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O Pequeno (Grande) Manual da USENET

Decidi, para o bem de vocês, quebrar as Regras 1 e 2 e explicar a USENET e tudo o que se pode fazer com ela. Bem, quase tudo.

First things first,

O que é a USENET?

Pirate

Here be pirates

Bem, amiguinhos, vocês que são noobs e acham que não havia computadores antes do Google provavelmente não sabem que havia redes antes da Internet. E é lá em 1979 que nossa história começa.

Na época, redes eram lentas, grandes mainframes dominavam, homens eram homens e programavam em ASM e Pokémon ainda era um delírio na mente de um garoto japonês. O conceito de email como é conhecido hoje não existia, pois não havia domínios da internet, logo, listas de discussão também não existiam.

Eis que alguém resolveu criar um sistema para tal. Uma pessoa postaria uma mensagem em um ou mais newsgroups e quem quisesse ler e responder tinha livre acesso para tal, desde que pudesse se conectar a um servidor de relay. Os servidores eram interconectados, permitindo que, embora nem todos tivessem todos os artigos de todos os newsgroups, a experiência fosse transparente para o usuário final. Tão transparente quanto uma conexão de 8 bauds permitia, isso é.

Estrutura

Como que se identificam os newsgroups, então?, você me pergunta. Pelo nome, oras. Eles são divididos em uma árvore sem um nodo principal (puristas vão dizer que são diversas árvores, mas eu os mando à merda). Por exemplo, todos as listas sobre ciências deveriam estar no “sci.”. Por exemplo, discussões sobre matemática acontecem no sci.math.

Eis que, um belo dia, alguém resolveu que queria discutir sobre algo totalmente aleatório. Aí surgiu a árvore alt, a mais interessante para vários propósitos.

BINÁRIOS!!!111oneoneone

Binário

Binário, né?

No jargão, um binário é qualquer ‘blob’ (definir jargão com jargão: eu pratico). Uma imagem, uma música, um filme. Arquivos que não são puro texto. E eles ficam na árvore alt.binaries.

Mas a USENET é uma rede antiga, não foi projetada para essas coisas. Servidores têm de replicar conteúdo, mas se alguns bits se perderem numa mensagem de texto não há muito problema. A mensagem ainda está lá. Com binários a história já é outra.

Alternativas foram criadas e vocês usam a maioria delas hoje em dia e nem sabem porque diabos. Para prevenir maiores perdas, divide-se o arquivo em várias partes, de modo a facilitar a recuperação, e cria-se arquivos de paridade.

Sabe quando tu baixa aquele torrent e vem 435 .rar, um .svf e um .par2? Aquele arquivo veio direto da USENET e foi baixado de maneira old school. Já chego lá.

A idéia é a seguinte: o servidor A vai replicar o conteúdo do servidor B, mas o protocolo não é muito tolerante a falhas (ou tolerante demais, dependendo do ponto de vista), e partes dos artigos podem se perder no meio do caminho. Melhor que se perca um arquivo de 10MB do que um de 700, certo? Mais fácil de baixar denovo o arquivo problemático (que pode ter sido re-replicado). Mais fácil ainda é consertar dito arquivo, e para isto serve o par2. Através de um algoritmo macabro ou simples magia negra, ele consegue, muitas vezes, descobrir o quê há de errado com um arquivo rar e recuperá-lo. Coisa linda.

Mas fazer isso na mão é terrível. Aí que entra os newsreaders modernos.

Sendo moderninho

Hipster

Por favor, não seja moderninho ASSIM

Vamos começar um pouco antes. Imagine você que há quatrocentas pessoas enviando arquivos para um certo grupo ao mesmo tempo. As partes chegam entrelaçadas, um pedaço de um arquivo, depois um de outro, depois talvez uns 3 de outro, e por aí vai. Catar as partes de um arquivo grande seria infernal.

Para isto criou-se um padrão, o NZB. Ele é um arquivinho, análogo a um .torrent, que é gerado após o envio dos arquivos para um newsgroup apontando a localização de todas as partes dele. Isso permite também a indexação destes mesmos arquivos por sites, exatamente igual aos trackers de torrent.

Um cliente moderno vai abrir este .nzb e baixar automaticamente todas as partes do arquivo, verificar se precisam ser reparadas e reparar caso seja necessário, extrair tudo e te dizer “Tá tudo pronto, chefinho, quer um café?”.

E há vários clientes que suportam este padrão e vários sites que indexam. Dois clientes chamam mais a atenção, o SABnzbd+ e o Unison.

