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Trocando a senha de support do Sagemcom F@ST 1704

Há umas duas semanas, assinei 15Mbps com a GVT. Já tinha 10, mas velocidade nunca é demais. Hoje chegou o roteador novo, um Sagemcom F@ST 1704, e o técnico insistiu em desligar meu antigo Linksys WAG200g e ligar este novo. Já que já tinha ligado este, resolvi dar uma chance para ele (além do mais, o sinal estava melhor nele).

Imediatamente notei que ele usava um firmware igual ao dos antigos Siemens, e uma rápida pesquisa confirmou que o modem é, na verdade, um Siemens mesmo.

Eis que fui trocar a senha e descubro que há 3 usuários: admin, support e user. A senha padrão de admin vem escrita no modem, e é gvt12345. O problema é que, para trocar as outras senhas, é necessário conhecê-las, e não estão escritas em nenhum lugar.

Vejam o problema de deixar as senhas padrão. Eu não quero a GVT fuçando no meu modem. O antigo Thomson que me deram quando assinei 10Mbps tinha um problema curioso de resetar as configurações de DNS e port forwarding. Quando troquei para o Linksys, isto parou.

Quando reclamei no twitter sobre não poder trocar a senha, meu amigo @elland sabiamente me disse:

Com esta intenção, conectei ao roteador por telnet. Eis que descubro que rodar passwd username senha troca a senha do usuário sem confirmação nenhuma. Mais fácil do que eu esperava.

Filevault com HFS+ Case Sensitive

Então, amigos. Acabo de instalar meu SSD novo e aproveitei para instalar o Snow Leopard num sistema Case Sensitive, como um bom sistema Unix.

Para minha surpresa, o OSX não deixa ativar FileVault em sistemas Case Sensitive. Eis que encontrei uma solução:

  1. Crie um novo usuário administrador
  2. Logue como este usuário
  3. Mova sua antiga pasta de usuário para evitar que ela seja deletada:
  4. $ cd /Users

    $ sudo mv meuusuario meuusuario.bak

  5. Delete sua conta antiga e crie uma nova com o mesmo nome. Não esqueça de marcar que quer usar FileVault
  6. Deslogue da conta de administrador e logue na sua nova conta
  7. Copie toda sua pasta antiga para a nova

    $sudo /usr/bin/rsync -av /Users/meuusuario.bak/ /Users/meuusuario
    $sudo chown -R meuusuario ~/

  8. Deslogue e logue de novo em seu usuário para as configurações voltarem a funcionar
  9. Se deu tudo certo, pode remover o usuário administrador que foi criado antes e a pasta sem criptografia do seu usuário:

    $ sudo rm -rf /Users/meuusuario.bak

Qualquer dúvida deixe um comentário.

Faça backup dos seus pacotes do Cydia de graça

Bem, amigos, todos nós já sabemos que um iPhone sem jailbreak é igual a uma Harley-Davidson sem rodas. Muito bonito, mas inútil. Chato é que, com cada atualização do iOS, temos que fazer jailbreak de novo e instalar todos os apps do zero. Certo? Errado.

Há várias opções de pacotes no Cydia que prometem fazer backup dos outros pacotes. Testei um grátis recentemente, o AptBackup, e consegui mais de 4GB de lixo espalhado pelo sistema de arquivos e nada de restaurar meus pacotes.

Aparentemente o PkgBackup é muito bom, mas passou de $2 para $8 assim que o jailbreak unthetered do 4.3.1 foi liberado, então me recuso a comprar por princípio, e a piratear por… Sei lá por que, o dev parece ser fdp mesmo. Mas, de qualquer jeito, tem uma outra maneira.

Suponho que você já tenha o OpenSSH instalado (e tenha trocado a senha de root e do user mobile!). Então conecte-se por SSH no seu iPhone e rode isto, como root:

dpkg –get-selections > apps.txt

Note que antes de get-selections são dois sinais de menos (tack-tack), mas o WordPress gosta de me trollar e troca por um travessão.

Agora copie este arquivo para algum lugar seguro no seu computador, atualize seu iPhone e faça jailbreak novamente.

Abra o Cydia e instale novamente o OpenSSH e o APT 0.7 Strict. Não se esqueça de trocar a senha dos usuários assim que se conectar a primeira vez! Outra dica legal é usar o switch do SBSettings e desligar SSH sempre que não for usar.

