Pedro Vanzella

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A Importância do Backup

por Pedro Vanzella em 08 Jun, 2008, na categoria Mondo Bizarro

Eu era um cara negligente com backups, como a grande maioria. Confiava cegamente nos meus HDs, e mais ainda na minha falta de capacidade de estragar tudo. Até a terceira ou quarta vez que eu perdi dados por falha de hardware ou puta bocabertice mesmo. Aí eu comecei a levar a sério esse negócio de becápi.

Hoje, por exemplo, eu fui fazer a atualização de um maravilhoso plugin que eu uso, o XHTML Video Embed, que gera código XHMTL strict para vídeos do youtube, bastando usar tags e o endereço do clipe. Eu dependo um monte desse plugin, todos os posts com vídeos daqui estão com ele. O problema é que, por algum motivo, a versão nova que saiu hoje não funciona. Dá caca total, nem ativa o plugin. E agora, José? Simples: restaurar o backup. Dois minutinhos depois eu estava com a versão velha (e estável) do plugin rodando.

Agora você me diz que fazer backup é chato, tedioso, para pessoas com muito tempo livre. E eu digo que sim, pode até ser, mas como eu sou um cara legal, vou te ensinar a automatizar isso tudo.

Vamos começar do começo, e vamos por partes, como diria Jack.

Você vai precisar, indispensavelmente, de um servidor com suporte a cronjobs. Se o seu servidor não suporta, corra e assine outro, porque é um servidor muito furreco esse que você tem. Eu recomendo o Dreamhost.

A seguir, você precisa criar uma pasta para armazenar os backups no seu servidor. Por favor, faça um serviço de gente normal, e deixe essa pasta fora da webroot, que é aquela pasta acessível pelo navegador, senão qualquer jaguara pode acabar por descobrir onde está teus backups e te pegar a DB, dados confidenciais, etc, etc.

Dentro desta pasta você precisa de pelo menos três outras pastas: uma para os backups diários, outra para os semanais, e outra para os mensais. Já deu para ver aqui que você fará 3 scripts, certo? Vamos detalhá-los.

O primeiro script toma conta dos backups diários e de remover os que já têm mais de uma semana. O seguinte código deve ser salvo num arquivo de texto, e você deve dar permissão de execução (vulgo chmod +x) nele. No cron, que provavelmente fica no painel do seu servidor, adicione este script para ser rodado diariamente. O código é esse:

#!/bin/bash
suffix=$(date +%y%m%d)
nice -19 tar -czf caminho_do_backup_diário/backup-$suffix.tar.gz pasta_a_ser_salva
mysqldump –opt -uuser_do_mysql -psenha_do_mysql -h host_do_mysql database | gzip -c > caminho_do_backup_diário/database-$suffix.sql.gz
find caminho_do_backup_diário -type f -mtime +7 | xargs rm

Substitua o que está marcado pelo que deve ser substituído.

Explicando: a primeira linha somente informa o sistema de que isto se trata de um shell script. A segunda linha gera um sufixo baseado na data, de modo a que cada arquivo seja gerado com um nome diferente. A terceira linha compacta com o tar.gz a pasta que você quiser. Ela pode ser repetida para compactar em arquivos separados pastas separada, só trocar o nome do arquivo (no caso, backup-*). A terceira linha fará um dump da DB e a compactará. Finalmente, a última linha procura por arquivos com mais de uma semana e os exclui.

Para o backup semanal, o script é o mesmo, somente trocando o caminho_do_backup_diário pelo caminho_do_backup_semanal. Além disso, a última linha deve ser:

find caminho_do_backup_semanal -type f -mtime +30 | xargs rm

De modo a deletar todos os arquivos com mais de um mês. Este script deve ser posto no cron para rodar semanalmente.

Finalmente, o script do backup mensal também deve ser igual aos anteriores, mas removendo a última linha, ou substituindo o -mtime +x pelo valor em dias a guardar o backup. Eu prefiro guardar para sempre, já que eles não são muito grandes, mas 365 deve ser um bom valor para isso. Lembre-se também de alterar o caminho do backup para a pasta de backups mensais, para que um script não interfira no outro. Novamente, mande o cron rodar este script mensalmente.

Agora você deve estar com um bom sistema de backup criado. Você terá sempre um backup de cada um dos últimos 7 dias, um de cada semana do último mês, e um de cada mês, podendo assim reverter para o que for mais conveniente. Vale lembrar que, se der uma zica geral no teu servidor, isso não vai te salvar. Em tese, a empresa de hospedagem deve se responsabilizar pelos dados, mas, se não der… Bem, ferrou. Isso deve aumentar as tuas chances, mas vale a pena baixar estes backups de vez em quando também para o PC.

Outra possibilidade seria enviar estes backups para o email, usando o comando mail. Mas isto não é exatamente seguro, então pode-se criptografar estes backups com o pgp. Mas isso é só para os extremamente paranóicos.