O SABnzbd+ é escrito em python e roda até em uma batata-doce, se você pedir com jeitinho. Ele é feio, só tem uma interface web, mas faz o que se propõe e o faz muito bem.

SABnzbd+

Isto pode ou não ser meu.

Este aqui está rodando no Ubuntu, mas controlo pela rede se preciso, ou até mesmo pelo iPhone.

Ele pode ser baixado AQUI e é totalmente grátis.

Ele não serve para navegar na USENET, somente para baixar de lá. Para isto é necessário um site indexador. Já chego lá.

A instalação em cada sistema é diferente, não vou detalhar aqui, mas o site é bem bom, tem uma wiki detalhada. Dê uma conferida.

A outra opção é o Unison, da Panic!

Este é pago, custa 30 dólares e só funciona no OSX, mas é o cliente mais elegante para se navegar pela USENET. Não só de binários viverá o homem, já dizia o poeta (ou seria o profeta?).

Unison

Veja bem de quem é a mensagem

A USENET ainda é utilizada para seu propósito original. Aí em cima, por exemplo, eu estou lendo a linux.kernel, a lista de discussão oficial do desenvolvimento do kernel do linux.

Alternativa de pobre: Google Groups.

O Google indexa muito da USENET e o faz de graça, mas a árvore alt. não está lá. Nada de pirataria desse jeito, mas os grupos de texto podem ser acessados, em sua marioria.

Servidores

Pra acessar essa maravilha toda, tu vais precisar de acesso a um servidor, e isto não é de graça. Sim, amiguinhos, a USENET é paga. Alguém tem que manter estes servidores e o único jeito de ganhar dinheiro é cobrando diretamente dos usuários.

Por sorte, não é caro. Eu recomendo a Supernews, que custa uns 10 dólares por mês e aceita Paypal sem compromisso nenhum.

Outras opções são a Giganews, que tem a maior retenção de todas mas é uma das mais caras e a Blocknews, que vende por tráfego. Caso esteja em dúvida, com a Blocknews dá para comprar 5GB por $2,75 e ver se gosta da idéia. Mas eu iria direto para a Supernews.

Há algumas coisas a se manter em mente quanto a esses servidores: Retenção, Número máximo de Conexões e suporte a SSL.

Retenção é a idade de um post quando ele é deletado do servidor. Com a quantidade de informações postadas na USENET diariamente, é impossível manter tudo, então após alguns meses o post é deletado. A média está em uns 400 dias, o que é bem bom. Muitas coisas são repostadas com freqüência, então não é exatamente um problema mesmo para coisas mais velhas.

Número máximo de conexões é exatamente isso, quantas conexões simultâneas do mesmo IP são permitidas. Não sei de nenhum servidor que permite conexões de mais de um IP, então nada de compartilhar contas. Mais conexões simultâneas = mais chances de baixar na velocidade máxima da sua conexão.

Suporte a SSL é a capacidade do servidor de manter conexões encriptadas. Provedores de internet podem ser malvados e reduzir a velocidade do teu acesso à USENET do mesmo jeito que fazem com torrent. Se tu encriptares o tráfego, eles não vão saber o quê tu tá fazendo e não vão te capar a conexão.

Na Supernews eu já atingi 11MBps (isto é onze megabytes por segundo, também conhecido como oitenta e oito megabits por segundo, numa conexão que obviamente não é a da minha casa) com 30 conexões simultâneas e SSL.

Segurança

Eu sou muito paranóico, então acredite em mim que eu pesquisei demais e posso te dizer com tranqüilidade que é seguro baixar da USENET. O único jeito de descobrirem o quê tu tá baixando é se tu contares (desde que uses SSL). Vai firme, os servidores não mantém logs. Agora, se você começar a enviar conteúdo…

Sites indexadores

A USENET é um lugar enorme e selvagem. Acredite em mim. Procurar qualquer coisa lá é enlouquecedor. Para resolver isto há sites que indexam o conteúdo e geram nzbs prontos para serem adicionados ao seu cliente. Os melhores são:

TVNZB.com: Só séries de TV, anda com o servidor meio instável. Grátis.

NZBs(dot)ORG: De tudo, mal categorizado, mas com uma engine de busca bem decente. Requer registro, mas é grátis.

Newzbin: O antigo gigante que recentemente se meteu em brigas contra a MPAA e foi obrigado a desativar as categorias de TV e filmes, mas as outras continuam ativas. Costumava ser invite-only e pago, ainda por cima, agora está aberto e grátis.

NZBMatrix: Feio que dói, mas o melhor atualmente. Custa algumas libras para cadastrar, mas só se paga uma vez.

