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Fã é bicho chato mesmo

Há alguns meses eu fui ver Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal no fim-de-semana de estréia. Simplesmente adorei o filme, tudo do velho Indiana Jones estava lá. Claro que não era Os Caçadores da Arca Perdida 2.0, mas ficou pau-a-pau com A Última Cruzada. Baita filmão, valeu cada centavo.

Aí, por um acaso, passo por um review do filme. Os críticos (que são, lembrem-se, nada mais que cineastas frustrados) odiaram o filme do fundo do coração adiposo deles. “Decepcionante” era uma palavra que eu via em todos os reviews.

Ontem, então, eu fui ver Clone Wars. Outro filme fantástico, mas, dessa vez, devem ser mantidas as devidas proporções. Ele é o piloto de uma série de TV, e é uma animação, logo, não deve ser comparado aos outros filmes. É um filme mais leve no quesito dilemas morais, muito mais bem-humorado, e com um estilo próprio.

Novamente, os críticos e fãs atacaram fervorosamente o filme. A maioria disse odiar o estilo visual, o que é no mínimo estranho, já que é parecidíssimo com o estilo da série animada Clone Wars, e esta fez um sucesso tremendo, como apontou o Cardoso.

Meu conceito de fã deve ser diferente do senso comum, aliás. Para mim, fã é aquele que adora o trabalho de uma banda, uma série, um filme, e não aquele que odeia fervorosamente cada novidade de seu objeto de idolatria. Eu entendo perfeitamente porque os críticos odiaram o filme. Esse é o trabalho deles, aparentemente. Eles devem adorar filmes independentes, feios à base de maconha e cachaça, e odiar a mainstream. Se um filme que eles viram quando crianças (quando ainda não eram burros suficiente para odiá-lo só porque todo mundo adorava) é refeito, ganha uma seqüência ou uma preqüência, um spin-off, mesmo que igualmente bom ou melhor, eles devem odiá-lo com todas as forças. É assim que eles ganham dinheiro. Ninguém lê uma crítica de cinema, por sinal, para ouvir a opinião da massa.

Eu me considero um fã de ambas as séries, e não digo fã incondicional por considerar isso redundante. Eis a diferença: eu não sou fã de Matrix. Sou fã do primeiro Matrix.

Ninguém deveria se dizer fã de Star Wars, Indiana Jones ou RBD que seja no momento que diz sinceramente que odeia uma parte.

Como enganar o bafômetro

Não adianta chorar, a lei seca (nº 11.705) está aí. E não é necessário ser um advogado para descobrir que beber e dirigir vai dar cana (Han? Han? Entendeu o trocadilho? Beber. Cana!).

Obviamente há sempre aqueles que tentam, para o bem maior, dar um jeitinho brasileiro. Nesse caso, burlar o bafômetro.

Está rolando por aí um email, e um bando de blogs de quinta estão divulgando também, uma receita milagrosa para enganar o bafômetro. Dizem eles que se você não estiver totalmente acabado, e sair chupando gelo o bafômetro vai acusar menos de 0,2, e você se escapará (ou poderá alegar um bombom de licor, usar a boa e velha engenharia social. “O dotô disse que isso podia acontecê” e afins).

Reza a lenda que o gelo liberaria hidrogênio na sua boca, o que anularia a reação. O que quem escreveu essa pérola não sabe é que o gelo não libera hidrogênio. Qualquer um que tenha ido a duas aulas de química sabe disso, ou senão veríamos todos os dias no jornal a notícia de que um chupador de gelo acendeu um cigarro e explodiu…

MYDC0463 + I hate cigarettes, but it's so good. :) = KABOOM

Eu nem me impressiono mais que as pessoas caiam nessas coisas. A população, no geral, não pensa, e mistifica a ciência, acreditando em qualquer babuseira, como a história de que o LHC vai destruir o mundo, que meu xará do PortalCab tão bem desmentiu.

Claro que nenhuma dessas pessoas pensou na hipótese de quebrar a acidez do bafômetro com Hidróxido de Magnésio (vulgo Leite de Magnésio) e adicionar potássio (vulga banana) à mistura.*

*(Não, isso não é sério, mas vai ter um monte de salsas acreditando e tendo uma grande diarréia depois da próxima festa.)

O pior do transporte público é o público

Eu estudo na PUC, em Porto Alegre, mas moro na região metropolitana. Isso significa que todos os dias eu pego um trem e um ônibus para ir, um ônibus e um trem para voltar. Dá uma hora e meia de viagem de ida, e outro tanto na volta. Tem que gostar muito da faculdade pra se submeter a isso.

