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Reinventando a roda

A Microsoft adora copiar criar novos conceitos.PnP
Todos sabem que o suporte Plug And Play no windows é capenga. Ele depende de drivers para absolutamente tudo, cada pendrive que você espeta, lá é um driver novo (muitas vezes igualzinho) a ser carregado pro sistema. O Vista já vem com 19 mil drivers, por causa disso.

Recentemente eles registraram uma patente inovadora pra resolver isso. Que tal, ao invés de usar drivers genéricos como os sistemas Unix, jogar a responsabilidade para as fabricantes de hardware e fazer com que elas incluam uma memória flash padrão em seus dispositivos contendo os drivers?

O Linux resolve o problema dos drivers com os genéricos, que funcionam bem para tudo, e só precisam ser carregados uma vez, não importa quantos dispositivos parecidos se tenha. Os mesmos drivers da nvidia funcionam com qualquer placa da série. Pen drives simplesmente usam o driver (ou melhor, módulo) de usb mass storage.

Ao invés, então, da Microsoft investir em algo assim para ela, é muito mais barato eles investirem em um padrão para os outros.

Acredito que seria uma idéia interessante se não houvessem outras soluções mais elegantes.
Claro que não há como tirar o máximo de um hardware com drivers genéricos. Os drivers da Nvidia que eu falei há pouco são atualizados com freqüência, justamente para suportar placas mais novas. Mas os drivers genéricos nv vão suportar qualquer placa nvidia, só o suficiente para poder pegar os drivers de algum lugar, seja a internet, ou um CD, mas suportam.

Já pen drives e afins não têm muito o que inovar em drivers. Um pen drive kingston, um xingling ou um psp e mass storage funcionam essencialmente do mesmo modo.

É a Microsoft reinventando a roda mais uma vez. E querem que ela seja quadrada, parece.

Review do Rockbox

rockbox
Há pouco tempo eu instalei o rockbox no meu iPod, para poder ouvir FLAC nele.
Decidi, então, escrever um mini-review dele.

Instalação:
Bem fácil, tem um auto-instalador pro windows, mas a instalação manual é tão simples quanto. Só copiar uma pasta pra raiz do iPod e rodar um programinha pra fazer o patch da MBR. Ela também é não-destrutiva, então tudo o que estava no seu iPod ainda estará lá.

Formatos de Áudio:
Fantástica seleção. Dos clássicos AAC, MP3 e ALAC (oficialmente suportados pelo iPod), também FLAC, WMA e outros tantos formatos (um total de 28).

Opções de Áudio:
Equalisador canal-por-canal e com presets, ajuste de balanço, gapless playback (pros fãs de Pink Floyd), crossfade, entre outros.

Creative Commons License photo credit: You Are The Conductor..

Interface:
Usa skins, e tem várias disponíveis. Algumas mostram as capas dos álbuns, outras não, bem como várias outras informações.

Extras:
Joguinhos (incluindo Doom!), e a possibilidade de instalar programas de PDA. Também pode mostrar bitrate e outras informações da faixa ou do iPod (como status detalhado da bateria) na tela da música.

Curiosidades:
Pode usar a iTunesDB, mas é meio lento. Não gostei. Melhor mesmo é simplesmente jogar as músicas no iPod, em modo disco. Ele faz acesso direto ao disco.

O que falta:
Não tem um bom suporte a vídeo. Há um plugin pra MPEG, mas não testei.
Sem suporte a JPG. Também há um plugin, mas não ajuda com as capas.
Capas de álbuns: Só em .bmp, e devem estar na pasta da música. Pela DB, nada feito.
Letras de músicas: Se dá pra ver, não achei.

Resumo: Ótimo para audiófilos que gostam de ter um iPod só para música, ou para hackers de fim-de-semana que querem mostrar pros amigos como é legal jogar doom no iPod (e matar a bateria dele em meia hora).

 
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