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Script para converter de FLAC para ALAC

Edit: Me tapei de nojo e escrevi em bash. Rola aí pra baixo pra pegar o código que funciona e mantém as tags (eu espero)

Com a USENET, conexão boa e um NAS recém montado (mais sobre isso num post futuro), resolvi refazer minha coleção musical toda em Lossless. O maior problema é que eu ouço música majoritariamente no meu iPod ou no iTunes no macbook, e eles não tocam FLAC, que é o padrão para músicas lossless.

O jeito é converter pra Apple Lossless (ALAC). Claro que eu podia fazer isso na mão, copiar os arquivos do NAS, rodar o Max neles, copiar de volta pro NAS, etc. Mas, não, eu resolvi seguir a risca a primeira lei dos programadores, que diz que

Se uma tarefa demanda um tempo x, um programador gastará um tempo ex para escrever um programa que executará a tarefa em um tempo 1/x

E foi o que eu fiz.

Sem mais, baixem ele aí:

http://gist.github.com/423161

Vou deixar o link do github mesmo para o caso de eu atualizar o script.

Dá pra executar ele manualmente, passando o endereço completo da pasta que contém FLACs, ou colocá-lo na pasta de scripts do SABnzbd+ e rodá-lo automaticamente após cada download de música.

Ainda deve ter uma série de bugs, não falha com tanta graça quanto deveria, mas, hey, funciona.

Precisa do ffmpeg compilado com suporte a ALAC, ruby (escrevi no 1.8.7) com a gem MediaInfo instalada, além do próprio MediaInfo.

edit: O ffmpeg não vem com suporte a ALAC no FreeBSD.

Se tiverem sugestões, nada melhor que enfiar a mão no código. Tá no github pra isso, seus vagabundos!

NOVO CÓDIGO:

flac2alac.sh

#!/bin/sh
ffmpeg  -i “$1″ -acodec alac “`basename “$1″ .flac`.m4a” \
-metadata title=\”"$(metaflac –show-tag=TITLE “$1″ | sed ‘s/title=//g’)”\” \
-metadata author=\”"$(metaflac –show-tag=ARTIST “$1″ | sed ‘s/artist=//g’)”\” \
-metadata album=\”"$(metaflac –show-tag=ALBUM “$1″ | sed ‘s/album=//g’)”\” \
-metadata year=\”"$(metaflac –show-tag=DATE “$1″ | sed ‘s/date=//g’)”\” \
-metadata track=\”"$(metaflac –show-tag=TRACKNUMBER “$1″ | sed ‘s/tracknumber=//g’)”\” \
-metadata genre=\”"$(metaflac –show-tag=GENRE “$1″ | sed ‘s/genre=//g’)”\”

process_music_dir.sh

#!bin/sh
cd “$1″
find “$1″ -type f | grep .flac | sed -e “s,[^.],\’&,” -e “s,\$,\’,” | xargs -I {} sh /root/SABScripts/flac2alac.sh {}
find “$1″ -type f | grep .m4a  | sed -e “s,[^.],\’&,” -e “s,\$,\’,” | xargs -I {} mv {} “/mnt/Media/iTunes/Automatically Add to iTunes”
cd -
rm -rf “$1″

Da Elite Cultural Brasileira

Várias vezes eu usei como argumento e justificativa para a minha arrogância o fato de eu fazer parte da elite cultural brasileira, mas nunca parei para definí-la.

Primeiro é importante dizer de onde isso veio. Hoje, pela milhonésima vez, eu ouvi que devo procurar um psicólogo, que eu tendo a diminuir as outras pessoas em relação a mim mesmo, que este é um comportamento nocivo, etc, etc, etc. A validade deste argumento não vem ao caso, o que importa é o porque de eu fazê-lo.

Superioridade total à parte, alguns de nós somos claramente superiores aos outros em um aspecto pelo menos. A elite cultural de qualquer lugar é justamente o (seleto) grupo de pessoas que se destacam por fazer a vanguarda, criar as novas tendências culturais e de certo modo ditar para onde a cultura popular deve ir.

