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • email
  • Print
  • DZone
  • Facebook
  • FriendFeed
  • RSS
  • Tumblr
  • Twitter

Contra a Evolução descontrolada da língua

Evolução, no título é usado num sentido bem generoso, que fique claro.

Você já falou com algum recém-graduado de Letras? A maioria deles vai te dizer que O Certo É O Que O Povo Fala™, o que é uma das maiores asneiras acadêmicas dentre as muitas que repassam para todos, de todos os cursos (como o coordenador da Engenharia da Computação da PUCRS que acredita que Química Fundamental é útil para o curso).

Toda a língua evolui, sofre mutações e se adapta ao seu meio. Novas palavras são inventadas e palavras antigas caem em desuso (hoje em dia até arcaico se tornou arcaico). E há um grupo que advoca por deixar a língua seguir seu rumo. Eu concordaria com isso se os falantes médios do português tivessem um QI superior ao número do seu sapato (©Cardoso), o que não é verdade.

Eu sou altamente gramaticalmente intolerante, mas até estava me controlando bem, me segurando pra não escrever este post, até ver isso:

LEIAUTE? ARE YOU FUCKING KIDDING ME?

LEIAUTE? ARE YOU FUCKING KIDDING ME?

(Via Twitter da Fabiane Lima)

Tem duas coisas muito erradas com isso: Layout é uma palavra em inglês e não deveria, em hipótese alguma, ser considerada uma palavra do português, embora o seu uso possa ser aceito. Leiaute… Tenho mesmo que explicar o que tem errado com LEIAUTE?

E isso só vai piorar, porque as crianças não lêem, acham que falar miguxês é bonito e ser culto é fora do comum, e, como tal, discriminado.

As linguas, bem como a vida, acham um jeito. A tarefa das pessoas cultas é fazer com que esse seja o melhor dos caminhos.

Só me entristece mais que isso é quando alguém me diz que não sabe usar mesóclise. Vamos lá, todo mundo:

Mesóclise: usá-la-ei!

Compartilhe:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Google Bookmarks
  • Rec6
  • Reddit
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • email
  • Print
  • DZone
  • Facebook
  • FriendFeed
  • RSS
  • Tumblr
  • Twitter

Da Inutilidade das Traduções

Eu tive sorte de ter nascido em uma família que valoriza a cultura, ao contrário da maioria dos brasileiros. Aprendi a ler cedo, não devia ter quatro anos ainda, e desde então não parei. Estou sempre lendo algo, me sinto até mal caso passe muito tempo sem ler.

E também tive a chance de aprender inglês desde cedo, morar fora, adquirir fluência. Graças a isso eu leio muito em inglês, e de uns anos para cá, passei a dar preferência para o texto original sempre que possível.

Há muito tempo eu me irritava com traduções mal feitas, como o clássico “It will be decided by general will” que virou “será decidido pelo General Will” ou num filme de futebol americano (acredito que era Duelo de Titãs) em que a torcida gritava “Miss! Miss! Miss!” e a legenda dizia “Moça! Moça! Moça!”. Finalmente há algum tempo eu cheguei a uma conclusão a respeito das traduções que inclusive me compeliu a remover da minha lista de livros lidos todos os que tenha lido traduções e começar a pensar em aprender alemão para ler Nietzsche.

Não existem traduções. Existem interpretações de um texto alheio.

Quem já leu Nietzsche ou Shakespeare em português sabe do que eu estou falando quando vê notas de rodapé que duram 3 ou 4 páginas para explicar o porque que aquela palavra em específico foi escolhida para aquele lugar no texto.

E foi daí que surgiu a teoria de uma maneira mais generalizada (que o Marcus me apontou não ser matemática). São duas partes, então vamos lá.