O transporte público tem se mostrado estranhamente eficiente. Tanto o trem quanto os ônibus são pontuais o suficiente.

Mas não adianta. O povão é que me dá nos nervos. E nem é tão povão assim, tem uns tios engravatados e outros estudantes universitários tanto no trem quanto no ônibus.

As pessoas nunca conseguem entender que outras podem estar com pressa. Começa na escada: já é apertada, mal cabe uma pessoa ao lado da outra. Ao invés do infeliz deixar espaço pra alguém passar, ele pára no meio do degrau, e coloca um braço entre cada corrimão. Afinal, aquele trem que está parado vai pro outro lado.

Depois vem a hora de entrar no trem. As pessoas se acotovelam para entrar primeiro. Até faz sentido, levando em conta o que os outros fazem para se sentar. Ontem mesmo eu fui me sentar num dos poucos bancos vazios do trem (já que uma hora da minha viagem é nele) e uma infeliz se enfiou entre mim e o banco, quando minha bunda estava na metade do caminho já pro banco.

Depois tem a escada denovo, dessa vez pra sair. Todo mundo corre até a escada para ou parar na rolante ou descer beeeem de vagarzinho a não-rolante. Depois correm pras catracas pra parar na frente de uma e decidir se passam ou não.

Crash!
Creative Commons License photo credit: Mike Schmid

E aí vem o ônibus. Ele sai de 6 em 6 minutos da estação, normalmente. As pessoas já não se acotovelam tanto por falta de espaço mesmo, mas se amontoam perto da catraca.

Pra quem não é de Porto Alegre, vale uma explicação aqui: Esse ano foi implantado um sistema nos ônibus para dar desconto pros universitários. O estudante vai num lugar autorizado, paga uma taxa, comprova ser estudante e tira um cartão. Depois se compra créditos e recarrega o cartão. Ele funciona por RFID, então é só passar ele no leitor da catraca que o dinheiro é descontado do teu saldo, e a catraca destrava. É uma vantagem muito grande, visto que ao invés de 2,10 por passagem, nós estudantes pagamos 1,05, só meia.

Mas mesmo depois de 4 meses com o sistema funcionando, e pelo menos um mês que a frota toda foi equipada com os leitores, sempre tem um jaguara pra não conseguir usar o cartão. Coloca do lado errado, ou deixa muito longe, ou tira fora do tempo. E daí nós nos amontoamos do lado do motorista (aqui em Porto se entra pela frente agora).

Ou então deixam pra tirar o cartão / dinheiro de dentro da carteira, que está dentro do bolso interno da bolsa, abaixo de um livro de cálculo de 1800 páginas, e depois ainda guardam tudo antes de passar na catraca. E nós apertados do lado do motorista, que a essa altura já está na segunda parada.

Descer do ônibus é problemático também. Todo mundo parece querer descer ao mesmo tempo, e pisam no pé, empurram, se desesperam. Mas aí com razão, os motoristas nem sempre esperam todo mundo descer pra arrancar. Há umas semanas vi um coitado cair do ônibus porque ele arrancou enquanto ele estava só meio pra fora. Bonito mesmo foi ele dando bronca no motorista depois, e o povo todo botando pilha.

Nós precisamos não é de melhor transporte público (embora mais ônibus ajudassem, porque enfiar 100 pessoas num ônibus de 40 lugares é forçar), mas de conscientização do povo. Enquanto o povão for mal-educado do jeito que é, o transporte público vai ser sempre esse stress.

Salsinha nórdica brinca de Mike Tyson na ilha de páscoa

(Salsinha © Carlos Cardoso)

Um sem-noção da Finlândia, terra rica em penguins e plantações de salsa, resolveu visitar a ilha de Páscoa, que pertence ao Chile.Estátua

Mas visitar não basta, e até parecendo brasileiro, ele resolveu levar uma lembrancinha da ilha. Pensando, chegou à brilhante conclusão:

“Ei, tem umas 400 dessas estátuas por aqui, quem sabe eu não levo uma orelha duma? Ninguém vai notar!”

Obviamente ele foi descoberto e condenado a pagar uma multa equivalente a 33 mil reais. Ele tentou fugir, mas a mulher dele (!) o denunciou à polícia, que o reconheceu por causa das tatuagens.

A pobre estátua agora está sem o lóbulo da orelha direita. Quanto ao finlandês retardado, esse pode pegar até 7 anos de cana por danos ao patrimônio nacional do Chile.

De repente da próxima vez ele compra um chaveirinho…
Creative Commons License photo credit: jdelard

[Via ZeroHora]

 
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