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Rio Grande Maior que o Mundo

O Marcus GrandeAbóbora Nunes e eu tivemos a idéia para o melhor blog do mundo, e um dos 10 mais do Rio Grande Do Sul, o RioGrandeMelhorEmTudo.

Recentemente cobrimos de maneira totalmente imparcial, do jeito que só um Gaúcho sabe fazer, o único apagão da história Rio-Grandense, que acabou por ocorrer junto com o apagão semanal do Resto do Brasil.

Então vão lá e confiram estas e outras histórias da República Rio-Grandense.

Evite o CineSystem São Leopoldo!

Hoje eu fui ver Harry Potter e o Enigma do Príncipe (Harry Potter and The Half-Blood Prince), acompanhado de papai e mamãe, que já haviam visto todos os filmes anteriores. Resolvi dar uma chance ao CineSystem do shopping Bourbon de São Leopoldo, ao invés de ir a Canoas no Cinemark.

Primeiro é necessário dizer que gostei muito do filme. Mesmo tendo sido tomadas várias liberdades em relação à história, o filme ficou realmente bom, pelo menos para quem conhecia a história previamente. O tom sombrio foi muito bem-vindo, equilibrando a falta de seriedade de O Cálice de Fogo (Harry Potter and The Globet of Fire) e da seriedade e depressão mais forte de A Ordem da Fênix (Harry Potter and The Order Of The Phoenix). Recomendo ver o filme, ele é, discutivelmente, o melhor até agora.

O que eu não recomendo, porém, é vê-lo no CineSystem São Leopoldo. Veja bem que nós que moramos ao Norte de Porto Alegre temos poucas opções de cinema. Ir a Porto Alegre pode ser complicado, então nos sobra o Cinemark em Canoas, o CineSystem em São Leopoldo e o GNC Cinemas em Novo Hamburgo.

Depois de uma ou duas decepções com o Cinemark (como uma sala que estava com o áudio invertido), resolvi dar uma chance para o CineSystem, contra meu bom-senso, já que a última vez que fui ver algo lá, o filme foi exibido em um trapezóide, como se tivessem chutado o projetor.

O resultado desta vez não foi igual: foi imensamente pior. A começar pelo preço. 14 reais a entrada. Mas estudante paga meia, 10 reais. Opa. Alguém não sabe matemática, e não sou eu. Ao entrar na área das salas, fomos informados que deveríamos nos dirigir à Sala 4. Onde é o raio da Sala 4? Vejo banheiros, sala 2, 3, 1… Um pouco mais, em direção à saída, sala 5. Cadê a 4? Eventualmente a achamos e nos sentamos bem ao fundo, para perceber que o fundo da sala nos faria ver a tela de cima, causando a ilusão de um trapésio. Nos movemos algumas fileiras mais para a frente para o que parecia ser o Sweet Spot.

Daí que a merda começou. O áudio das salas vizinhas vazava para a nossa sala, causando uma vibração quase tão desconfortável quanto os acentos das poltronas, apertados, duros e em ângulos retos demais.

E do nada começa uma propaganda, com o áudio altamente distorcido e, sem que as luzes se apaguem, vem o logo da Warner, todo sombrio e estamos no filme. As luzes continuam acesas pelos próximos 20 minutos mais ou menos (até o Harry e o Dumbledore saírem da casa do Slughorn, mais precisamente) e o áudio continua distorcido. Vale lembrar que a tela é em proporção 4:3 ou aproximada, e a maioria dos filmes, incluindo este, são filmados em 16:9 ou 2:1, sobrando barras acima e abaixo da imagem em cinemas normais. Não no CineSystem, onde eles projetaram na metade inferior da tela, causando certa distorção e forçando 90% dos espectadores a inclinar a cabeça alguns graus para baixo.

O áudio só atrapalhou durante o filme. Os graves estavam muito mais altos do que deveriam, além do supracitado vazamento de som das salas vizinhas.

