Posts Tagged ‘ causos

A Relação Custo/Benefício De Comer Maionese

Há certos alimentos que carregam um risco intrínseco à sua ingestão em ambientes duvidosos. Maionese e ovo são um exemplo.

É uma complicada relação custo/benefício ingerir estes alimentos. É fato sabido que o seu X-Burguer (porque a quantidade de Cheese é zero, normalmente) fica mais saboroso com maionese, e muita gente não dispensa um belo ovo frito, mas não dá para encarar esta combinação demoníaca e possivelmente fatal em qualquer lugar.

No horário do almoço, por exemplo, é uma péssima idéia. Mesmo que a maionese e o ovo estejam fresquinhas, seja um belo dia do inverno porto-alegrense, há sempre o risco da Genoveva (aquela solitária que mora nos teus intestinos) não estar afim de comer Xis. Daí já viu, é um tal de ir para o banheiro a cada quinze minutos, e a possibilidade de ter que se comprar um OB para parar a diarréia, além da posterior obrigatoriedade do uso de máscaras de gás para se adentrar ao banheiro.

Comer a noite pode ser problemático, também. Muitas vezes acordar no dia seguinte é obrigatório, e talvez caminhar até a parada de ônibus também seja. Fazer isso após uma noite de líquidos saindo por onde não deveriam prova-se uma tarefa árdua.

Agora, se o lugar for duvidoso, só não tendo amor à vida para comer qualquer coisa com maionese. Salada de batatas, Xis, qualquer coisa, o risco inerente é muito superior.

Mas complicado mesmo é o chocolate derretido. Só que esse fica para um post futuro.

A busca pelo Hugo, ou como vomitei pelo nariz.

Quando digo que fui um jovem punk muita gente não acredita. Fato que meu ensino médio foi uma época de aprontar muito, principalmente na escola.

Meu segundo ano foi o pior (ou melhor) de todos. Aquele ano a minha escola, luterana, decidiu que teríamos, uma vez por semana, aula em turno inverso: dois períodos de Física ou de Química no laboratório, intercalado, e dois períodos de Educação Física. A aula começaria as 2 da tarde. Meu grupinho e eu obviamente chegávamos mais cedo, normalmente para beber alguma vodka vagabunda ou algo assim.

Outra das “inovações” foi tirar um período de Matemática para ter aulas de Empreendedorismo. Àquela altura nós já estávamos com uma certa má-fama de bebuns. Eis que estávamos na dita aula de Empreendedorismo, na sala de vídeo da escola e uma das gurias do meu grupo (eu, que não era bobo, andava com 3 gurias. Não que tivesse opção, havia 5 guris ao todo na turma, e eram todos babacas) levou uma garrafa de Guaraná Fruki. Era uma dessas garrafas de vidro, igual a uma garrafa de cerveja. O objetivo era, quando a professora virasse de costas, tomar uma talagada do refrigerante e passá-lo adiante. Nós esvaziaríamos dita garrafa e posteriormente encheríamos ela de vodka, porque isto parecia uma boa ideia. Veja bem que tínhamos 14 ou 15 anos na época.

Eis que era minha vez de tomar um gole do refrigerante. A guria me passa a garrafa, eu encho a boca de refri e ela me diz, ao pé do ouvido: “cu“. Eu comecei a rir histericamente, mas o refrigerante se encontrava em um local desprivilegiado da minha garganta. Veio a contração estomacal e eu aparei o jato de refrigerante que saía do meu nariz com as mãos. Me levantei e fui correndo até a porta, vomitando refrigerante pelo nariz mais duas vezes no caminho. Ao chegar na porta a turma inteira me assistia e ria (e algumas gurias de estômago mais fraco ameaçavam se juntar a mim na busca pelo Hugo). A porta estava fechada. Sem pensar duas vezes, levei as mãos a boca, bebi novamente o refrigerante, abri a porta e saí a passos.

Tente dormir com essa imagem mental.

Do Culto a Onã

Hoje eu fui jantar na casa de uns amigos da família. São 3 gerações que moram lá, e a mais recente é poucos anos mais nova que eu. Graças a isso o guri (são dois, um guri e uma guria, a guria tem 14, o guri, uns 13) acabou herdando muitos brinquedos e videogames meus. Um deles era meu GameBoy Color, com alguns jogos, como Pokémon Vermelho e Pokémon Crystal.

Eis que eu resolvi que precisava, por n motivos (incluindo uma forte nostalgia) o GameBoy de volta. Aproveitei que ia lá hoje para pegá-lo.

O problema é que o guri não conseguia achar alguns jogos (incluindo o mais desejado de todos, Pokémon Crystal). Na mesa de jantar, acontece a pérola:

- Pai, lembra que tu tinha guardado o GameBoy porque eu tava jogando na aula e só devolveria quando as notas melhorassem?

- Não, eu tinha guardado as tuas PlayBoys e só te devolveria quando tu resolvesses limpar o vaso sanitário.

Ouch.

 
SEO Powered by Platinum SEO from Techblissonline