Este não é um status que se ganhe da noite para o dia, nem se nasce com ele. Há somente um fator para pertencer a esta elite que deve vir de berço: a inteligência.

Vir de família rica é totalmente opcional, ao contrário da crendice popular. Ajuda, com certeza, mas não garante nada. Algumas das pessoas mais ignorantes e alienadas que eu conheço são justamente pessoas de poder aquisitivo muito superior ao meu, e encontro meus iguais em pessoas que vem de famílias não-tão-bem-de-vida.

A crendice popular, por sinal, é algo que não encontra seu nicho entre a elite cultural. Não que não tenhamos entre nós crentes de diferentes convicções. Somos ateus convictos e pagãos, fãs de Star Wars e de Senhor dos Anéis. O que não existe entre nós são preconceitos infundados, crenças pela crença, aceitação de uma fé por compromisso social.

Mas quem somos nós, então? O que torna alguém parte da Elite?

A resposta é simples: nós consumimos cultura. E cultura inteligente.

É importante delimitar a diferença da cultura de um povo e da cultura consumível. A cultura de um povo é a música folclórica, sua língua, sua identidade. Para a maioria de nós, essa cultura, o Samba, o Axé, o Saravá, se torna algo banal e desinteressante. Tão explorados de modos tão gananciosos, da exploração pela simples exploração, que não vale a pena nos preocuparmos com ele.

A cultura consumível nem sempre é local, mas também não precisa ser estrangeira. Embora o nosso momento cultural esteja em uma downward spiral, já tivemos grandes produtores de cultura: Renato Russo, Érico Veríssimo. Ainda temos alguns, como Moacyr Scliar, Seu Jorge (que merece um texto só para ele e sua capacidade de pegar um gênero banalizado e dar uma roupagem nova, transformando em Cultura Legítima).

A cultura que nos interessa é a música, os livros, os filmes. Literatura, no sentido mais amplo da palavra. Mas não qualquer uma, a Cultura Legítima. E o que seria ela? – Algo que adiciona à vida do consumidor; que muda sua vida.

Elite Cultural somos aqueles que definimos o rumo da cultura popular ao tentar sem medo e sem preconceito coisas novas. Fomos nós que trouxemos Crepúsculo para a mainstream, e cabe a nós retirá-lo de lá, agora que foi provado que é, sem eufemismos, uma completa porcaria. Fomos nós que colocamos os quadrinhos nas mãos de milhões de adolescentes, que colocamos o Homem-Aranha da adolescência de nossos pais nas telas de cinema, que demos o Oscar a um ator que interpretou um vilão maníaco-anarquista de uma História em Quadrinhos.

Já tivemos muitos nomes, já tivemos muitas faces. Hoje somos conhecidos como nerds.

Top 6 Ringtones Mais Irritantes

É incrível pensar que há uns 10 anos quase ninguém tinha celular, e hoje em dia, infelizmente, ninguém mais vive sem um. Até mesmo as octagenárias das minhas avós têm os seus, mostram fotos de seus netos e bisnetos para as amigas na telinha dos cebolares e escolhem seu ringtone favorito.
Infeliz mesmo é que as pessoas têm péssimos gostos musicais, e gostam de mostrá-lo por aí com o seu ringtone (no ônibus, no meio da aula…).
Mas têm algumas categorias que são especialmente irritantes, despertam no teu ser aquela besta destruidora de eletrônicos que mora bem escondidinha lá em todos nós.

6) Qualquer coisa monofônica
Quando os primeiros celulares com suporte a ringtones apareceram por aí, os ringtones monofônicos ficaram muito populares. Uma seqüência de bips e clicks que as pessoas insistiam em dizer que era uma música do CPM22 (e desde quando eles fazem música?) tomava conta dos lugares públicos. Em época de natal era sempre a mesma coisa, metade da torcida do internacional (porque os gremistas têm bom senso) usava Jinggle Bells ou We Wish You a Merry Christmas como toque. Na época era legal, mas hoje em dia os infelizes proprietários de cebolares dessa geração maldita continuam a infestar a paciência dos usuários de transporte público e os freqüentadores de restaurantes de gosto dúbio com seus malditos pirilim-pirilim-pirilins.

