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Resultado da viagem

Como alguns sabem, eu passei o último mês na Nova Zelândia, comendo kiwis (a fruta, não o bicho nem as meninas, infelizmente).

De lá voltei com, além de um bronzeado-de-escritório graças à falta de vontade de tirar a camiseta e expor meu precioso lombo aos males dos raios ultra violeta, um Macbook Unibody 2.4 GHz, um iPod Nano de 16GB e um iPhone.

O iPhone veio desbloqueado, então nenhuma gambiarra foi necessária para fazê-lo funcionar com a Claro. O que, obviamente, não significa que eu não tenha feito ditas gambiarras. Jailbreakeei-o e já instalei alguns apps não-oficiais, como o cycorder, para filmar.

Meu Mac, foto tirada com meu iPhone

Meu Mac, foto tirada com meu iPhone

Outro efeito da viagem foi os 10GB de fotos tiradas entre duas câmeras, a minha Sony H50 e a Canon 1000D de um amigo (que gravou tudo num DVD para mim). Ainda nem olhei todas elas para ver se tem alguma que presta, só copiei para meu PC e fiz o backup rotineiro.

Não vou fazer review de nenhum dos gadgets mencionados aqui, já que todos já foram esmiuçados exaustivamente em outros blogs.

Morram de inveja.

O que aconteceu comigo?

Desnecessário dizer que não tenho postado mais aqui. Qualquer pessoa não míope e não portadora de déficit de atenção notará que meu último post data de alguns meses atrás, e o post anterior de mais meses ainda. Mas isso não significa que eu abandonei o meu blog (tanto que mudei o template), mas, sim, eu não tinha mais saco para escrever.

Não me entendam errado, eu sempre adorei escrever, e, (já pouca) modésta à parte, o faço bem. Corre nas veias, minha mãe é professora de português. Mas nesses últimos meses tudo estava muito difícil. Começou com uma pequena perda de interesse, um desânimo que eu atribuía a ter que acordar as seis da manhã para ir para a faculdade todos os dias, depois uma sequência de notas medíocres em provas, e finalmente descobri que tinha depressão. O primeiro pensamento foi “ó, merda, virei emo.” Mas não é assim que a banda toca. Depressão é um quadro muito comum (muito mais do que se achava há alguns anos, talvez pela oportunidade de lucro visto pela indústria farmacêutica com as vendas de Prozac, but I digress) e ataca todas as faixas etárias. Ao contrário de crendices populares, ela é causada por um distúrbio químico, e não por coração partido, dor-de-cotovelo, unha encravada ou macumba, e deve ser tratada como qualquer distúrbio psiquiátrico: com medicação.

Infelizmente o tratamento não surte efeito imediato. Após quase seis meses me tratando, ainda tenho recaídas, não posso passar um dia sem tomar meu remédio, e a dose só foi aumentada. Há também os efeitos colaterais da medicação, como a fotofobia, que antes já era ai-meus-olhos ruim e agora passou a ser apaga-a-porra-da-luz-senão-te-bato-com-um-gato-morto-na-cabeça ruim.

Mas eventualmente a gente melhora. O que é importante é procurar um médico e seguir o tratamento indicado por ele. Por incrível que pareça, 7 anos numa faculdade te ensinam alguma coisa sobre medicina, ao contrário do que a tua vizinha fofoqueira diz.

Agora eu pretendo voltar a escrever, mas outro tipo de texto. Eventualmente ainda vou escrever coisas como o post da minha antena wifi caseira, e não pretendo abrir mão dos anúncios no blog (é legal ganhar uma graninha por aqui, massageia o ego), mas não prometo regularidade.

Além do mais, daqui a quatro dias irei para a Nova Zelândia, passar um mês, e postar de lá deve ser meio complicado.

Enquanto isso, continuem me seguindo no Twitter. (Mudei de nome lá, agora sou @pedrovanzella).

 
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