Estou indo implementar isso agora.

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Áudio analógico em CDs

por Pedro Vanzella em 24 May, 2008, na categoria Música, Tech

Quem me conhece sabe da minha audiofilia. Eu gosto de música, e gosto dela com qualidade. Recentemente descobri as maravilhas do áudio analógico, ligando por alguns momentos um toca-discos no mini system, e ele, por sua vez, no computador. Pena ele estar fora de centro, mas já tive uma boa idéia de como é.

Em compensação, é mais difícil achar LPs por aí. Aqui no Brasil, até onde eu sei, não se fabricam mais. Mas fora daqui ainda tem bastante gente que faça eles. Embora um mercado restrito, é um nicho importante. Audiófilos tendem a pagar tanto quanto podem por áudio em boa qualidade (exemplo: meus fones atuais custaram cerca de 70 dólares na época).

Claro que parte da graça do áudio analógico está fisicamente no bolachão, bem como a graça do áudio digital está no CD (porque, qualidade por qualidade, ALAC e FLAC te dão qualidade de CD, e ALAC toca em iPods). Mas dá para quebrar um galho com isto:

Viníl de Acrílico

Durante um festival na Inglaterra, tinha gente com máquinas-de-fazer-LPs (têm um nome melhor pra isso?) e estavam pegando seus antigos e inúteis CDs da AOL, UOL, Terra, SBT Online (lembram dele?), etc, e transformando em LPs.

A utilidade é duvidosa, não é como uma gravação de estúdio em um vinil, não é um vinil, um bolachão preto com uma capa maior que teu peito. Mas ainda assim é muito legal, e um ótimo meio de reciclar CDs velhos e inúteis (e dá pra gravar dos dois lados!).

Pelos meus cálculos, aliás, deve dar uns 10 minutos de música por lado, mas já é divertido. Dá um belo presente, também, na pior das hipóteses.

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Filme do Pac-Man. Sério.

por Pedro Vanzella em 23 May, 2008, na categoria Mondo Bizarro

Não adianta, a indústria cinematográfica não aprende que filmes baseados em videogames não vendem. Só ver Resident Evil, Silent Hill, Alone In The Dark, Street Fighter… A lista continua. Eles devem achar que vão acabar ganhando dinheiro de teimosos, ou então deve ter alguém com muito amor à arte mesmo ali dentro.

Até agora só fizeram, por sorte, filmes baseados em jogos com alguma história. Claro que história de jogo nem sempre funciona para filmes (mas Uncharted ficaria legal), mas sempre tinha alguma história do jogo para se aproveitar. Não é o caso da nova empreitada do Steven Paul. Ele quer fazer um filme do Pac-Man. É, isso mesmo, aquela boinha amarela que comia pílulas mágicas em labirintos escuros ao som de música repetitiva.

Eu tenho duas apostas para a história:

Rave

Nesta versão politicamente incorreta, Pac-Man é um adolescente japonês que está numa festa rave e começa a ver fantasmas. Descobre que se tomar extasy, pode comer (com a boca, pervertidos!) os fantasmas e assim salvar sua amada.

Espaço

Eu voto nessa segunda opção.

O Ars technica tem uma versão um pouco mais viajada do possível roteiro.

Isso vai ser tão bizarro que eu sou capaz de ir ver.

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Capa estranha para um álbum de música clássica…

por Pedro Vanzella em 02 Apr, 2008, na categoria Mondo Bizarro

Capa Estranha
The planets é música clássica, do compositor Britânico Gustav Holst, e é do início do século 20.
A capa deve ter saído de algum filme do Cinema em Casa.

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Executivo americano quer indenização por strip tease mal-feito

por Pedro Vanzella em 25 Mar, 2008, na categoria Mondo Bizarro

Chuck NorrisUm executivo americano estava bem feliz da vida em uma boate de Manhattan, ganhando pagando por uma Lap Dance, quando a infeliz da dançarina resolveu tentar passar a perna (literalmente) por cima da cabeça dele. A lei de Murphy nos diz que isso é uma má idéia, e, como era quase óbvio, ela acertou o olho do pobre coitado.

Segundo ele, o golpe lhe causou “severos ferimentos”, e ele pede uma indenização pelo acidente.

Então lembrem-se: Se um dia forem a Manhattan, visitem a Hot Lap Dance Club, mas usem um capacete.

[Via ZeroHora]

Creative Commons License photo credit: cybertaur1

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Nova microarquitetura da Intel: Agora Six-Core

por Pedro Vanzella em 18 Mar, 2008, na categoria Hardware, Tech

O site betanews publicou um artigo falando da nova microarquitetura da Intel, que virá para substituir a atual Core, no fim do ano.
A nova microarquitetura conta com um cache L3 compartilhado de 16 megas, e a possibilidade de ter de dois a 8 cores num mesmo processador.
Mas a grande novidade mesmo é a capacidade de rodar simultaneamente duas threads por core (atualmente, com o hyperthreading, as threads são alternadas).