Agora copie de volta para seu iPhone o arquivo de texto que geramos antes. É possível que ele já exista em /var/mobile, reza a lenda que o iTunes faria backup dele, eu não tenho certeza, aqui não foi.

Rode, como root:

dpkg –set-selections < apps.txt

Novamente, atente para os dois traços e que o wakka agora aponta para o outro lado.

Na seqüência, rode:

apt-get dselect-upgrade

Se você tiver algum repositório extra a adicionar no Cydia, pode fazer isso a qualquer momento e rodar novamente estes dois últimos comandos.

 

A maioria dos apps guardou suas configurações em algum lugar que o iTunes faz backup, então foi só rodar estes comandos e meu iPhone estava praticamente igual a antes do restore. As únicas excessões foram o Activator, que não guardou nada, e o SBSettings, que se esqueceu da ordem dos toggles, mas não do tema.

RT manual no Twitter for Mac

Hack bem fácil:

Abra o terminal e digite

defaults write com.twitter.twitter-mac DebugMode -bool true

Feche o Twitter.app e abra de novo. Vá até a janela de preferências e o menu secreto estará disponível.

SuperSecret

SuperSecret

Mude a Quote Syntax para

RT @{USERNAME}: {TEXT}

E quando você selecionar “Quote Tweet”, em vez do comportamento antigo (aquelas aspas feias), você verá automaticamente o RT oldschool, aquele RT maroto, descompromissado, RT arte.

Baranga

Baranga

EDIT: Foi tão na correria que nem vi que tava faltando a @.

Script para converter de FLAC para ALAC

Edit: Me tapei de nojo e escrevi em bash. Rola aí pra baixo pra pegar o código que funciona e mantém as tags (eu espero)

Com a USENET, conexão boa e um NAS recém montado (mais sobre isso num post futuro), resolvi refazer minha coleção musical toda em Lossless. O maior problema é que eu ouço música majoritariamente no meu iPod ou no iTunes no macbook, e eles não tocam FLAC, que é o padrão para músicas lossless.

O jeito é converter pra Apple Lossless (ALAC). Claro que eu podia fazer isso na mão, copiar os arquivos do NAS, rodar o Max neles, copiar de volta pro NAS, etc. Mas, não, eu resolvi seguir a risca a primeira lei dos programadores, que diz que

Se uma tarefa demanda um tempo x, um programador gastará um tempo ex para escrever um programa que executará a tarefa em um tempo 1/x

E foi o que eu fiz.

Sem mais, baixem ele aí:

http://gist.github.com/423161

Vou deixar o link do github mesmo para o caso de eu atualizar o script.

Dá pra executar ele manualmente, passando o endereço completo da pasta que contém FLACs, ou colocá-lo na pasta de scripts do SABnzbd+ e rodá-lo automaticamente após cada download de música.

Ainda deve ter uma série de bugs, não falha com tanta graça quanto deveria, mas, hey, funciona.

Precisa do ffmpeg compilado com suporte a ALAC, ruby (escrevi no 1.8.7) com a gem MediaInfo instalada, além do próprio MediaInfo.

edit: O ffmpeg não vem com suporte a ALAC no FreeBSD.

Se tiverem sugestões, nada melhor que enfiar a mão no código. Tá no github pra isso, seus vagabundos!

NOVO CÓDIGO:

flac2alac.sh

#!/bin/sh
ffmpeg  -i “$1″ -acodec alac “`basename “$1″ .flac`.m4a” \
-metadata title=\”"$(metaflac –show-tag=TITLE “$1″ | sed ‘s/title=//g’)”\” \
-metadata author=\”"$(metaflac –show-tag=ARTIST “$1″ | sed ‘s/artist=//g’)”\” \
-metadata album=\”"$(metaflac –show-tag=ALBUM “$1″ | sed ‘s/album=//g’)”\” \
-metadata year=\”"$(metaflac –show-tag=DATE “$1″ | sed ‘s/date=//g’)”\” \
-metadata track=\”"$(metaflac –show-tag=TRACKNUMBER “$1″ | sed ‘s/tracknumber=//g’)”\” \
-metadata genre=\”"$(metaflac –show-tag=GENRE “$1″ | sed ‘s/genre=//g’)”\”

process_music_dir.sh

#!bin/sh
cd “$1″
find “$1″ -type f | grep .flac | sed -e “s,[^.],\’&,” -e “s,\$,\’,” | xargs -I {} sh /root/SABScripts/flac2alac.sh {}
find “$1″ -type f | grep .m4a  | sed -e “s,[^.],\’&,” -e “s,\$,\’,” | xargs -I {} mv {} “/mnt/Media/iTunes/Automatically Add to iTunes”
cd -
rm -rf “$1″

Instalando a versão upstream do Kismet no Ubuntu

Seguindo a regra de postar absolutamente qualquer coisa aqui, estas são as instruções de como compilar a versão mais nova do Kismet no Ubuntu.

