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Japinhas enfiando o dedo no buraco

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Os japoneses vivem nos surpreendendo com inovações tecnológicas na área dos videogames. Tecnologias fantásticas como o Wii e o PS3 saíram do japão. Mas de lá também saiu o tentacle porn (não pesquise no google. Sério. Não venha dizer que não avisei!).
Esse jogo (sim, era para ser um jogo) não é um exemplo de bom uso da tecnologia. O conceito é simples, mas muito bizarro, e até ligeiramente perturbante: você enfia o dedo no buraquinho na lateral do videogame, e uma versão eletrônica dele aparece na tela. A partir daí você pode fazer todo o tipo de coisas divertidas, como… Uhnm… Ver uma versão eletrônica do teu dedo dar petelecos num tamagochi?

Deve ser sinal do fim dos tempos. Ou do excesso de tempo de alguns engenheiros.

Via Geekologie.

Review do Echochrome

Graças ao nosso ciclone extra-tropical anual, não pude ir a aula hoje. Muito triste com o fato, resolvi afogar as mágoas com o meu PS3, e baixei o demo de um jogo que o TRS tinha feito um preview, o echochrome.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=QfICeBtVv8U[/youtube]

O Demo tem apenas 34 megas, e conta com 3 estágios do jogo, que eu terminei em cerca de 15 minutos.

O conceito é bem simples, mas muito original: você controla o cenário, não o personagem, que fica sempre andando até encontrar o fim do caminho e dar a volta, ou um buraco, e cair para um nível mais baixo, ou uma espécie de cama-elástica, e pular para um nível mais alto. A grande sacada do jogo é como o cenário se comporta. Tudo o que você pode fazer é rotacionar ele para alterar a perspectiva. Se você não vê algo, essa coisa não existe. Por exemplo: se há um buraco no meio do caminho, você rotaciona o cenário, de modo a que algo “cubra” sua vista do buraco. Pronto, o manequim passa por ele, como se ele nunca estivesse lá.

No início do jogo, ele te explica que “no mundo de Echochrome, a realidade é o que você vê no momento”. Se parece que tem algo abaixo do buraco, tem mesmo. Se for movido, e não parecer mais, bom, daí não tem mais.

O jogo é estranhamente relaxante, e ao mesmo tempo desafiador, talvez por ser acompanhado de uma trilha sonora de música clássica e celta. Ele foi lançado para o Playstation 3 e o PSP dia primeiro.

A versão japonesa conta com 100 níveis, enquanto a americana tem apenas 56. Ambas têm um editor de níveis. O IGN publicou um exemplo de custom level:

Echochrome

(As sombras são os pontos por onde você deve passar para terminar a fase)

O jogo está por apenas 10 dólares na PSN e eu estou apostando na sua popularidade.

A Sony vai acabar com o PS3

Sério, eu amo o Playstation. Tive um playstation 1, sonhei com um 2, e hoje sou um feliz dono e proprietário de um Playstation 3 e um PSP. Mas a sony não está fazendo a coisa certa com o PS3. Primeiro foi o DualShock 3, que demorou uma eternidade para sair, e agora a Home, que não quer sair nem a pau. Acabaram de anunciar que vão adiar ela para 2009. 2009! Desde o ano passado, logo depois do lançamento, se fala na Home, já tem beta, várias pessoas testando, mas nada de nem abrir pro público, como beta mesmo.

Playstation
Creative Commons License photo credit: DeclanTM

O concorrente direto do PS3 é o XBox 360, e é um concorrente muito forte. As pessoas adoram redes sociais, e a XBox live está lá para satisfazer o desejo dos gamers por uma. Mesmo sendo paga, tem centenas de milhares de assinantes. A Playstation Network tem tudo para desbancar a Live, por ter todos os recursos da concorrente (exceto os achievment points), e ainda ser grátis. Mas pra isso, são necessários mais jogos, e de preferência mais jogos exclusivos.

As pessoas que já compraram um console dificilmente vão comprar outro, se for para ter a mesma experiência; é por isso que o Wii vende tanto. Ele não entrou na guerra de consoles, ele é um paradigma diferente. A grande chance da Sony seria a Home, levar a plataforma social a um novo nível. Mas, se amarrando desse jeito, não vai dar certo.

Homebrew no PS3? Hello, World!

Meu PS3 é um dos meus brinquedinhos favoritos. E mais caros também. Não só o console, que como é um dos modelos antigos, de 60GB, custou quase o dobro do que custa um agora, mas os jogos. Comprar um jogo no Brasil é complicado… Numa importadora, um jogo sai por uns bons 300 reais, daí o negócio é comprar um jogo a cada 6 meses, e ter certeza de terminar ele bem terminadinho.

O PS3 parece ser também um sistema bem seguro. Desde o seu lançamento, há mais de um ano, as pessoas vêm tentando hackear ele, rodar código não assinado, vulgo homebrew. Nem tanto pela pirataria, mas pela possibilidade de se programar para outra plataforma.

Claro que dá para rodar Linux no PS3 e rodar os teus próprios programas lá, mas simplesmente não é a mesma coisa. Poder rodar código nativo no PS3 é o céu para qualquer hacker.

Aparentemente um tal de dragula96 (ele devia estar gripado quando foi digitar o seu nick, ao invés de drácula, saiu dragula) afirma ter conseguido rodar um programa prova-de-conceito em mais de um PS3, desses que se pode comprar nas lojas. Isso porque para os dev-kits já tem gente fazendo mais coisa.

Ele não liberou como fez, ou o código ainda, mas prometeu fazê-lo em breve. Como ele já é relativamente famoso na cena do PSP, estou acreditando ele.

Segue o videozito que ele fez. Reparem nas fitas pra cobrir o MAC e o IP:

 
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