Outras novidades são a remoção do FSB (que a AMD já fez há tempo), podendo o processador se comunicar diretamente com as memórias, o que é mais eficiente em termos de energia e velocidade, e que os processadores serão fabricados a 45nm.

intel

Os quadcores agora também serão “four way”, ou seja, 4×4, cada core podendo se comunicar com qualquer outro (isso não acontece atualmente na linha Core 2).

Claro que esses processadores serão bem caros quando forem lançados, já que são processadores para intusiastas (a Intel vai atualizar a linha de proessadores Intanium para servidores também, agora com 30MB de cache L3), mas podemos esperar ver alguns computadores com esses processadores em nossas casas em pouco tempo. Eu sei que quero um. Ou mais.

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Review do Rockbox

por Pedro Vanzella em 10 Mar, 2008, na categoria Hack, Tech

rockbox
Há pouco tempo eu instalei o rockbox no meu iPod, para poder ouvir FLAC nele.
Decidi, então, escrever um mini-review dele.

Instalação:
Bem fácil, tem um auto-instalador pro windows, mas a instalação manual é tão simples quanto. Só copiar uma pasta pra raiz do iPod e rodar um programinha pra fazer o patch da MBR. Ela também é não-destrutiva, então tudo o que estava no seu iPod ainda estará lá.

Formatos de Áudio:
Fantástica seleção. Dos clássicos AAC, MP3 e ALAC (oficialmente suportados pelo iPod), também FLAC, WMA e outros tantos formatos (um total de 28).

Opções de Áudio:
Equalisador canal-por-canal e com presets, ajuste de balanço, gapless playback (pros fãs de Pink Floyd), crossfade, entre outros.

Creative Commons License photo credit: You Are The Conductor..

Interface:
Usa skins, e tem várias disponíveis. Algumas mostram as capas dos álbuns, outras não, bem como várias outras informações.

Extras:
Joguinhos (incluindo Doom!), e a possibilidade de instalar programas de PDA. Também pode mostrar bitrate e outras informações da faixa ou do iPod (como status detalhado da bateria) na tela da música.

Curiosidades:
Pode usar a iTunesDB, mas é meio lento. Não gostei. Melhor mesmo é simplesmente jogar as músicas no iPod, em modo disco. Ele faz acesso direto ao disco.

O que falta:
Não tem um bom suporte a vídeo. Há um plugin pra MPEG, mas não testei.
Sem suporte a JPG. Também há um plugin, mas não ajuda com as capas.
Capas de álbuns: Só em .bmp, e devem estar na pasta da música. Pela DB, nada feito.
Letras de músicas: Se dá pra ver, não achei.

Resumo: Ótimo para audiófilos que gostam de ter um iPod só para música, ou para hackers de fim-de-semana que querem mostrar pros amigos como é legal jogar doom no iPod (e matar a bateria dele em meia hora).

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Nine Inch Nails lançam novo álbum na web

por Pedro Vanzella em 04 Mar, 2008, na categoria Mondo Bizarro

A banda americana de Rock Industrial (e foda pacas) Nine Inch Nails acabou de lançar seu novo álbum (ou novos, na verdade): Ghosts I-IV (Volumes de um a quatro).
Trent

Até aí nenhuma novidade. A novidade é no formato:
De graça você pode baixar o volume um, por torrent, direto do Pirate Bay. Por cinco dólares (que eu paguei com gosto), você baixa os quatro volumes em um dos três formatos disponíveis: Apple Lossless, FLAC ou 320LAMEMP3, todos em excelente qualidade. Tudo DRM-Free, com albumart e tags nos arquivos. Uma maravilha para audiófilos.

Agora, se você for um fã, por 10 dólares você compra o CD duplo (que só sai dia 8 de Abril) e ganha os downloads.
Ou por 75 dólares tem a edição de Luxo, onde os CDs vêm numa embalagem de capa dura, com bolsinhas de tecido, junto com um DVD com todas as músicas nos 3 formatos de download e ainda um Blu-Ray com as músicas em HD Audio Stereo.

Ou, se você for realmente aficionado por eles, havia também uma última opção: Desembolsando 300 Dólares você pode comparar a edição superluxo, que além de tudo da edição de Luxo, ainda vinha com os quatro volumes em LPs separados de 180 gramas, e cada pacote será pessoalmente autografado pelo Trent Reznor, líder da banda. Infelizmente eles já venderam todas as 2500 unidades dessa edição.

Afinal, quem precisa de gravadoras? Com bandas como Nine Inch Nails e Radiohead lançando as suas músicas por conta própria de modo a todos terem acesso a elas, a indústria de música vai ter que repensar seus conceitos…

Creative Commons License photo credit: Uglynoid

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