15th August 2008

Destruidor de CDs e DVDs

De vez em quando a gente cruza por algo que parece maravilhoso à primeira vista, mas logo em seguida, depois que o efeito wow passou, a gente tem certeza de que isso é uma bela porcaria.

Este é um lindo exemplo:

Estragador de Discos

Estragador de Discos

Aparentemente a idéia é boa. Você tem aquele DVD de putaria backups que deve ser destruído. Basta colocar nesse negócio, fazer o que o manual diz, e, pronto, seu DVD estará irrecuperavelmente riscado.

Por 15 dólares, não parece nada mau.

Até você se dar conta de que uma lixa faria o mesmo efeito, e custa centavos. Ou que seu microondas também pode atingir os mesmos resultados, mas de uma maneira muito mais bonita.


[Via Lifehacker]

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3rd July 2008

Guia rápido de manutenção de servidores por ssh

O ssh (secure shell) já salvou a minha vida mais de uma vez. É muito mais prático do que FTP quando se quer fazer alterações nos arquivos do servidor e não é necessário subir ou baixar nenhum arquivo. Além disso, existe o sshfs, que é uma grande facilidade para nós usuários do Linux, que podemos montar uma pasta ssh como se fosse um sistema de arquivos local, e ter todo o conforto de editores de texto gráficos e bonitinhos 100% online.

Abalone shell
Crédito da foto: Stryker W@SP

Ela provê uma conexão segura e encriptada a um servidor remoto, e te dá uma shell completa do sistema hospedeiro, que normalmente é unix. Conhecer a linha de comando então é mais que uma mão na roda, é obrigatório. Mas muita gente não vai muito longe do ls, cd, pwd, rm, mv.

Existem dois truques que eu uso muito em todos os sites que eu administro, e realmente facilitam muito a minha vida.

Imagina a situação: no teu site tem uma centena ou mais de arquivos de backup, simples cópias de segurança de arquivos, de antes de serem modificados, e você não precisa mais deles. Sempre ouvimos que é uma boa prática nesses casos simplesmente fazer uma cópia do arquivo, adicionando .bak ao fim do nome, mas ninguém nunca nos diz porque. Esse primeiro truque é justamente para tirar proveito disso. Tendo todos os teus arquivos de backup terminando em .bak, não importa quão espalhados eles estejam na árvore de diretórios, basta rodar este comandinho:

find . | grep .bak | xargs rm

(Antes que os xiitas venham reclamar, sim, dá pra juntar o find com um grep, mas o grep é mais rápido que o find para esse caso.)

Explicando por partes: Cada “|” (chamado de pipe) concatena comandos, passando a saída de um comando para o próximo. O primeiro comando, find ., lista recursivamente todos os arquivos do diretório atual. A saída é passada para o grep, que procura nessa lista por arquivos que contenham a expressão .bak no nome (e é uma boa rodar só os dois primeiros comandos para ter certeza de que não tá aparecendo nada extra aí). Por fim, temos o todo-poderoso xargs, que tem mais usos do que o próprio Stallman conhece, executa o comando rm em cada nome desta lista.

A segunda situação é quando precisamos fazer uma faxina no servidor, mas não sabemos o que diabos está pesando 1,5GB. Isso é facilmente resolvido com este lindo comando:

du -ch

(É fácil de lembrar dele, lê “duch”, que soa a “douche”, um xingamento em inglês).

Este comando vai também listar recursivamente todos os diretórios (mas só eles, não os arquivos), e te dar o tamanho de cada um, e o total da pasta atual no fim. Extremamente útil.

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8th June 2008

A Importância do Backup

Eu era um cara negligente com backups, como a grande maioria. Confiava cegamente nos meus HDs, e mais ainda na minha falta de capacidade de estragar tudo. Até a terceira ou quarta vez que eu perdi dados por falha de hardware ou puta bocabertice mesmo. Aí eu comecei a levar a sério esse negócio de becápi.

Hoje, por exemplo, eu fui fazer a atualização de um maravilhoso plugin que eu uso, o XHTML Video Embed, que gera código XHMTL strict para vídeos do youtube, bastando usar tags e o endereço do clipe. Eu dependo um monte desse plugin, todos os posts com vídeos daqui estão com ele. O problema é que, por algum motivo, a versão nova que saiu hoje não funciona. Dá caca total, nem ativa o plugin. E agora, José? Simples: restaurar o backup. Dois minutinhos depois eu estava com a versão velha (e estável) do plugin rodando.

Agora você me diz que fazer backup é chato, tedioso, para pessoas com muito tempo livre. E eu digo que sim, pode até ser, mas como eu sou um cara legal, vou te ensinar a automatizar isso tudo.

Vamos começar do começo, e vamos por partes, como diria Jack.

Você vai precisar, indispensavelmente, de um servidor com suporte a cronjobs. Se o seu servidor não suporta, corra e assine outro, porque é um servidor muito furreco esse que você tem. Eu recomendo o Dreamhost.

A seguir, você precisa criar uma pasta para armazenar os backups no seu servidor. Por favor, faça um serviço de gente normal, e deixe essa pasta fora da webroot, que é aquela pasta acessível pelo navegador, senão qualquer jaguara pode acabar por descobrir onde está teus backups e te pegar a DB, dados confidenciais, etc, etc.