E, para completar, deixaram um infeliz levar seu macaquinho de estimação filho de no máximo 3 anos de idade mental para ver o filme legendado. O macaquinho retardado a criança berrou, chorou, bateu pé, correu, brincou de carrinhos e atrapalhou nossas vidas de maneiras diversas pelas quase duas horas do filme.

Ahhh, essas chinesas…

Mais uma da série “Ah, a ironia…”

Gre-Nal

Gre-Nal

Tele Entulho

Vá ao google e digite “tele entulho porto alegre”, para páginas do Brasil. Clicke em estou com sorte.


photo credit: tvol

Duvida?

Cuidado! A Vivo está roubando os seus dados.

Eu tenho um nojo de telemarketing que só vendo. Raiva, ódio.

Acabei de desligar o telefone de uma ligação muito instrutiva, porém.

Estava eu muito concentrado tentando implementar um algoritmo de ordenação de vetores, porque sou um bom menino nerd e faço os exercícios de programação com duas aulas de antecedência, e meu cebolar tocou.

O número era (11)71006327, um número de São Paulo, sendo que eu moro na grande Porto Alegre. Isso já é estranho o suficiente. Quando eu atendo, é uma representante da vivo, querendo me oferecer uma promoção. Imediatamente perguntei como ela conseguiu o meu número, já que meu celular é da Claro.

E esta foi exatamente a parte instrutiva da ligação. Ela me disse:

O Senhor deve ter ligado para algum número da vivo, algum celular de alguém, e o seu número ficou registrado no nosso sistema.

Então essa é a moral da história: quando você liga para um número da Vivo, eles armazenam o seu número no sistema deles, para poder te atormentar a vida posteriormente. Já não foi a primeira vez que me ligaram de lá, e não foi a primeira vez que eu recusei, mas dessa vez consegui que me dissessem, com todas as letras, como conseguiram o meu número.

Morto

Quando ela me perguntou porque eu estava recusando a oferta (que eu nem quis ouvir), eu disse o óbvio: não faria negócios com uma empresa que consegue os meus dados de maneira ilícita.

Por sinal, ela disse que isso é “procedimento padrão. Todas as empresas de telefonia fazem isso“. Engraçado que eu nunca recebi ligação da Tim, da Oi, da Brasil Telecom, etc. Alguém já?

Review do Echochrome

Graças ao nosso ciclone extra-tropical anual, não pude ir a aula hoje. Muito triste com o fato, resolvi afogar as mágoas com o meu PS3, e baixei o demo de um jogo que o TRS tinha feito um preview, o echochrome.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=QfICeBtVv8U[/youtube]

O Demo tem apenas 34 megas, e conta com 3 estágios do jogo, que eu terminei em cerca de 15 minutos.

O conceito é bem simples, mas muito original: você controla o cenário, não o personagem, que fica sempre andando até encontrar o fim do caminho e dar a volta, ou um buraco, e cair para um nível mais baixo, ou uma espécie de cama-elástica, e pular para um nível mais alto. A grande sacada do jogo é como o cenário se comporta. Tudo o que você pode fazer é rotacionar ele para alterar a perspectiva. Se você não vê algo, essa coisa não existe. Por exemplo: se há um buraco no meio do caminho, você rotaciona o cenário, de modo a que algo “cubra” sua vista do buraco. Pronto, o manequim passa por ele, como se ele nunca estivesse lá.

No início do jogo, ele te explica que “no mundo de Echochrome, a realidade é o que você vê no momento”. Se parece que tem algo abaixo do buraco, tem mesmo. Se for movido, e não parecer mais, bom, daí não tem mais.

O jogo é estranhamente relaxante, e ao mesmo tempo desafiador, talvez por ser acompanhado de uma trilha sonora de música clássica e celta. Ele foi lançado para o Playstation 3 e o PSP dia primeiro.

A versão japonesa conta com 100 níveis, enquanto a americana tem apenas 56. Ambas têm um editor de níveis. O IGN publicou um exemplo de custom level:

Echochrome

(As sombras são os pontos por onde você deve passar para terminar a fase)

O jogo está por apenas 10 dólares na PSN e eu estou apostando na sua popularidade.