Peguemos duas línguagens quaisquer, diferentes entre si. Vamos chamá-las de x e y. Agora pegue duas palavras, uma de cada uma dessas línguas, cujo significado objetivo é o mesmo. Vamos chamá-las de a e b, sendo a uma palavra de x e b uma palavra de y. Observe que, aparentemente, uma pode ser traduzida para a outra. Agora listemos todos os significados de a e todos os significados de b. Não há bijeção. Praqueles que não estudaram teoria dos conjuntos, uma bijeção acontece quando há uma função que mapeia todos os elementos de um conjunto em outro, e sua função inversa mapeia todos os elementos do outro conjunto no um. Neste caso, para todo o significado de a (que pertence a x) há um e somente um significado de b (que pertence a y) que é equivalente.

Se houvesse uma bijeção nestes termos entre duas palavras de línguas diferentes, seria possível traduzir estas palavras entre si sem qualquer perda semântica, mas isto é impossível. Pode fazer o teste, mesmo com palavras de línguas extremamente próximas como o português e o espanhol. Pegue um bom dicionário de ambas as línguas, ache as palavras e compare os significados. Pelo menos a intensidade implícita de pelo menos um dele não será correspondida.

Tá acompanhando até aqui?

Agora, um argumento possível aqui seria de que traduções não devem ser feitas palavra-por-palavra, mas sim preservar o significado de uma sentença entre línguas. E é justamente aí que entra esta minha teoria. Será preservado um significado, aquele que o tradutor percebeu ao ler o texto original. Além disso, vários significados diferentes do original podem ter sido adicionados à sentença não intencionalmente.

E tem mais: pegue duas línguas novamente. Pode ser quaisquer línguas, desde que não sejam ambas a mesma. Existe sempre pelo menos uma palavra em uma dessas línguas que não tem nenhum significado em uma palavra da outra língua. Esta parte da teoria é mais intuitiva, já que estamos cansados de ouvir que saudade não pode ser traduzida corretamente para nenhuma outra língua.

Então toda tradução é uma empreitada fútil e uma agressão ao texto original, ao escritor e aos leitores. E nem me deixe começar com as dublagens!

Compartilhe:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Google Bookmarks
  • Rec6
  • Reddit
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • email
  • Print
  • DZone
  • Facebook
  • FriendFeed
  • RSS
  • Tumblr
  • Twitter

Evite o CineSystem São Leopoldo!

Hoje eu fui ver Harry Potter e o Enigma do Príncipe (Harry Potter and The Half-Blood Prince), acompanhado de papai e mamãe, que já haviam visto todos os filmes anteriores. Resolvi dar uma chance ao CineSystem do shopping Bourbon de São Leopoldo, ao invés de ir a Canoas no Cinemark.

Primeiro é necessário dizer que gostei muito do filme. Mesmo tendo sido tomadas várias liberdades em relação à história, o filme ficou realmente bom, pelo menos para quem conhecia a história previamente. O tom sombrio foi muito bem-vindo, equilibrando a falta de seriedade de O Cálice de Fogo (Harry Potter and The Globet of Fire) e da seriedade e depressão mais forte de A Ordem da Fênix (Harry Potter and The Order Of The Phoenix). Recomendo ver o filme, ele é, discutivelmente, o melhor até agora.

O que eu não recomendo, porém, é vê-lo no CineSystem São Leopoldo. Veja bem que nós que moramos ao Norte de Porto Alegre temos poucas opções de cinema. Ir a Porto Alegre pode ser complicado, então nos sobra o Cinemark em Canoas, o CineSystem em São Leopoldo e o GNC Cinemas em Novo Hamburgo.

Depois de uma ou duas decepções com o Cinemark (como uma sala que estava com o áudio invertido), resolvi dar uma chance para o CineSystem, contra meu bom-senso, já que a última vez que fui ver algo lá, o filme foi exibido em um trapezóide, como se tivessem chutado o projetor.

