Campo de POP – Problema de Outra Pessoa

O grande gênio literário do século XX, Douglas Adams, em A Vida, O Universo e Tudo Mais, um dos 5 livros que compõem a trilogia* d’O Guia do Mochileiro das Galáxias nos apresentou a um conceito interessante: O Campo de POP.

- Um POP é alguma coisa que não podemos ver, ou não vemos, ou nosso cérebro não nos deixa ver porque pensamos que é um problema de outra pessoa. É isso que POP quer dizer: Problema de Outra Pessoa. O cérebro simplesmente o apaga, como um ponto cego. Se você olhar diretamente para ele, não verá nada, a menos que saiba exatamente o que é.

A Vida, O Universo e Tudo Mais, Douglas Adams

Campo de POP (Problema de Outra Pessoa) faz com que os problemas considerados alheios sejam completamente ignorados pelas pessoas que os vêem, graças à tendência natural que temos ao poucosefudismo (termo técnico para a capacidade de não dar a mínima).

Os campos de POP estão presentes no nosso cotidiano em maior parte ao redor de repartições públicas, empresas de Telecom e ao redor de todo o resto do mundo, a partir do ponto de vista de um auto-proclamado sofredor.

Sofredores auto-proclamados são uma classe inteira de pessoas que têm a capacidade de criar campos de POP ao redor de absolutamente tudo, graças ao seu poder de auto-convencimento da suprema importância de seus problemas. Os problemas de absolutamente todo o resto do mundo são completamente banais e portanto ignoráveis em comparação ao deles. Este fenômeno é especialmente notado em meninas adolescentes, empregadas domésticas, pobres e outros pouco-mais-que-símios em geral. Também é conhecido como “a grama do vizinho é sempre mais verde” pelos mais otimistas.

Obviamente uma boa dose de campos de POP é necessária para uma vida saudável. Aqueles que se preocupam com todos os problemas de todo o mundo são chamados de mártires, loucos ou hipócritas.

*Sim, eu sei.

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Aprenda a Escrever Bons Títulos

Concisão é uma arte. Veja, por exemplo, os dois emails que acabo de receber. Dizem tudo o que é necessário no título!

Concisão

Concisão

Gramática impecável

O amigo passaria passo passo.

E, para quem quiser (e isso inclui o amigo FilhoDaSerra), aqui está a minha tentativa (frustrada) de fazer um amplificador de sinal para WiFi.

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Rio Grande Maior que o Mundo

O Marcus GrandeAbóbora Nunes e eu tivemos a idéia para o melhor blog do mundo, e um dos 10 mais do Rio Grande Do Sul, o RioGrandeMelhorEmTudo.

Recentemente cobrimos de maneira totalmente imparcial, do jeito que só um Gaúcho sabe fazer, o único apagão da história Rio-Grandense, que acabou por ocorrer junto com o apagão semanal do Resto do Brasil.

Então vão lá e confiram estas e outras histórias da República Rio-Grandense.

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Como aumentar o seu número de listed no Twitter

O Twitter hoje começou por esses dias a liberar uma feature nova, as “lists”. E os probloggers e adeptos da meritocracia informal da internet já viram nisso uma nova métrica de popularidade, já que o número de seguidores não significava mais nada, graças aos mass-follows.

Mas duas coisas aconteceram na primeira meia hora que tive contato com as lists: fui adicionado a uma list robô de insatisfeitos com a Vivo (e estou bem satisfeito com eles, diga-se de passagem), provando que já há scripts para adicionar a lists.

Outra é que descobri que é possível se adicionar às suas próprias lists. Para isto, vá até seu perfil (na home da web, clicke na sua foto, ou entre em twitter.com/seu_username). É possível ver o dropdown de listas a incluir este perfil, mesmo as listas sendo tuas e o perfil também:

Tenha números artificiais, stick it to the man.

Tenha números artificiais, stick it to the man.

O seu número de listed será atualizado para incluir as suas próprias listas. Agora é só criar over9000 listas e seguir a si mesmo em todas, ser mais popular do que a Twittess.

Abraços a todos os envolvidos.

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Dos sonhos bizarros

Noite dessas eu tive um sonho fantástico:

Sonhei que era ditador do Brasil, e decretava pena de morte para todos os que conjugassem verbos com pronomes oblíquos.

“Daí a Zuricleide me deu uma vassoura pra mim varrer a calçada”. FORCA.

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Como falhar miseravelmente na paquera internética

Há alguns dias eu vejo um tweet, se não me engano do meu amigo @grandeabobora. Era um retweet deste tweet twittado no twitter dum twitteiro que eu não conheço. (Existe um nome pra figura de linguagem que eu utilizei. Quem acertar ganha duas internets).

Este era o dito tweet:

ericfranco

Ao que respondi:

pedrovanzella

O @ericfranco, muito sabiamente, lembrou-me de um fato importante:

ericfranco2

Parece que a @lovemaltine não gostou muito disso, também.

Podem começar a rir agora.

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A Relação Custo/Benefício De Comer Maionese

Há certos alimentos que carregam um risco intrínseco à sua ingestão em ambientes duvidosos. Maionese e ovo são um exemplo.

É uma complicada relação custo/benefício ingerir estes alimentos. É fato sabido que o seu X-Burguer (porque a quantidade de Cheese é zero, normalmente) fica mais saboroso com maionese, e muita gente não dispensa um belo ovo frito, mas não dá para encarar esta combinação demoníaca e possivelmente fatal em qualquer lugar.