Sou preguiçoso, quero tudo automático

Boa notícia é que eu também sou e já testei praticamente todas as maneiras de automatizar minha vida.

Quem acompanha muitas séries de TV sabe como é complicado baixar todas elas, ficar lembrando do dia que tem episódio novo, se tem essa semana ou não. Mas há uma solução!

O Sick-Beard é outra dessas maravilhas escritas em Python que roda até em uma banana, com vaselina suficiente.

Sick-Beard

Não me pergunte o porquê do nome.

Novamente, a instalação depende de cada sistema, então dê uma olhada na Wiki deles.

Esta maravilha faz tudo pra ti: consulta o TVRage para descobrir quando tem episódio novo, procura nos indexadores e bota a baixar no SABnzbd+ pra ti. Tem como fazer ele funcionar com outros clientes, mas ele brilha mesmo com o SAB.

Se tu quiseres, ele baixa os episódios antigos da série, move os arquivos, renomeia e organiza, adiciona sinopse, thumbnail do episódio e pôster da temporada e avisa o XBMC ou o Boxee que tem episódio novo.

Além disso, ele pode baixar o episódio no primeiro formato que aparecer, e, caso não seja 720p, baixar a versão 720p assim que ela estiver disponível e substituir na coleção.

Sensacional.

Muito bonito, mas qual a vantagem disso sobre torrent, ou por que devo pagar se torrents são grátis?

As coisas saem primeiro na USENET, já que os grupos que lançam no torrent precisam distribuir entre si os arquivos primeiro para ter seeds. Além disso, tu não estás preso ao inferno de arquivos sem seeds, a velocidade é constante e, provavelmente o máximo da tua conexão.

E já falei que as coisas saem antes lá? Quase toda esta temporada de Chuck estava aparecendo na USENET cerca de 12 horas antes de passar na TV americana. Vazava de dentro da emissora, suponho, e em 720p.

Vai lá, instala o SABnzbd+ e assina um mês ou dois da Supernews. Tu nunca mais vais querer usar torrent na vida.

E, não, não tenho medo de falar sobre isso, eu acabo comprando os DVDs ou BluRays dos filmes e séries que baixo, minha consciência está tão limpa quanto os esgotos de Paris. OH WAIT-

Como aumentar o seu número de listed no Twitter

O Twitter hoje começou por esses dias a liberar uma feature nova, as “lists”. E os probloggers e adeptos da meritocracia informal da internet já viram nisso uma nova métrica de popularidade, já que o número de seguidores não significava mais nada, graças aos mass-follows.

Mas duas coisas aconteceram na primeira meia hora que tive contato com as lists: fui adicionado a uma list robô de insatisfeitos com a Vivo (e estou bem satisfeito com eles, diga-se de passagem), provando que já há scripts para adicionar a lists.

Outra é que descobri que é possível se adicionar às suas próprias lists. Para isto, vá até seu perfil (na home da web, clicke na sua foto, ou entre em twitter.com/seu_username). É possível ver o dropdown de listas a incluir este perfil, mesmo as listas sendo tuas e o perfil também:

Tenha números artificiais, stick it to the man.

Tenha números artificiais, stick it to the man.

O seu número de listed será atualizado para incluir as suas próprias listas. Agora é só criar over9000 listas e seguir a si mesmo em todas, ser mais popular do que a Twittess.

Abraços a todos os envolvidos.

Dos sonhos bizarros

Noite dessas eu tive um sonho fantástico:

Sonhei que era ditador do Brasil, e decretava pena de morte para todos os que conjugassem verbos com pronomes oblíquos.

“Daí a Zuricleide me deu uma vassoura pra mim varrer a calçada”. FORCA.

Letras das Músicas Automaticamente no iTunes

EDIT: O Marcus postou no blog dele um script que está funcionando.

Organizar a coleção musical é uma forma de terapia, né? Uma merda enquanto faz, mas compensa no final.

E eu que tenho sérios problemas de TOC, gosto de ter a minha coleção toda em Apple Lossless, com as capinhas e letras das músicas. As capinhas o iTunes acha pra ti, só ter uma conta na iTunes Store americana. Senão, não é tão complicado adicionar manualmente. Mas as letras são um inferno.

Pra isso eu uso este scriptzinho aqui (que não é de minha autoria, embora eu tenha, há tanto tempo que nem lembro mais o que foi, alterado ele). Ele só deve funcionar no mac, por depender da gem rb-appscript (sudo gem install rb-appscript, caso ainda não a tenha). E não podia ser mais fácil de usar: selecione as músicas no iTunes ou até mesmo os álbuns inteiros e rode o script (ruby lyrics.rb)

Sem mais delongas, baixe aqui esta pérola.