O resultado desta vez não foi igual: foi imensamente pior. A começar pelo preço. 14 reais a entrada. Mas estudante paga meia, 10 reais. Opa. Alguém não sabe matemática, e não sou eu. Ao entrar na área das salas, fomos informados que deveríamos nos dirigir à Sala 4. Onde é o raio da Sala 4? Vejo banheiros, sala 2, 3, 1… Um pouco mais, em direção à saída, sala 5. Cadê a 4? Eventualmente a achamos e nos sentamos bem ao fundo, para perceber que o fundo da sala nos faria ver a tela de cima, causando a ilusão de um trapésio. Nos movemos algumas fileiras mais para a frente para o que parecia ser o Sweet Spot.

Daí que a merda começou. O áudio das salas vizinhas vazava para a nossa sala, causando uma vibração quase tão desconfortável quanto os acentos das poltronas, apertados, duros e em ângulos retos demais.

E do nada começa uma propaganda, com o áudio altamente distorcido e, sem que as luzes se apaguem, vem o logo da Warner, todo sombrio e estamos no filme. As luzes continuam acesas pelos próximos 20 minutos mais ou menos (até o Harry e o Dumbledore saírem da casa do Slughorn, mais precisamente) e o áudio continua distorcido. Vale lembrar que a tela é em proporção 4:3 ou aproximada, e a maioria dos filmes, incluindo este, são filmados em 16:9 ou 2:1, sobrando barras acima e abaixo da imagem em cinemas normais. Não no CineSystem, onde eles projetaram na metade inferior da tela, causando certa distorção e forçando 90% dos espectadores a inclinar a cabeça alguns graus para baixo.

O áudio só atrapalhou durante o filme. Os graves estavam muito mais altos do que deveriam, além do supracitado vazamento de som das salas vizinhas.

E, para completar, deixaram um infeliz levar seu macaquinho de estimação filho de no máximo 3 anos de idade mental para ver o filme legendado. O macaquinho retardado a criança berrou, chorou, bateu pé, correu, brincou de carrinhos e atrapalhou nossas vidas de maneiras diversas pelas quase duas horas do filme.

Compartilhe:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Google Bookmarks
  • Rec6
  • Reddit
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • email
  • Print
  • DZone
  • Facebook
  • FriendFeed
  • RSS
  • Tumblr
  • Twitter

BDumper 1.0 – Baixe todas as imagens do /b/ do 4Chan

O 4Chan é, discutivelmente, o maior fórum da internet. Tudo o que os teus tios vão te mandar por email daqui a 5 anos está rolando por lá há pelo menos 3. De RickRolling ao Pedobear, tudo surgiu no 4chan.

Dentre as inúmeras categorias, a mais famosa e insana é o Random, ou /b/ (pronunciado “bê”) para os íntimos. O /b/ é uma terra sem-lei, onde as únicas coisas proibidas são pedofilia e e xingar o admin, embora volta-e-meia alguém escape…

O volume de informação (100% inútil, garanto) é imenso, chegando a casa dos milhões de posts por dia, e pelo menos um quarto deles tem imagens. Se você não conhece o /b/ ainda, vai ali, abre a página (cuidado, potencialmente NSFW!) e volta. Eu te espero.

Pronto, abriu e ficou dando F5 por meia hora, né?

Foi pensando nisso que eu resolvi escrever o BDumper. Ele é um simples robô que vai abrir o /b/, pegar o link de todas as imagens atualmente na página inicial e baixar a versão full de cada uma. Terminado isso, simplesmente repete o processo até encher o saco ou lotar o teu HD, o que vier primeiro.

O programa foi escrito em C++, utilizando somente a STL para fazer o parse das strings e fazendo uma chamada de sistema pro curl para baixar os arquivos.

Esta é a primeira versão do programa, o código está feio, sujo e bobo, não tem uma interface gráfica nem tratamento nenhum além de verificar a ID do arquivo no 4chan para evitar baixar o mesmo link duas vezes (embora baixe duas imagens iguais caso sejam postadas com nomes diferentes).

Aceito sugestões e correções.

Por um momento eu achei que isto fosse maléfico demais, mas, hey, não tem como ser pior que o /b/.

Só peço para, por favor, não postarem este código lá, vai derrubar o servidor deles.