Porque compilar o Kismet? Porque a versão que vem com o Ubuntu é muito velha e a versão mais nova tem MUITAS features interessantes.

Vamos ao que interessa. Baixe o tarball em http://www.kismetwireless.net/ e descompacte-o. Se você não sabe fazer isso, aqui não é teu lugar.

Pra compilar no ubuntu você precisa de dois pacotes além do build-essential: O libncurses-dev e o libnl-dev. O Kismet te avisa no ./configure qual pacote está faltando.

Compilar é fácil, make dep, make, sudo make install. Mas os plugins não compilam, soltando um

PLUGIN: plugin-autowep/
/bin/sh: pushd: not found
(…)
/bin/sh: popd: not found

PLUGIN: plugin-autowep//bin/sh: pushd: not foundmake[1]: Entering directory `/OMITIDO’make[1]: Nothing to be done for `all’.make[1]: Leaving directory `/OMITIDO’/bin/sh: popd: not found

Isso é fácil de arrumar. Dê um:

sed -i ‘s/\/bin\/sh/\/bin\/bash/g’ *.*

Em cada diretório de plugin-

E rode make plugins denovo. Pronto!

Como aumentar o seu número de listed no Twitter

O Twitter hoje começou por esses dias a liberar uma feature nova, as “lists”. E os probloggers e adeptos da meritocracia informal da internet já viram nisso uma nova métrica de popularidade, já que o número de seguidores não significava mais nada, graças aos mass-follows.

Mas duas coisas aconteceram na primeira meia hora que tive contato com as lists: fui adicionado a uma list robô de insatisfeitos com a Vivo (e estou bem satisfeito com eles, diga-se de passagem), provando que já há scripts para adicionar a lists.

Outra é que descobri que é possível se adicionar às suas próprias lists. Para isto, vá até seu perfil (na home da web, clicke na sua foto, ou entre em twitter.com/seu_username). É possível ver o dropdown de listas a incluir este perfil, mesmo as listas sendo tuas e o perfil também:

Tenha números artificiais, stick it to the man.

Tenha números artificiais, stick it to the man.

O seu número de listed será atualizado para incluir as suas próprias listas. Agora é só criar over9000 listas e seguir a si mesmo em todas, ser mais popular do que a Twittess.

Abraços a todos os envolvidos.

Letras das Músicas Automaticamente no iTunes

EDIT: O Marcus postou no blog dele um script que está funcionando.

Organizar a coleção musical é uma forma de terapia, né? Uma merda enquanto faz, mas compensa no final.

E eu que tenho sérios problemas de TOC, gosto de ter a minha coleção toda em Apple Lossless, com as capinhas e letras das músicas. As capinhas o iTunes acha pra ti, só ter uma conta na iTunes Store americana. Senão, não é tão complicado adicionar manualmente. Mas as letras são um inferno.

Pra isso eu uso este scriptzinho aqui (que não é de minha autoria, embora eu tenha, há tanto tempo que nem lembro mais o que foi, alterado ele). Ele só deve funcionar no mac, por depender da gem rb-appscript (sudo gem install rb-appscript, caso ainda não a tenha). E não podia ser mais fácil de usar: selecione as músicas no iTunes ou até mesmo os álbuns inteiros e rode o script (ruby lyrics.rb)

Sem mais delongas, baixe aqui esta pérola.

(Atenção: A API da lyricwiki está morta. Estou procurando uma alternativa e vou postar aqui assim que achar.)

BDumper 1.0 – Baixe todas as imagens do /b/ do 4Chan

O 4Chan é, discutivelmente, o maior fórum da internet. Tudo o que os teus tios vão te mandar por email daqui a 5 anos está rolando por lá há pelo menos 3. De RickRolling ao Pedobear, tudo surgiu no 4chan.