Dentro desta pasta você precisa de pelo menos três outras pastas: uma para os backups diários, outra para os semanais, e outra para os mensais. Já deu para ver aqui que você fará 3 scripts, certo? Vamos detalhá-los.

O primeiro script toma conta dos backups diários e de remover os que já têm mais de uma semana. O seguinte código deve ser salvo num arquivo de texto, e você deve dar permissão de execução (vulgo chmod +x) nele. No cron, que provavelmente fica no painel do seu servidor, adicione este script para ser rodado diariamente. O código é esse:

#!/bin/bash
suffix=$(date +%y%m%d)
nice -19 tar -czf caminho_do_backup_diário/backup-$suffix.tar.gz pasta_a_ser_salva
mysqldump –opt -uuser_do_mysql -psenha_do_mysql -h host_do_mysql database | gzip -c > caminho_do_backup_diário/database-$suffix.sql.gz
find caminho_do_backup_diário -type f -mtime +7 | xargs rm

Substitua o que está marcado pelo que deve ser substituído.

Explicando: a primeira linha somente informa o sistema de que isto se trata de um shell script. A segunda linha gera um sufixo baseado na data, de modo a que cada arquivo seja gerado com um nome diferente. A terceira linha compacta com o tar.gz a pasta que você quiser. Ela pode ser repetida para compactar em arquivos separados pastas separada, só trocar o nome do arquivo (no caso, backup-*). A terceira linha fará um dump da DB e a compactará. Finalmente, a última linha procura por arquivos com mais de uma semana e os exclui.

Para o backup semanal, o script é o mesmo, somente trocando o caminho_do_backup_diário pelo caminho_do_backup_semanal. Além disso, a última linha deve ser:

find caminho_do_backup_semanal -type f -mtime +30 | xargs rm

De modo a deletar todos os arquivos com mais de um mês. Este script deve ser posto no cron para rodar semanalmente.

Finalmente, o script do backup mensal também deve ser igual aos anteriores, mas removendo a última linha, ou substituindo o -mtime +x pelo valor em dias a guardar o backup. Eu prefiro guardar para sempre, já que eles não são muito grandes, mas 365 deve ser um bom valor para isso. Lembre-se também de alterar o caminho do backup para a pasta de backups mensais, para que um script não interfira no outro. Novamente, mande o cron rodar este script mensalmente.

Agora você deve estar com um bom sistema de backup criado. Você terá sempre um backup de cada um dos últimos 7 dias, um de cada semana do último mês, e um de cada mês, podendo assim reverter para o que for mais conveniente. Vale lembrar que, se der uma zica geral no teu servidor, isso não vai te salvar. Em tese, a empresa de hospedagem deve se responsabilizar pelos dados, mas, se não der… Bem, ferrou. Isso deve aumentar as tuas chances, mas vale a pena baixar estes backups de vez em quando também para o PC.

Outra possibilidade seria enviar estes backups para o email, usando o comando mail. Mas isto não é exatamente seguro, então pode-se criptografar estes backups com o pgp. Mas isso é só para os extremamente paranóicos.

Estou indo implementar isso agora.

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7th May 2008

A diferença dos tipos de RAID

RAID

(Clicke na foto para ampliar)

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7th April 2008

HSBC parou no tempo

Está se tornando comum ver notícias de empresas que perderam dados de clientes, normalmente porque não têm nenhuma noção de segurança digital, e muitas vezes, nem de segurança física. Largam notebooks por aí, têm máquinas com firewalls precários, deixam discos de backup atirados… O resultado é como o meu armário: tende ao caos.

A mais nova empresa a perder dados relativamente importantes de clientes, como nome, data de nascimento e detalhes de seguros foi o HSCB, na Inglaterra. O detalhe é que os dados estavam em um disquete. É, isso mesmo. Essas coisas quadradas que os mais velhos devem ter nas gavetas, e tem gente que jura que chegou a usar um uma vez.

Disquetão

Creative Commons License photo credit: kalleboo

O outro problema é que eles estavam enviando o disquete. Partindo do princípio que eram dados importantes, e que eram no máximo um mega e quebrados de dados, custava mandar por email? É pra isso que existe criptografia, pombas!

Não sei porque ainda me surpreendo.

[Fonte: ZeroHora]

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20th March 2008

Deu pra ti, DRM: AnyDVD 6.4 agora quebra BD+

pirataBD+ é o formato de proteção anti-cópias usado nos Blu-rays. É opcional e normalmente as gravadoras se contentam com o AACS, presente no falecido HD DVD também, e já crackeado faz tempo. Mas algumas gravadoras (principalmente a Fox) usam o BD+ como camada extra de proteção anti-backups legais.

Mas agora não tem mais volta, está tudo crackeado. A SlySoft, empresa responsável pelo AnyDVD lançou hoje a versão 6.4.0.0 de seu programa, agora com a possibilidade de remover o BD+ de Blu-Rays.

O anyDVD atua como um driver pro windows, removendo os bloqueios e DRMs de DVDs, HDDVDs e Blu-Rays automaticamente, mas não copia os discos em si. Para isso, você precisa de outro programa. Ele é shareware, por sinal.  Ainda não encontrei uma alternativa livre para fazer o mesmo.

Agora é fácil fazer backups legais de seus filmes em alta definição, algo que nunca deveria ter sido proibido, pra começo de conversa.

Baixe o AnyDVD pelo link oficial.
Creative Commons License photo credit: internets_dairy

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