5) Heavy Metal
Não me entenda errado, eu gosto de metal, embora seja um tanto seletivo com o gênero. O problema reside no fato de que a maioria dos celulares têm péssimas caixas de som, que distorcem o som a níveis nojentos, estragando músicas que, do contrário, seriam quase que obras de arte. Heavy metal é por definição um gênero de música intrincado e pesado, com graves destacados, algo que uma caixinha de som de alguns milímetros nunca vai conseguir reproduzir com qualidade suficiente.

4) Crazy Tunes
No início até era engraçado, já que era novidade. Mas agora dá vontade de dar com o celular do desgraçado em sua cabeça de osso para sopa quando, no meio da aula, você ouve “Tem probre ligando pra mim” (em ritmo de Chamada a Cobrar) ou “atendeatendeatendeatendeatendeatendeatendeatendeatende“. Me impressiona mais ainda que ainda apareçam novidades nesse ramo. Sério, quem é o desocupado que fica gravando essas merdas? Tenho pena da mãe dele.

3) Música do momento
Rihanna, Katy Perry, RBD, a mais nova da Britney Spears, Miley Cyrus, tudo na mesma. A maioria dessas músicas já é bem irritante por natureza, e é ruim o suficiente ligar o rádio (ou chegar num lugar que esteja com o rádio ligado) e ouvir essas porcarias, então ninguém precisa ficar ouvindo isso no meio da bloody aula. Sério, “Under my umbrella – ella – ella” às 9 da manhã numa aula de Cálculo tira qualquer pessoa normal do sério. Alguém anormal como eu, então…

2) Funk
Okay, funk é ruim de qualquer jeito, mas aquelas patricinhas metidinhas já dão nojo assim que abrem a boca (de boca fechada são, em sua grande marioria, bem encaráveis), vê-las falando no celular é deprimente, “Ai, miga, sei lá, u Dieguinhu naum mi dá mais boooola! Tô deprê.“. Se a cena começa com “ADO! A-ADO! CADA UM NO SEU QUADRADO!“, a broxada é garantida.

1) Zumbi Tone
Sério. EU AINDA MATO UM FILHADUMAPULSTA QUE USA ESSE TOQUE. Não tiveste a infelicidade de ouví-lo ainda? Se você tem menos de 21, ou um ouvido sensível de qualquer jeito, ainda é possível. Este toque é simplesmente um apito contínuo numa freqüência muito alta, o que impede aqueles que já têm sua formação óssea auricular completa de ouvir, e enlouquece os demais. Sabe aquele som que não é bem um som, como o de uma TV ligada no outro cômodo, no canal A/V? É parecido, mas muito mais irritante. Só tocar perto de um cachorro para entender.

E vocês, o que usam como toque?
Eu uso Cake – Short Skirt, Long Jacket para chamadas e Massive Attack – Teardrop para mensagem. Um doce para quem acertar a relação dessas duas músicas.

Etymotic Research ER4P, os melhores fones que eu já usei

Da série entregando o resultado do review no título.

Ontem eu tinha falado que havia comprado esses fones, e, bem, chegaram hoje.

Sério, a diferença é gritante. A qualidade sonora é absurda, mas somente se você já tem músicas em alta qualidade, como arquivos Lossless ripados de CDs. MP3 a 128kbps não vão funcionar bem com esse tipo de fones. Uma relação boa de se fazer é com o vídeo do youtube em tela cheia. É exatamente assim que o audio encodado em baixo bitrate parece, e na verdade, é bem assim que ele é. Esses fones só farão justiça a música em lossless em um player de qualidade. Não, o teu xingling não vai te servir nessa. Aliás, esses fones com certeza custam muito mais que qualquer xingling. Na verdade, custam mais que um iPhone 3G 8GB: US$299,99 com a fabricante, mas é possível encontrá-los por 200 no eBay, e foi o que eu fiz.