Dentre as inúmeras categorias, a mais famosa e insana é o Random, ou /b/ (pronunciado “bê”) para os íntimos. O /b/ é uma terra sem-lei, onde as únicas coisas proibidas são pedofilia e e xingar o admin, embora volta-e-meia alguém escape…

O volume de informação (100% inútil, garanto) é imenso, chegando a casa dos milhões de posts por dia, e pelo menos um quarto deles tem imagens. Se você não conhece o /b/ ainda, vai ali, abre a página (cuidado, potencialmente NSFW!) e volta. Eu te espero.

Pronto, abriu e ficou dando F5 por meia hora, né?

Foi pensando nisso que eu resolvi escrever o BDumper. Ele é um simples robô que vai abrir o /b/, pegar o link de todas as imagens atualmente na página inicial e baixar a versão full de cada uma. Terminado isso, simplesmente repete o processo até encher o saco ou lotar o teu HD, o que vier primeiro.

O programa foi escrito em C++, utilizando somente a STL para fazer o parse das strings e fazendo uma chamada de sistema pro curl para baixar os arquivos.

Esta é a primeira versão do programa, o código está feio, sujo e bobo, não tem uma interface gráfica nem tratamento nenhum além de verificar a ID do arquivo no 4chan para evitar baixar o mesmo link duas vezes (embora baixe duas imagens iguais caso sejam postadas com nomes diferentes).

Aceito sugestões e correções.

Por um momento eu achei que isto fosse maléfico demais, mas, hey, não tem como ser pior que o /b/.

Só peço para, por favor, não postarem este código lá, vai derrubar o servidor deles.

Baixe as imagens do /b/!

Baixe as imagens do /b/!

TODO:

  • Interface gráfica, provavelmente em QT, embora talvez faça uma em Cocoa para facilitar a vida de quem tem um mac e não quer instalar a SDK do QT.
  • Fezer uma checkagem por hash das imagens para evitar baixar imagens repetidas
  • Limpar o código
  • Edit: Opção para abrir cada thread e baixar as imagens dela, dica do Geek Pobre, nos comentários

O código foi compilado no OSX com o XCode, o projeto e o binário estão inclusos. Para compilar no Linux:

g++ -o bdumper funcoes.cpp main.cpp

Mas eu não testei ainda no Linux.

Edit: Compilei e testei ele no Linux, roda como esperado.

O programa também deve compilar sem problemas no Visual Studio ou outras IDEs no windows, só tenha certeza de ter o CURL no seu PATH.

Hackeando RFID, se incomodando com a American Express

RFID (Radio-frequency Identification, ou Identificação por Rádio-Freqüência) é uma dessas tecnologias que tem um grande hype em volta, como o bluetooth ou a biometria, mas que é, também como esses, amplamente furada em termos de segurança.

Além dos problemas óbvios de privacidade, de se ter um cartão dentro do bolso transmitindo o teu nome e possivelmente o número do teu cartão de crédito para quem quiser ler, a criptografia normalmente empregada é nada mais do que precária. Há pouco tempo o Reino Unido resolveu implantar RFID nos seus passaportes. Em menos de 48 horas a criptografia foi quebrada e passaportes falsos foram feitos.

Este vídeo do BoingBoingTV explica muito bem a situação:

Estes cartões, por sinal, estão sendo distribuídos no Brasil, com a mesma (falta de) criptografia.

Obviamente, qualquer um que pretenda usar um cartão de crédito vai se manter bem longe da American Express. Mas a Visa e outras companhias já têm suas versões também.

Um leitor de RFID pode ser encontrado no ebay por 8 dólares, mais o frete para o Brasil, no máximo 25 dólares. E nem passa da cota, muito provavelmente nem imposto será cobrado. Então qualquer jaguara com 40 pila e um notebook pode roubar um cartão desses.

Como o tio ali no vídeo disse, as empresas não estão preocupadas em criar um sistema seguro, mas sim um sistema que pareça seguro para o consumidor. É importante estar alerta disso ao aderir a uma nova tecnologia.

Todas essas empresas estão cientes dos riscos da tecnologia, mas preferem esconder tudo.

Adam Savage, dos Mythbusters falou sobre isso na HOPE, uma conferência Hacker há pouco tempo:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=-St_ltH90Oc[/youtube]

[Link para quem lê o feed]

RFID não é de um todo mau. A tecnologia é excelente para marcar gado, por exemplo. Mas eu não usaria nem mesmo para comanda de restaurante. Onde há seres humanos, há risco de segurança.

 
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