(Atenção: A API da lyricwiki está morta. Estou procurando uma alternativa e vou postar aqui assim que achar.)

Da Elite Cultural Brasileira

Várias vezes eu usei como argumento e justificativa para a minha arrogância o fato de eu fazer parte da elite cultural brasileira, mas nunca parei para definí-la.

Primeiro é importante dizer de onde isso veio. Hoje, pela milhonésima vez, eu ouvi que devo procurar um psicólogo, que eu tendo a diminuir as outras pessoas em relação a mim mesmo, que este é um comportamento nocivo, etc, etc, etc. A validade deste argumento não vem ao caso, o que importa é o porque de eu fazê-lo.

Superioridade total à parte, alguns de nós somos claramente superiores aos outros em um aspecto pelo menos. A elite cultural de qualquer lugar é justamente o (seleto) grupo de pessoas que se destacam por fazer a vanguarda, criar as novas tendências culturais e de certo modo ditar para onde a cultura popular deve ir.

Este não é um status que se ganhe da noite para o dia, nem se nasce com ele. Há somente um fator para pertencer a esta elite que deve vir de berço: a inteligência.

Vir de família rica é totalmente opcional, ao contrário da crendice popular. Ajuda, com certeza, mas não garante nada. Algumas das pessoas mais ignorantes e alienadas que eu conheço são justamente pessoas de poder aquisitivo muito superior ao meu, e encontro meus iguais em pessoas que vem de famílias não-tão-bem-de-vida.

A crendice popular, por sinal, é algo que não encontra seu nicho entre a elite cultural. Não que não tenhamos entre nós crentes de diferentes convicções. Somos ateus convictos e pagãos, fãs de Star Wars e de Senhor dos Anéis. O que não existe entre nós são preconceitos infundados, crenças pela crença, aceitação de uma fé por compromisso social.

Mas quem somos nós, então? O que torna alguém parte da Elite?

A resposta é simples: nós consumimos cultura. E cultura inteligente.

É importante delimitar a diferença da cultura de um povo e da cultura consumível. A cultura de um povo é a música folclórica, sua língua, sua identidade. Para a maioria de nós, essa cultura, o Samba, o Axé, o Saravá, se torna algo banal e desinteressante. Tão explorados de modos tão gananciosos, da exploração pela simples exploração, que não vale a pena nos preocuparmos com ele.

A cultura consumível nem sempre é local, mas também não precisa ser estrangeira. Embora o nosso momento cultural esteja em uma downward spiral, já tivemos grandes produtores de cultura: Renato Russo, Érico Veríssimo. Ainda temos alguns, como Moacyr Scliar, Seu Jorge (que merece um texto só para ele e sua capacidade de pegar um gênero banalizado e dar uma roupagem nova, transformando em Cultura Legítima).

A cultura que nos interessa é a música, os livros, os filmes. Literatura, no sentido mais amplo da palavra. Mas não qualquer uma, a Cultura Legítima. E o que seria ela? – Algo que adiciona à vida do consumidor; que muda sua vida.

Elite Cultural somos aqueles que definimos o rumo da cultura popular ao tentar sem medo e sem preconceito coisas novas. Fomos nós que trouxemos Crepúsculo para a mainstream, e cabe a nós retirá-lo de lá, agora que foi provado que é, sem eufemismos, uma completa porcaria. Fomos nós que colocamos os quadrinhos nas mãos de milhões de adolescentes, que colocamos o Homem-Aranha da adolescência de nossos pais nas telas de cinema, que demos o Oscar a um ator que interpretou um vilão maníaco-anarquista de uma História em Quadrinhos.

Já tivemos muitos nomes, já tivemos muitas faces. Hoje somos conhecidos como nerds.

Para que lado a tia tá girando?

Sem pensar muito, olhe para a tia rodopiando aí embaixo e responda: Para que lado ela gira?

Sentido horário? Sentido anti-horário? Tanto faz, você pode ver qualquer um deles. Tudo depende de qual lado do teu cérebro é predominante, segundo pesquisadores da universidade de Yale [alguém pode confirmar isso?]. Se você vê ela girando no sentido horário, você está usando o lado direito do cérebro para processar a imagem, se ela girar no anti-horário, o lado esquerdo.

Eu não acredito muito em testes de QI, muito menos um tão simples, mas reza a lenda que se você pode ver a imagem girar para qualquer um dos dois lados (momento Roger: eu consigo), seu QI está acima de 160. Mas segundo a fonte original, 14% da população americana consegue vê-la para qualquer lado, a vontade, sem a necessidade de piscar ou tirar os olhos da imagem. Mas aí vem a pergunta que não quer calar: se os americanos são tão inteligentes, porque elegeram o Bush?