ER4P

(iPod não incluso)

O Kit vem em um lindo estojinho plástico e contém os fones, um estojinho menor de tecido e couro, um adaptador 1/4″ para o plugue, um clipe para camisa, filtros extras, uma ferramenta para remover os filtros, eartips de 3 tamanhos e um saquinho com 10 dessas totalmente isolantes, que se usa em fábricas.

O estojinho de tecido, devo confessar, não me agradou. Achei meio desconfortável colocar os fones nele, por ser meio pequeno e ter que dobrar demais o fio. E eu realmente preferiria não ter que dobrar o fio de um par de fones que custou mais caro que um par de Nikes. Vou usar o saquinho de veludo que veio com os meus Philips mesmo, acho.

O fio é bem grosso e duro (olha a mente suja!) forte e inflexível, o que é meio estranho no início, mas suponho que seja melhor do que deixar eles se partirem graças a um zíper dentro de uma mochila ou algo assim.

Eartips

É necessário brincar um pouco de trocar as pontas dos fones para ver a que melhor se adapta aos seus ouvidos, o que dá uma grande diferença no isolamento acústico e também na resposta dos graves.

Os graves, aliás, são uma questão interessante. Esses fones parecem frios e analíticos (o que é muito bom para música clássica, descobri), graças ao seu caráter profissional. Eles têm uma boa resposta de graves, mas são equalizados de uma maneira neutra, o que te dá mais liberdade com a música, mas é necessário brincar com o equalizador do seu player caso queira uma experiência mais envolvente. No início se estranha isso, principalmente quando se vêm de fones mais populares, como os da Philips que eu vinha usando, onde há por vezes um excesso de graves.

Depois de descobrir qual ponta que fica melhor para os ouvidos, o isolamento acústico é fantástico. Ouvindo música no meu iPod a bem menos da metade do volume máximo eu não ouço quase nada que vem de fora (na verdade, somente a minha barra de espaço semi-quebrada). Com as outras pontas (as cinza escuro, dentro do saquinho, na foto ali em cima) não se ouve absolutamente nada de ruído externo, mas essas são descartáveis. O manual recomenda não utilizá-las muitas vezes, mas não diz quanto é muito.

O isolamento chega a níveis insanos mesmo. É possível ouvir minha nuca rangir quando eu movo a cabeça para os lados se a música for calma.

Mas, denovo, isso pode ser ruim se o teu sistema de som não é bom o suficiente. O mini system que está ligado ao meu computador está com alguns cabos bem velhos, e vários plugues enferrujados. Nas caixas ou com fones normais não há ruído perceptível, mas com esses fones é possível ouvir claramente quão crítica está a situação.

Outra coisa a se considerar é que esses não são fones para se ouvir música com a namorada. Eles vão lá dentro do canal auditivo (e provavelmente algum médico vai me xingar ainda por usá-los), e eles ficam um tanto quanto nojentos com pouquíssimo uso, que seja.

No fim, os fones são fantásticos. Vale a pena? Com certeza, se você é um audiófilo ou músico (já que eles são muito usados em estúdios ou mesmo como retornos de palco). Se você tem um xingling onde ouve Calypso baixado a 128kbps no limewire… Bom, Calypso soa ruim no melhor dos sistemas de som de qualquer jeito.

Que fonezinhos mais porcos, hein?

Eu tenho uma tara por áudio. Não só por música, mas gosto de toda a engenharia do áudio, de conseguir qualidade máxima, de fazer os cabos, de experimentar fones novos, brincar com as configurações dos codecs para conseguir a maior qualidade no menor arquivo.