O pior do transporte público é o público

Eu estudo na PUC, em Porto Alegre, mas moro na região metropolitana. Isso significa que todos os dias eu pego um trem e um ônibus para ir, um ônibus e um trem para voltar. Dá uma hora e meia de viagem de ida, e outro tanto na volta. Tem que gostar muito da faculdade pra se submeter a isso.

O transporte público tem se mostrado estranhamente eficiente. Tanto o trem quanto os ônibus são pontuais o suficiente.

Mas não adianta. O povão é que me dá nos nervos. E nem é tão povão assim, tem uns tios engravatados e outros estudantes universitários tanto no trem quanto no ônibus.

As pessoas nunca conseguem entender que outras podem estar com pressa. Começa na escada: já é apertada, mal cabe uma pessoa ao lado da outra. Ao invés do infeliz deixar espaço pra alguém passar, ele pára no meio do degrau, e coloca um braço entre cada corrimão. Afinal, aquele trem que está parado vai pro outro lado.

Depois vem a hora de entrar no trem. As pessoas se acotovelam para entrar primeiro. Até faz sentido, levando em conta o que os outros fazem para se sentar. Ontem mesmo eu fui me sentar num dos poucos bancos vazios do trem (já que uma hora da minha viagem é nele) e uma infeliz se enfiou entre mim e o banco, quando minha bunda estava na metade do caminho já pro banco.

Depois tem a escada denovo, dessa vez pra sair. Todo mundo corre até a escada para ou parar na rolante ou descer beeeem de vagarzinho a não-rolante. Depois correm pras catracas pra parar na frente de uma e decidir se passam ou não.

Crash!
Creative Commons License photo credit: Mike Schmid

E aí vem o ônibus. Ele sai de 6 em 6 minutos da estação, normalmente. As pessoas já não se acotovelam tanto por falta de espaço mesmo, mas se amontoam perto da catraca.

Pra quem não é de Porto Alegre, vale uma explicação aqui: Esse ano foi implantado um sistema nos ônibus para dar desconto pros universitários. O estudante vai num lugar autorizado, paga uma taxa, comprova ser estudante e tira um cartão. Depois se compra créditos e recarrega o cartão. Ele funciona por RFID, então é só passar ele no leitor da catraca que o dinheiro é descontado do teu saldo, e a catraca destrava. É uma vantagem muito grande, visto que ao invés de 2,10 por passagem, nós estudantes pagamos 1,05, só meia.

Mas mesmo depois de 4 meses com o sistema funcionando, e pelo menos um mês que a frota toda foi equipada com os leitores, sempre tem um jaguara pra não conseguir usar o cartão. Coloca do lado errado, ou deixa muito longe, ou tira fora do tempo. E daí nós nos amontoamos do lado do motorista (aqui em Porto se entra pela frente agora).

Ou então deixam pra tirar o cartão / dinheiro de dentro da carteira, que está dentro do bolso interno da bolsa, abaixo de um livro de cálculo de 1800 páginas, e depois ainda guardam tudo antes de passar na catraca. E nós apertados do lado do motorista, que a essa altura já está na segunda parada.

Descer do ônibus é problemático também. Todo mundo parece querer descer ao mesmo tempo, e pisam no pé, empurram, se desesperam. Mas aí com razão, os motoristas nem sempre esperam todo mundo descer pra arrancar. Há umas semanas vi um coitado cair do ônibus porque ele arrancou enquanto ele estava só meio pra fora. Bonito mesmo foi ele dando bronca no motorista depois, e o povo todo botando pilha.

Nós precisamos não é de melhor transporte público (embora mais ônibus ajudassem, porque enfiar 100 pessoas num ônibus de 40 lugares é forçar), mas de conscientização do povo. Enquanto o povão for mal-educado do jeito que é, o transporte público vai ser sempre esse stress.

 
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