No horário do almoço, por exemplo, é uma péssima idéia. Mesmo que a maionese e o ovo estejam fresquinhas, seja um belo dia do inverno porto-alegrense, há sempre o risco da Genoveva (aquela solitária que mora nos teus intestinos) não estar afim de comer Xis. Daí já viu, é um tal de ir para o banheiro a cada quinze minutos, e a possibilidade de ter que se comprar um OB para parar a diarréia, além da posterior obrigatoriedade do uso de máscaras de gás para se adentrar ao banheiro.

Comer a noite pode ser problemático, também. Muitas vezes acordar no dia seguinte é obrigatório, e talvez caminhar até a parada de ônibus também seja. Fazer isso após uma noite de líquidos saindo por onde não deveriam prova-se uma tarefa árdua.

Agora, se o lugar for duvidoso, só não tendo amor à vida para comer qualquer coisa com maionese. Salada de batatas, Xis, qualquer coisa, o risco inerente é muito superior.

Mas complicado mesmo é o chocolate derretido. Só que esse fica para um post futuro.

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A busca pelo Hugo, ou como vomitei pelo nariz.

Quando digo que fui um jovem punk muita gente não acredita. Fato que meu ensino médio foi uma época de aprontar muito, principalmente na escola.

Meu segundo ano foi o pior (ou melhor) de todos. Aquele ano a minha escola, luterana, decidiu que teríamos, uma vez por semana, aula em turno inverso: dois períodos de Física ou de Química no laboratório, intercalado, e dois períodos de Educação Física. A aula começaria as 2 da tarde. Meu grupinho e eu obviamente chegávamos mais cedo, normalmente para beber alguma vodka vagabunda ou algo assim.

Outra das “inovações” foi tirar um período de Matemática para ter aulas de Empreendedorismo. Àquela altura nós já estávamos com uma certa má-fama de bebuns. Eis que estávamos na dita aula de Empreendedorismo, na sala de vídeo da escola e uma das gurias do meu grupo (eu, que não era bobo, andava com 3 gurias. Não que tivesse opção, havia 5 guris ao todo na turma, e eram todos babacas) levou uma garrafa de Guaraná Fruki. Era uma dessas garrafas de vidro, igual a uma garrafa de cerveja. O objetivo era, quando a professora virasse de costas, tomar uma talagada do refrigerante e passá-lo adiante. Nós esvaziaríamos dita garrafa e posteriormente encheríamos ela de vodka, porque isto parecia uma boa ideia. Veja bem que tínhamos 14 ou 15 anos na época.

Eis que era minha vez de tomar um gole do refrigerante. A guria me passa a garrafa, eu encho a boca de refri e ela me diz, ao pé do ouvido: “cu“. Eu comecei a rir histericamente, mas o refrigerante se encontrava em um local desprivilegiado da minha garganta. Veio a contração estomacal e eu aparei o jato de refrigerante que saía do meu nariz com as mãos. Me levantei e fui correndo até a porta, vomitando refrigerante pelo nariz mais duas vezes no caminho. Ao chegar na porta a turma inteira me assistia e ria (e algumas gurias de estômago mais fraco ameaçavam se juntar a mim na busca pelo Hugo). A porta estava fechada. Sem pensar duas vezes, levei as mãos a boca, bebi novamente o refrigerante, abri a porta e saí a passos.

Tente dormir com essa imagem mental.

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Do Culto a Onã

Hoje eu fui jantar na casa de uns amigos da família. São 3 gerações que moram lá, e a mais recente é poucos anos mais nova que eu. Graças a isso o guri (são dois, um guri e uma guria, a guria tem 14, o guri, uns 13) acabou herdando muitos brinquedos e videogames meus. Um deles era meu GameBoy Color, com alguns jogos, como Pokémon Vermelho e Pokémon Crystal.

Eis que eu resolvi que precisava, por n motivos (incluindo uma forte nostalgia) o GameBoy de volta. Aproveitei que ia lá hoje para pegá-lo.

O problema é que o guri não conseguia achar alguns jogos (incluindo o mais desejado de todos, Pokémon Crystal). Na mesa de jantar, acontece a pérola:

- Pai, lembra que tu tinha guardado o GameBoy porque eu tava jogando na aula e só devolveria quando as notas melhorassem?

- Não, eu tinha guardado as tuas PlayBoys e só te devolveria quando tu resolvesses limpar o vaso sanitário.

Ouch.

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Letras das Músicas Automaticamente no iTunes

EDIT: O Marcus postou no blog dele um script que está funcionando.

Organizar a coleção musical é uma forma de terapia, né? Uma merda enquanto faz, mas compensa no final.

E eu que tenho sérios problemas de TOC, gosto de ter a minha coleção toda em Apple Lossless, com as capinhas e letras das músicas. As capinhas o iTunes acha pra ti, só ter uma conta na iTunes Store americana. Senão, não é tão complicado adicionar manualmente. Mas as letras são um inferno.

Pra isso eu uso este scriptzinho aqui (que não é de minha autoria, embora eu tenha, há tanto tempo que nem lembro mais o que foi, alterado ele). Ele só deve funcionar no mac, por depender da gem rb-appscript (sudo gem install rb-appscript, caso ainda não a tenha). E não podia ser mais fácil de usar: selecione as músicas no iTunes ou até mesmo os álbuns inteiros e rode o script (ruby lyrics.rb)

Sem mais delongas, baixe aqui esta pérola.

(Atenção: A API da lyricwiki está morta. Estou procurando uma alternativa e vou postar aqui assim que achar.)

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