Recentemente eu comprei um par de fones intrauriculares da Philips, por 64 reais no Mercadolivre. Bem bonzinhos, mas nada excepcional. Eles vieram para substituir meus antigos JBuds, cujo fio foi quebrado. Esses sim, de som excepcional, por cerca de 100 reais. Agora eles estão mais baratos, acho que vou comprar outro par.

E eu comprei também um par de Etymotic Research ER4, que são fones profissionais, e extremamente caros. Não chegaram ainda, mas dá para ter uma idéia do nível deles no site da fabricante. Quando eu recebê-los vou fazer um review detalhado.

Mas claro que nada disso se compara a esses fones:

Pigbuds

Quem se importa com qualidade sonora quando se tem um porco cor-de-rosa atravessando a cabeça? Além do mais, são só 12 dólares. No Japão, obviamente.

[Via Engadget]

Dança do quadrado na cabeça? Estude matemática!

Não, isso não é mais uma afirmação arrogante sobre “pessoas inteligentes não ouvem funk”. Até porque Murphy impera, e invariavelmente, um dia, você vai entrar no bar (ou na sinuca do DA da sua faculdade) e vai estar tocando o Créu ou a Dança do Quadrado. Ninguém lá dentro gosta daquilo, exceto aquela única guria do Direito que está lá, mas todo mundo perdoa a música para assitir ela rebolar.

De qualquer jeito, mais cedo ou mais tarde, uma música vai ficar na cabeça, e, de preferência, a mais irritante. Além do Quadrado e do Créu, exemplos bons são “O Diário de Daniela”, “se a gripe te pegou logo ali na esquina, tome logo, tome logo, tome logo uma Coristina” ou ainda “Tremendo Vacilão”. É ouvir as primeiras notas e créééu, tá na cabeça. Na verdade, só de se lembrar delas, muitas vezes, isso acontece.

Isso é devido a um bug no nosso córtex auditivo, que deveria guardar a música para lembrança posterior, mas muitas vezes libera a memória incontrolavelmente.

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photo credit: hlkljgk

Quadrado. Cada um no seu.

Há duas soluções para este problema. Um é ouvir toda a música, mas essa normalmente é uma má opção, já que ninguém merece ouvir Tremendo Vacilão (Okay, acho que o Faustão merece). A outra é estudar matemática.

Embora isso possa ser considerado tortura maior para alguns seres bizarros (e todo mundo menos os engenheiros devem se incluir nesse grupo), isso deve tomar tanto poder de concentração que irá fazer o teu precioso córtex auditivo desligar o repeat do playback.

Então, lembrem-se, crianças, “Você é um tremendo vacilão, esqueceu de tirar dx/dt. Créééu!“.

[Fonte: Wired]

Velharia Tecnológica Tocando Radiohead

Existe uma pequena rixa entre o Radiohead e o Nine Inch Nails. O primeiro lançou seu álbum na web, o outro seguiu o exemplo. Depois o NIN convocou os fãs para fazerem remixes e clipes de suas músicas, e o Radiohead gostou da idéia.

Muitos remixes feitos não era criativos, ainda que os vídeos fossem muito bons.

Obviamente sempre tem alguém com muita criatividade, talento, e, obviamente, tempo livre, para fazer algo fantástico.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=pmfHHLfbjNQ[/youtube]

Esse cara refez toda a música usando uma impressora Epson LX-81 matricial para bateria, um Sinclair ZX Spectrum 8-bit para as guitarras e um grupo de discos rígidos para a linha de vocal e efeitos.

Caso não conheça a música original, é essa aqui:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=JsLn9Wl1u_Q[/youtube]

[Fonte: Gizmodo]

Áudio analógico em CDs

Quem me conhece sabe da minha audiofilia. Eu gosto de música, e gosto dela com qualidade. Recentemente descobri as maravilhas do áudio analógico, ligando por alguns momentos um toca-discos no mini system, e ele, por sua vez, no computador. Pena ele estar fora de centro, mas já tive uma boa idéia de como é.

