Tag: emo
O que aconteceu comigo?
por Pedro Vanzella em 03 Jan, 2009, na categoria Nerd
Desnecessário dizer que não tenho postado mais aqui. Qualquer pessoa não míope e não portadora de déficit de atenção notará que meu último post data de alguns meses atrás, e o post anterior de mais meses ainda. Mas isso não significa que eu abandonei o meu blog (tanto que mudei o template), mas, sim, eu não tinha mais saco para escrever.
Não me entendam errado, eu sempre adorei escrever, e, (já pouca) modésta à parte, o faço bem. Corre nas veias, minha mãe é professora de português. Mas nesses últimos meses tudo estava muito difícil. Começou com uma pequena perda de interesse, um desânimo que eu atribuía a ter que acordar as seis da manhã para ir para a faculdade todos os dias, depois uma sequência de notas medíocres em provas, e finalmente descobri que tinha depressão. O primeiro pensamento foi “ó, merda, virei emo.” Mas não é assim que a banda toca. Depressão é um quadro muito comum (muito mais do que se achava há alguns anos, talvez pela oportunidade de lucro visto pela indústria farmacêutica com as vendas de Prozac, but I digress) e ataca todas as faixas etárias. Ao contrário de crendices populares, ela é causada por um distúrbio químico, e não por coração partido, dor-de-cotovelo, unha encravada ou macumba, e deve ser tratada como qualquer distúrbio psiquiátrico: com medicação.
Infelizmente o tratamento não surte efeito imediato. Após quase seis meses me tratando, ainda tenho recaídas, não posso passar um dia sem tomar meu remédio, e a dose só foi aumentada. Há também os efeitos colaterais da medicação, como a fotofobia, que antes já era ai-meus-olhos ruim e agora passou a ser apaga-a-porra-da-luz-senão-te-bato-com-um-gato-morto-na-cabeça ruim.
Mas eventualmente a gente melhora. O que é importante é procurar um médico e seguir o tratamento indicado por ele. Por incrível que pareça, 7 anos numa faculdade te ensinam alguma coisa sobre medicina, ao contrário do que a tua vizinha fofoqueira diz.
Agora eu pretendo voltar a escrever, mas outro tipo de texto. Eventualmente ainda vou escrever coisas como o post da minha antena wifi caseira, e não pretendo abrir mão dos anúncios no blog (é legal ganhar uma graninha por aqui, massageia o ego), mas não prometo regularidade.
Além do mais, daqui a quatro dias irei para a Nova Zelândia, passar um mês, e postar de lá deve ser meio complicado.
Enquanto isso, continuem me seguindo no Twitter. (Mudei de nome lá, agora sou @pedrovanzella).
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Como enlouquecer uma atendente de telemarketing
por Pedro Vanzella em 16 Jul, 2008, na categoria Mondo Bizarro
Dentre os grupos sociais que eu mais odeio (por mais que hajam pessoas desses grupos que eu goste e ignore que pertençam a eles) estão os emos, os manos e as atendentes de telemarketing.
Eu as odeio principalmente quando me ligam durante um filme o qual eu não posso (ou não quero) pausar, ou durante a melhor parte do livro, quando eu estou naquele embalo de ter lido 150 páginas a fio. E como Murphy impera, é sempre nessas horas que elas vão ligar.
Há uma série de técnicas para infernizar ou simplesmente se livrar de uma dessas pessoas. O truque-padrão é dizer que já possui o produto, ou que morreu. “O Pedro? Não, ele morreu semana passada, atropelado, coitado do guri. Não, é, não adianta ligar mais.”. Para os de estômago mais fraco, também é possível simplesmente dizer que o sujeito se mudou, faz o mesmo efeito, mas não é nem de longe tão divertido.
Agora, se você está de bom humor, e afim de infernizar mesmo a pessoa da outra ponta, a técnica mais simples e mais eficaz é simplesmente responder “Sim” para tudo o que te perguntarem. E somente isso. Ou responder “Não“, o que talvez seja mais garantido.