[Via Gerador de Improbabilidade Infinita]

Bichinhos de pelúcia para Nerds

Que ursinhos carinhosos que nada. Presente para namorada nerd é isso:

Pelúcias Subatômicas

Coleção completa aqui.

Adobe AIR no Linux

O Adobe Integrated Runtime, ou AIR, é uma plataforma para desenvolvimento de aplicativos multiplataforma com o Flash, Flex, HTML e AJAX, de modo que podem ser executados também no desktop.

Atualmente há uma versão alpha para o Linux, e um public beta para o Windows e Mac. Essas duas versões já estão bem estáveis, e há muitos aplicativos para o AIR por causa delas. Já do lado do Linux, não se ouve falar muito do AIR.

Depois que eu vi um artigo no Lifehacker sobre aplicativos interessantes para o AIR, resolvi me aventurar e instalar o dito no meu Ubuntu Hardy. Antes que me apedrejem, o procedimento deve funcionar em qualquer distribuição do Linux, mas eu não faço idéia quanto a dependências, por isso não garanto nada.

AIR

O processo é extremamente simples. Primeiro, baixe o AIR para alguma pasta do seu PC.

Num terminal, agora dê um chmod +x adobeair_linux_a1_xxxxxx.bin, substituindo, obviamente, pelo nome do seu arquivo. Por estar em alpha, espere atualizações freqüentes (eu sei que eu espero).

Depois é só rodá-lo com permissões de root (um sudo ./adobeair_etc.bin deve resolver) e esperar ele instalar.

Ele é instalado no /opt, prática louvável, porque vários .bins que eu instalei ultimamente tentavam se instalar em outros lugares, tornando-se um inferno para removê-los.

Depois disso, basta baixar qualquer .air e dar dois clickes que o instalador dá conta do resto. Ele pede a tua senha e instala em /opt também, para facilitar a remoção.

Apesar de tudo, minha experiência não foi muito feliz. O AIR está muito instável no Linux ainda, e dos 10 programas do artigo do Lifehacker, somente o do google analytics funcionou, e ainda assim, eu tinha que criar um perfil novo a cada vez que rodava.

O instalador foi a parte mais surpreendente de tudo. Mostra que é possível distribuir binários unificados para o Linux, fazendo uma instalação independente de distribuição sem muita dificuldade, e sem a possibilidade de quebrar o sistema. A Sun já nos mostrava isso há tempo, mas com a Adobe agora, a mente dos desenvolvedores deve se abrir para a idéia.

Só espero que a Adobe continue investindo no AIR para o Linux, e não faça como está fazendo com o Flash, onde nos deixa com versões antigas e não corrige bugs simples.

Você sabe que é nerd quando…

Você lê essa placa como “Não Pertence“.

Não Pertence

Cuidado! A Vivo está roubando os seus dados.

Eu tenho um nojo de telemarketing que só vendo. Raiva, ódio.

Acabei de desligar o telefone de uma ligação muito instrutiva, porém.

Estava eu muito concentrado tentando implementar um algoritmo de ordenação de vetores, porque sou um bom menino nerd e faço os exercícios de programação com duas aulas de antecedência, e meu cebolar tocou.

O número era (11)71006327, um número de São Paulo, sendo que eu moro na grande Porto Alegre. Isso já é estranho o suficiente. Quando eu atendo, é uma representante da vivo, querendo me oferecer uma promoção. Imediatamente perguntei como ela conseguiu o meu número, já que meu celular é da Claro.

E esta foi exatamente a parte instrutiva da ligação. Ela me disse:

O Senhor deve ter ligado para algum número da vivo, algum celular de alguém, e o seu número ficou registrado no nosso sistema.

Então essa é a moral da história: quando você liga para um número da Vivo, eles armazenam o seu número no sistema deles, para poder te atormentar a vida posteriormente. Já não foi a primeira vez que me ligaram de lá, e não foi a primeira vez que eu recusei, mas dessa vez consegui que me dissessem, com todas as letras, como conseguiram o meu número.

Morto

Quando ela me perguntou porque eu estava recusando a oferta (que eu nem quis ouvir), eu disse o óbvio: não faria negócios com uma empresa que consegue os meus dados de maneira ilícita.

Por sinal, ela disse que isso é “procedimento padrão. Todas as empresas de telefonia fazem isso“. Engraçado que eu nunca recebi ligação da Tim, da Oi, da Brasil Telecom, etc. Alguém já?

 
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