Baixe as imagens do /b/!

Baixe as imagens do /b/!

TODO:

  • Interface gráfica, provavelmente em QT, embora talvez faça uma em Cocoa para facilitar a vida de quem tem um mac e não quer instalar a SDK do QT.
  • Fezer uma checkagem por hash das imagens para evitar baixar imagens repetidas
  • Limpar o código
  • Edit: Opção para abrir cada thread e baixar as imagens dela, dica do Geek Pobre, nos comentários

O código foi compilado no OSX com o XCode, o projeto e o binário estão inclusos. Para compilar no Linux:

g++ -o bdumper funcoes.cpp main.cpp

Mas eu não testei ainda no Linux.

Edit: Compilei e testei ele no Linux, roda como esperado.

O programa também deve compilar sem problemas no Visual Studio ou outras IDEs no windows, só tenha certeza de ter o CURL no seu PATH.

Compartilhe:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Google Bookmarks
  • Rec6
  • Reddit
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • email
  • Print
  • DZone
  • Facebook
  • FriendFeed
  • RSS
  • Tumblr
  • Twitter

Intolerância (ir)religiosa

Ser ateu é um perigo ocupacional. Na verdade, ser qualquer coisa, hoje em dia, é um perigo ocupacional. Eu tive um professor que dizia não formar opinião sobre absolutamente nada para evitar ser odiado. Não assistia futebol, votava em branco, ouvia MPB (nada contra, mas é uma escolha fácil, praticamente ninguém tem algo contra). Até ele era cristão.

Ser cristão é a norma, é a única coisa inteiramente socialmente aceita. Em dúvida, diga ser católico não-praticante, isto não vai te excluir de nenhum grupo de pessoas medianamente inteligentes. Já ser anti-cristão.

Prova disto é como há um número muito maior de termos pejorativos para os não-cristãos. Praticante de religião afro é automaticamente macumbeiro, e toda macumba ou saravá é maligno. Um crente (sem conotação pejorativa aí) nunca vai se referir a um ateu como “ateu”. A palavra dá medo. Se utilizá-la, será precedida de um artigo indefinido e carregada com asco. “Fulano é Um Ateu“, e não “Fulano é ateu“. Pode parecer insignificante, mas troque ateu por negro e todo o preconceito fica mais claro (no pun intended).

O perigo ocupacional está no fato de que crentes são intolerantes e têm absoluta certeza de que a sua fé (baseada em interpretações distorcidas de textos mal-traduzidos e alterados) é a única verdade™, aleluia e glória irmãos.

E, enquanto nós ateus também podemos ser religiosamente intolerantes, nós normalmente temos um mínimo de noção de não basear todas as nossas decisões nisso. Um ateu daria um emprego a um crente, mas o inverso é muito mais difícil de acontecer. Se você acha isto estranho, troque ateu por homossexual e crente por homofóbico. Os personagens mudam, o quadro é o mesmo. As minorias sempre têm a mente mais aberta.

Opa, minoria? Minoria em relação a quê? No quadro geral de religiões, sim, ateus são minoria, quando comparados com Cristãos, Muçulmanos, Hindus e afins. Agora, limitando-se o domínio da função, nós chegamos a dados mais realistas. Vamos ver qual o percentual de ateus com nível superior. Agora, com um diploma superior numa ciência exata. Trabalhando com pesquisa na área. Já devemos ter chegado perto dos 95%.

Basta ver que quem teve uma educação melhor, foi incentivado a ler e, principalmente, pensar, acaba se descobrindo ateu. Claro que este não é o único fator, de todos os que estudaram nas mesmas escolas que eu, devo conhecer uns 3 ateus hoje em dia. (Que se assumem ateus. Sair do armário é muito complicado, justamente por culpa da intolerância alheia). O MrManson escreveu um texto ótimo, aliás, convidando todos os ateus enrustidos a sairem do armário.

