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A arte de manipular estatísticas

Antes de começar, vamos fazer um teste bem rápido. Uma pesquisa revela que 18% dos acidentes de trânsito são causados por mulheres no volante. O que se pode concluir disso?

Vamos lá, pense. O que se pode extrair desta estatística?

A maioria das pessoas vai concluir que mulheres dirigem melhor. Isto não é, necessariamente, verdade. Vamos mudar o sujeito da pesquisa e ver o que é concluído. Digamos que a mesma pesquisa indique que 35% dos acidentes de trânsito são causados por motoristas embriagados. Se você aceitar na primeira que isso se deve a mulheres dirigirem melhor que homens, você é obrigado a aceitar que dirigir embriagado é mais seguro do que dirigir sóbrio.

A segunda estatística é parcialmente válida. Ela não considera os acidentes indiretamente causados por motoristas bêbados, muito provavelmente, porque isso elevaria muito a proporção.

Já a primeira estatística não prova absolutamente nada. Digamos que o número de mulheres motoristas seja 5 vezes menor do que o de homens. Ignorando-se esta proporção, o valor parece baixo, mas se ela for levada em conta, vê-se que mulheres causam muito mais acidentes que homens. Vale lembrar que todos esses dados são hipotéticos.

A proporção correta deveria ser total de acidentes causados por mulheres pelo total de mulheres motoristas comparado ao total de acidentes causados por homens pelo total de motoristas homens. Só assim obtem-se uma idéia real de quem dirige melhor.

Esta é uma estratégia muito utilizada por empresas de software e partidos políticos. Mostrar estatísticas parciais, muitas vezes contra estatísticas totais, de modo a distorcer o resultado final, aproveitando-se da falta de conhecimento do brasileiro típico da teoria de conjuntos e de sua incapacidade de trabalhar com números percentuais.

Por essas e outras o ensino de matemática na escola deve ser profundamente revisto, aumentando sua carga-horária e mudando o método. O sistema está quebrado e o único modo de consertá-lo é repensar seus fundamentos.

Calças para nerds que não querem mulheres

Moda nerd está em alta. Só ver a T-Qualizer e a Camiseta Wi-Fi. A primeira, inclusive, eu tenho uma. Elas fazem parte de uma série de roupas caras, com eletrônicos anexados, e, por conseqüência, praticamente impossíveis de serem lavadas por meios normais.

Calças

Para completar a coleção, o designer Erik De Nijs fez esse modelito aí em cima. Calças com teclado funcional, um par de auto-falantes nos joelhos, um bolso para mouse e um joystick.

Não sei como são conectadas ao computador, mas pelas fotos, parece ser bluetooth.

Ao contrário da T-Qualizer, que atrai a atenção das gurias que vêem um painel piscante no teu peito (experiência própria), essas calças provavelmente vão afastar boa parte das gurias… E com certeza, vão te barrar no aeroporto.

O pior? Eu quero uma.

Mulheres preferem chocolate à segurança

Incrível como mulher gosta de chocolate. Certo que homem também gosta, mas mulher tem uma necessidade que não dá pra explicar. O pior, mesmo, é que depois elas ficam atazanando a vida das pessoas em volta por causa da culpa que sentem ao comer, porque acham que estão ou vão ficar gordas, etc.

Chocolate
Creative Commons License photo credit: yoppy

Um grupo de cientistas desocupados resolveu testar até que ponto vai isso: Ofereceram chocolates para mulheres e homens em Londres, em troca de suas senhas. Cerca de 45% das mulheres aceitaram a troca, enquanto somentes 10% dos homens o fizeram. Obviamente deveriam ter tentado cerveja.

Isso nos leva a uma preocupação muito grande. Nós que cuidamos de segurança digital sabemos que as piores falhas são as humanas, porque são exatamente essas que não podemos prever ou consertar. A engenharia social é uma das habilidades mais valiosas para os hackers blackhat (os hackers do mal, crackers e afins), justamente por explorar características de todos os seres humanos, como a ingenuidade e a ganância.

A equipe do google e dos bancos que o diga, aliás. Todas essas medidas de segurança que foram implantadas no Orkut e internet bankings nos últimos dois anos são exatamente por causa do excesso de ataques de engenharia social. Sempre tem um idiota que acredita que vai poder ver fotos de álbuns bloqueados se instalar aquele programinha daquela comunidade. Sempre tem um bando de idiotas que acreditam que o banco precisa da sua senha para atualizar o cadastro…

E esse é exatamente o nosso maior desafio. Nenhum sistema é perfeito quando o usuário é um idiota.

Um tapinha não dói. Mas se for no bolso…

Acho que todos temos a infelicidade de lembrar do início da popularização do Funk pelo Brasil. Pérolas como o Bonde do Tigrão, Poposuda e Eguinha Pocotó (sem trema mesmo) poluíam as ondas do rádio por toda a parte.

As letras eram obviamente de uma profundidade macarenística, mas quem se importa com a letra, não é mesmo?

TapinhaAparentemente, uma organização não-governamental (porque se fosse governamental seria desorganização) concluiu que a letra de “Um Tapinha Não Dói” “banaliza a violência e estimula a sociedade a inferiorizar a mulher”. É justo.

Por conta disso, a Furacão 2000 Produções Artísticas foi multada em quinhentos mil reais. O dinheiro será revertido para o Fundo Federal de Defesa aos Direitos. Poderiam ter aproveitado o embalo e construído uma outra delegacia da mulher ou um hospital para todas as mulheres que resolveram testar a teoria de que Um Tapinha Não Dói.

Aliás, deveriam mesmo era ter multado eles por propaganda enganosa. Desde quando funk é Produção Artística? Ou então meu conceito de arte está defasado…

[Via ZeroHora]

Salsinha nórdica brinca de Mike Tyson na ilha de páscoa

(Salsinha © Carlos Cardoso)

Um sem-noção da Finlândia, terra rica em penguins e plantações de salsa, resolveu visitar a ilha de Páscoa, que pertence ao Chile.Estátua

Mas visitar não basta, e até parecendo brasileiro, ele resolveu levar uma lembrancinha da ilha. Pensando, chegou à brilhante conclusão:

“Ei, tem umas 400 dessas estátuas por aqui, quem sabe eu não levo uma orelha duma? Ninguém vai notar!”

Obviamente ele foi descoberto e condenado a pagar uma multa equivalente a 33 mil reais. Ele tentou fugir, mas a mulher dele (!) o denunciou à polícia, que o reconheceu por causa das tatuagens.

A pobre estátua agora está sem o lóbulo da orelha direita. Quanto ao finlandês retardado, esse pode pegar até 7 anos de cana por danos ao patrimônio nacional do Chile.

De repente da próxima vez ele compra um chaveirinho…
Creative Commons License photo credit: jdelard

[Via ZeroHora]

 
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