Um lindo exemplo está aqui: (Não achei sem legendas, sorry)
Lembrando que é possível que o atendente se estresse, como o cara do vídeo, e você saia mal na fita (ou pior ainda: que você acabe aceitando um cartão da AmEx).
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Mesa portátil, em papelão
por Pedro Vanzella em 12 Jun, 2008, na categoria Mondo Bizarro
Designers, arquitetos e publicitários (malz ae, Arthur, mas é a vida), são bichos tristes. Se preocupam com a beleza e a originalidade, mas nunca com a funcionalidade.
Veja, por exemplo, essa mesa:
Feita por um designer islandês, cujo nome quem conseguir pronunciar ganha um doce (Liborius Reykjavík), é totalmente de papelão, e foi feita para ser desmontada e remontada repetidas vezes.
É um tanto elaborada, tem até gavetas, o que é paradoxal, já que o propósito dela é ser desmontada.
Eles juram com as quatro patas juntas que é para todos os profissionais e estudantes que não querem ter que ficar procurando uma mesa para trabalhar em todo o lugar que vão. Mas acho que ninguém pensou no tempo que se gasta pra montar uma merda dessas.
Via BoingBoing.
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Milícia Boiola da França quer impedir o uso de WiFi
por Pedro Vanzella em 24 May, 2008, na categoria Mondo Bizarro
WiFi é o novo café. A cada dia vai aparecer uma pesquisa que contradiz a do dia anterior, sobre o males (ou benefícios) trazidos por ela.
E, para começar a onda, foi, claro, uma biba francesa. O afeminado funcionário da Biblioteca de Sainte-Geneviève, em Paris, pediu que se desligassem imediatamente as redes wireless do local, visto que ele estava apresentando “violentos sintomas de mal-estar”, o que pra mim se traduz em “caganeira”. E o infeliz teve seu pedido atendido.
Vamos verificar os fatos: Nós estamos expostos a radiofreqüências desde que nascemos. Essa figura aí de cima não deve ser muito mais velho que eu (ou então é um fracassado, por ter mais de 20 e ainda ser funcionário de uma biblioteca), logo, viveu praticamente sua vida todadebaixo de sinais de celular, que variam de 450 a 2300MHz. A Wireless funciona a cerca de 2400MHz, não muito longe de outras tantas freqüências cotidianas. Além disso, há o rádio, a TV, etc. E ninguém nunca reclamou de “alergia à televisão” (embora eu tenha ânsias de vômito toda a vez que vejo Malhação). Porque raios alguém deveria ter problemas com a WiFi? Eu digo: frescura de francês.
[Via Folha Online, Fark e Engadget]
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Deus está morto. Deus permanecerá morto. E nós o matamos.
por Pedro Vanzella em 16 May, 2008, na categoria Mondo Bizarro
Ser ateu é tarefa árdua. Na verdade, é mais fácil as pessoas aceitarem um usuário de drogas, um homossexual ou um emo do que um ateu.
Chega a ser engraçado como os crentes (sem sentido pejorativo aqui) se utilizam da sua lógica religiosa para tentar te convencer. “Oh não! Você está negando a Deus! Aceite Deus em sua vida agora ou você se arrependerá! Se você não acreditar em Deus ele vai te punir, te mandar pro inferno, te torturar por toda a eternidade. E Deus te ama, OK?“. Ridículo.
Eu nem vou entrar no assunto de que a religião é só um meio para controlar as massas, conclusão a qual eu cheguei durante a minha catequese (sim, eu fiz), e enquanto ainda tinha chances de ser corrompido pelo pensamento irracional. Vou deixar isso para o tio dos vídeos abaixo:
Como diria Friedrich Nietzsche, “eu não posso acreditar que há um Deus, porque se houvesse um, eu não poderia aceitar que eu não fosse Ele”.