Em compensação, é mais difícil achar LPs por aí. Aqui no Brasil, até onde eu sei, não se fabricam mais. Mas fora daqui ainda tem bastante gente que faça eles. Embora um mercado restrito, é um nicho importante. Audiófilos tendem a pagar tanto quanto podem por áudio em boa qualidade (exemplo: meus fones atuais custaram cerca de 70 dólares na época).

Claro que parte da graça do áudio analógico está fisicamente no bolachão, bem como a graça do áudio digital está no CD (porque, qualidade por qualidade, ALAC e FLAC te dão qualidade de CD, e ALAC toca em iPods). Mas dá para quebrar um galho com isto:

Viníl de Acrílico

Durante um festival na Inglaterra, tinha gente com máquinas-de-fazer-LPs (têm um nome melhor pra isso?) e estavam pegando seus antigos e inúteis CDs da AOL, UOL, Terra, SBT Online (lembram dele?), etc, e transformando em LPs.

A utilidade é duvidosa, não é como uma gravação de estúdio em um vinil, não é um vinil, um bolachão preto com uma capa maior que teu peito. Mas ainda assim é muito legal, e um ótimo meio de reciclar CDs velhos e inúteis (e dá pra gravar dos dois lados!).

Pelos meus cálculos, aliás, deve dar uns 10 minutos de música por lado, mas já é divertido. Dá um belo presente, também, na pior das hipóteses.

Filme do Pac-Man. Sério.

Não adianta, a indústria cinematográfica não aprende que filmes baseados em videogames não vendem. Só ver Resident Evil, Silent Hill, Alone In The Dark, Street Fighter… A lista continua. Eles devem achar que vão acabar ganhando dinheiro de teimosos, ou então deve ter alguém com muito amor à arte mesmo ali dentro.

Até agora só fizeram, por sorte, filmes baseados em jogos com alguma história. Claro que história de jogo nem sempre funciona para filmes (mas Uncharted ficaria legal), mas sempre tinha alguma história do jogo para se aproveitar. Não é o caso da nova empreitada do Steven Paul. Ele quer fazer um filme do Pac-Man. É, isso mesmo, aquela boinha amarela que comia pílulas mágicas em labirintos escuros ao som de música repetitiva.

Eu tenho duas apostas para a história:

Rave

Nesta versão politicamente incorreta, Pac-Man é um adolescente japonês que está numa festa rave e começa a ver fantasmas. Descobre que se tomar extasy, pode comer (com a boca, pervertidos!) os fantasmas e assim salvar sua amada.

Espaço

Eu voto nessa segunda opção.

O Ars technica tem uma versão um pouco mais viajada do possível roteiro.

Isso vai ser tão bizarro que eu sou capaz de ir ver.

Não ouça música alta na presença de helicópteros desgovernados

Era uma vez um pobre garoto canadense que gostava muito de ouvir música. Um belo dia ele foi atingido por um helicóptero que caía, e morreu.

Não, eu não inventei essa história aí. Nem o pessoal do Gizmodo, onde eu vi essa bizarrice.

Segundo relatos de testemunhas, a figura essa estava caminhando em direção à sua caixa de correspondência, totalmente alheio ao fato de que um helicóptero estava caíndo em sua direção. Os seus conhecidos (porque uma figura tão alienada não deve ter amigos) relatam que ele sempre ouvia música alta com fones de ouvido por baixo do capuz.

Bonn - test your hearing
photo credit: ➨ Redvers

Há, graças a isso, toda uma discussão a respeito da periculosidade de se usar fones de ouvido. Obviamente, se ele não estivesse ouvindo música alta, ele teria percebido que um helicóptero estava caindo em sua direção, dado três passinhos para o lado e sobrevivido, certo?

Então lembrem-se, crianças: não ouçam música com fones de ouvido na rua, porque pode ser que um helicóptero, um cometa ou um piano caia na tua cabeça. Certo…

 
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