Esta intolerância não era tão visível há alguns anos. O movimento ateu nem mesmo existia há 20 anos, o que havia era alguns poucos corajosos que se declaravam ateus (e provavelmente eram apedrejados). Com o advento da internet e da pseudo-anonimicidade por ela provida muito mais ateus resolveram sair do armário. Mas com ela também veio a inclusão digital, e muita gente cujo único livro com o qual teve contato foi a Bíblia [1] teve a oportunidade de entrar em contato com a informação. Mas aí já era tarde demais. Já havia toda uma geração completamente brainwashed que não queria informação útil nova, e sim negar tudo o que lhes é contrário.

Estas pessoas parecem passar seus dias procurando no google por keywords como ateu, capeta, diabo ou pensamento racional para mostrar para todos os hereges deste mundo o caminho da salvação, porque nós obviamente não aceitamos o senhor Jesus Cristo nosso Deus e Salvador aleluia irmãos, glória, glória, porque não sabemos que temos a opção. É o mito da caverna dos dias modernos. Eles nunca conheceram um mundo onde o pensamento livre é não só valorizado como encorajado.

Isto gera pérolas como esta e praticamente qualquer thread no Fórum Góspel.

Para mim a maior marca da intolerância destas pessoas é a frase “vou rezar por você”. É mais ou menos como dar um DVD da Brasileirinhas para um homossexual na esperança de que ele descubra que gosta da coisa.

[1] Eu sei que é uma coleção de livros, não precisa explicar.

(Meu orgulho é ter escrito um manifesto ateu com, segundo o wordpress, exatas 666 palavras até aqui)

Compartilhe:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Google Bookmarks
  • Rec6
  • Reddit
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • email
  • Print
  • DZone
  • Facebook
  • FriendFeed
  • RSS
  • Tumblr
  • Twitter

A arte de manipular estatísticas

Antes de começar, vamos fazer um teste bem rápido. Uma pesquisa revela que 18% dos acidentes de trânsito são causados por mulheres no volante. O que se pode concluir disso?

Vamos lá, pense. O que se pode extrair desta estatística?

A maioria das pessoas vai concluir que mulheres dirigem melhor. Isto não é, necessariamente, verdade. Vamos mudar o sujeito da pesquisa e ver o que é concluído. Digamos que a mesma pesquisa indique que 35% dos acidentes de trânsito são causados por motoristas embriagados. Se você aceitar na primeira que isso se deve a mulheres dirigirem melhor que homens, você é obrigado a aceitar que dirigir embriagado é mais seguro do que dirigir sóbrio.

A segunda estatística é parcialmente válida. Ela não considera os acidentes indiretamente causados por motoristas bêbados, muito provavelmente, porque isso elevaria muito a proporção.

Já a primeira estatística não prova absolutamente nada. Digamos que o número de mulheres motoristas seja 5 vezes menor do que o de homens. Ignorando-se esta proporção, o valor parece baixo, mas se ela for levada em conta, vê-se que mulheres causam muito mais acidentes que homens. Vale lembrar que todos esses dados são hipotéticos.

A proporção correta deveria ser total de acidentes causados por mulheres pelo total de mulheres motoristas comparado ao total de acidentes causados por homens pelo total de motoristas homens. Só assim obtem-se uma idéia real de quem dirige melhor.

Esta é uma estratégia muito utilizada por empresas de software e partidos políticos. Mostrar estatísticas parciais, muitas vezes contra estatísticas totais, de modo a distorcer o resultado final, aproveitando-se da falta de conhecimento do brasileiro típico da teoria de conjuntos e de sua incapacidade de trabalhar com números percentuais.

Por essas e outras o ensino de matemática na escola deve ser profundamente revisto, aumentando sua carga-horária e mudando o método. O sistema está quebrado e o único modo de consertá-lo é repensar seus fundamentos.

Compartilhe:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Google Bookmarks
  • Rec6
  • Reddit
  • StumbleUpon
  • Technorati
  • email
  • Print
  • DZone
  • Facebook
  • FriendFeed
  • RSS
  • Tumblr
  • Twitter
SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline