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Media Centre com XBMC no Ubuntu em um ASRock ION330-HT

Eu sempre quis um Media Centre (ou Media Center se você falar inglês de caipira americano), desde os tempos remotos em que uma conexão de 300kbps era incrivelmente rápida e um filme inteiro em SD, nojentamente comprimido para caber em 700MB, podia ser baixado em apenas uma noite.

Por vários anos eu pesquisei, experimentei com programas diferentes, mas nunca montei uma máquina dedicada a este propósito até agora. Eis que me apareceu uma chance de ir ao Paraguai e de lá trazer hardware a um preço mais justo. Comecei então a pesquisar minhas alternativas.

Eu sabia que queria:

  • Vídeo em 1080p pela HDMI, decodificação em hardware
  • Áudio 5.1, de preferência pela HDMI também
  • Rodar Linux
  • Ter Gigabit Ethernet (mais sobre isso em breve)
  • Que fosse pequeno e silencioso
  • Que fosse relativamente barato
  • Que consumisse pouca energia

Há várias placas Micro-ITX no mercado que atendem alguns, senão todos esses requisitos, mas cases são caras e ainda usaria uma fonte de PC. Acabei optando pelo ASRock ION330-HT.

O meu é o preto

Paguei 350 dólares nele, mais 50% sobre o excedente dos 300 dólares, 375 dólares ao todo. E digo que vale cada centavo! Acabou sendo muito mais barato que montar uma máquina do zero, além de mais prático.

É uma máquina pequena, 19,5 x 7 x 18,6 cm e alimentada por uma fonte de 60W igual a de muitos netbooks. Some ao lado do PS3. Mesmo assim, tem um hardware incrivelmente bom: É um Atom Dual Core @1.6GHz com Hyper Threading, o sistema reporta 4 CPUs, além de uma NVidia ION, que dá conta de decodificar o vídeo.

Ele veio com 2GB de RAM e um HD de 320GB, mas troquei ambos. Coloquei 4GB de RAM e troquei o HD dele pelo de 60GB do PS3, já que não teria nenhum arquivo de mídia no Media Centre.

Todos os meus arquivos de mídia estão em um NAS, sobre o qual postarei assim que fizer uma case decente pra ele. Por enquanto ele está praticamente do avesso.

Mordor

One does not simply SSH into Mordor.

A instalação não foi muito difícil. Instalei o Ubuntu Server 10.04, adicionei o PPA do XBMC, instalei os drivers da NVidia (e a libvdpau pra decodificar x264 na GPU) e os drivers do controle remoto e praticamente tudo saiu funcionando perfeito. Para um detalhe ou outro, segui algumas dicas deste guia.

O melhor do XBMC é a possibilidade de customização. Há algumas interfaces simplesmente lindas para ele, como a Aeon, que é a que estou usando. Por ser aberta, há vários forks dela, então escolha a que achar melhor.

Uma das coisas mais legais desta skin é que ela pode mostrar a sinopse do filme, da série e do episódio:

Basta ter os metadados salvos junto do filme ou episódio de série. Para automatizar isso há o Ember Media Manager, que infelizmente só roda no Windows. O Sick-Beard faz isto automaticamente para os episódios baixados.

Outra vantagem de ter metadados completos é poder pesquisar por ator, diretor ou gênero. Mas como digitar com um controle remoto normal (e o que vem no ASRock não é especialmente bom), um mini teclado Bluetooth fica bem. Ainda não comprei o meu, mas farei em breve.

Ainda não está tudo pronto, não consigo rodar DVDs nele e ainda pretendo atualizar para o Dharma, a nova versão do XBMC, mas no geral estou muito feliz com ele. Não testei áudio 5.1 porque estou sem um reciever pra isso, então estou remuxando o áudio on-the-fly para estéreo e nunca vi a máquina engasgar.

[Mais fotos do Aeon]

[Página do ASRock ION330HT]

[Página do XBMC]

Se quiserem detalhes em qualquer parte do setup, peçam aí nos comentários que faço um post sobre isso. Dicas são especialmente bem-vindas.

Instalando a versão upstream do Kismet no Ubuntu

Seguindo a regra de postar absolutamente qualquer coisa aqui, estas são as instruções de como compilar a versão mais nova do Kismet no Ubuntu.

Porque compilar o Kismet? Porque a versão que vem com o Ubuntu é muito velha e a versão mais nova tem MUITAS features interessantes.

Vamos ao que interessa. Baixe o tarball em http://www.kismetwireless.net/ e descompacte-o. Se você não sabe fazer isso, aqui não é teu lugar.

Pra compilar no ubuntu você precisa de dois pacotes além do build-essential: O libncurses-dev e o libnl-dev. O Kismet te avisa no ./configure qual pacote está faltando.

Compilar é fácil, make dep, make, sudo make install. Mas os plugins não compilam, soltando um

PLUGIN: plugin-autowep/
/bin/sh: pushd: not found
(…)
/bin/sh: popd: not found

PLUGIN: plugin-autowep//bin/sh: pushd: not foundmake[1]: Entering directory `/OMITIDO’make[1]: Nothing to be done for `all’.make[1]: Leaving directory `/OMITIDO’/bin/sh: popd: not found

Isso é fácil de arrumar. Dê um:

sed -i ‘s/\/bin\/sh/\/bin\/bash/g’ *.*

Em cada diretório de plugin-

E rode make plugins denovo. Pronto!

Para os órfãos do Legendas.TV

Eu sempre vejo minhas séries sem legenda mesmo, para não enferrujar no inglês. Mas meus pais não são tão fluentes como eu, e como diz o ditado, família que assiste Heroes unida se decepciona unida. Para isso o Legendas.TV era meu companheiro de aventuras. Não vou entrar no mérito da legalidade do ato de baixar as legendas, de fazê-las ou de distribuí-las, deixo a discussão para outra hora.

SubDownloader

SubDownloader

Mas há uma solução, galera! O SubDownloader é um programa para Linux, OSX e Windows que acha as legendas para os filmes e séries com base no Hash deles. Basta abrir a pasta onde os arquivos se encontram que ele os processa e acha as legendas. É possível configurar ele para achar as legendas de somente determinadas línguas, e ele te avisa caso a legenda já exista no computador. De quebra, a legenda já vem renomeada com um nome igual ao do vídeo, para ser tocada automaticamente.

Eu uso a versão para Linux há algum tempo já e ela funciona muito bem para séries. Já achar as legendas para filmes alemães da década de 70 (ou até mesmo para os 007s da década de 80) se provou complicado, e às vezes temos de nos contentar com algo em português de portugal.

Feio, mas funciona

Feio, mas funciona

SubDownloader é Open Source, mas é shareware no windows (não me pergunte porque!).

Baixe ele no site oficial, com pacotes pré-compilados para Debian, Ubuntu, Arch, Gentoo, OS X e Windows, além do código-fonte.

Linux MCE – HAL 9000 para sua casa

Meu sonho de consumo é uma coisa dessas. Quando eu for milhonário e tiver uma casa grande suficiente, e dinheiro para comprar todo o hardware, eu monto um assim.

[google-video]http://video.google.com/videoplay?docid=2176025602905109829&hl=en[/google-video]

Desculpe, mas não tem versão legendada.

Guia rápido de manutenção de servidores por ssh

O ssh (secure shell) já salvou a minha vida mais de uma vez. É muito mais prático do que FTP quando se quer fazer alterações nos arquivos do servidor e não é necessário subir ou baixar nenhum arquivo. Além disso, existe o sshfs, que é uma grande facilidade para nós usuários do Linux, que podemos montar uma pasta ssh como se fosse um sistema de arquivos local, e ter todo o conforto de editores de texto gráficos e bonitinhos 100% online.

Abalone shell
Crédito da foto: Stryker W@SP

Ela provê uma conexão segura e encriptada a um servidor remoto, e te dá uma shell completa do sistema hospedeiro, que normalmente é unix. Conhecer a linha de comando então é mais que uma mão na roda, é obrigatório. Mas muita gente não vai muito longe do ls, cd, pwd, rm, mv.

Existem dois truques que eu uso muito em todos os sites que eu administro, e realmente facilitam muito a minha vida.

Imagina a situação: no teu site tem uma centena ou mais de arquivos de backup, simples cópias de segurança de arquivos, de antes de serem modificados, e você não precisa mais deles. Sempre ouvimos que é uma boa prática nesses casos simplesmente fazer uma cópia do arquivo, adicionando .bak ao fim do nome, mas ninguém nunca nos diz porque. Esse primeiro truque é justamente para tirar proveito disso. Tendo todos os teus arquivos de backup terminando em .bak, não importa quão espalhados eles estejam na árvore de diretórios, basta rodar este comandinho:

find . | grep .bak | xargs rm

(Antes que os xiitas venham reclamar, sim, dá pra juntar o find com um grep, mas o grep é mais rápido que o find para esse caso.)

Explicando por partes: Cada “|” (chamado de pipe) concatena comandos, passando a saída de um comando para o próximo. O primeiro comando, find ., lista recursivamente todos os arquivos do diretório atual. A saída é passada para o grep, que procura nessa lista por arquivos que contenham a expressão .bak no nome (e é uma boa rodar só os dois primeiros comandos para ter certeza de que não tá aparecendo nada extra aí). Por fim, temos o todo-poderoso xargs, que tem mais usos do que o próprio Stallman conhece, executa o comando rm em cada nome desta lista.

A segunda situação é quando precisamos fazer uma faxina no servidor, mas não sabemos o que diabos está pesando 1,5GB. Isso é facilmente resolvido com este lindo comando:

du -ch

(É fácil de lembrar dele, lê “duch”, que soa a “douche”, um xingamento em inglês).

Este comando vai também listar recursivamente todos os diretórios (mas só eles, não os arquivos), e te dar o tamanho de cada um, e o total da pasta atual no fim. Extremamente útil.

Adobe AIR no Linux

O Adobe Integrated Runtime, ou AIR, é uma plataforma para desenvolvimento de aplicativos multiplataforma com o Flash, Flex, HTML e AJAX, de modo que podem ser executados também no desktop.

Atualmente há uma versão alpha para o Linux, e um public beta para o Windows e Mac. Essas duas versões já estão bem estáveis, e há muitos aplicativos para o AIR por causa delas. Já do lado do Linux, não se ouve falar muito do AIR.

Depois que eu vi um artigo no Lifehacker sobre aplicativos interessantes para o AIR, resolvi me aventurar e instalar o dito no meu Ubuntu Hardy. Antes que me apedrejem, o procedimento deve funcionar em qualquer distribuição do Linux, mas eu não faço idéia quanto a dependências, por isso não garanto nada.

AIR

O processo é extremamente simples. Primeiro, baixe o AIR para alguma pasta do seu PC.

Num terminal, agora dê um chmod +x adobeair_linux_a1_xxxxxx.bin, substituindo, obviamente, pelo nome do seu arquivo. Por estar em alpha, espere atualizações freqüentes (eu sei que eu espero).

Depois é só rodá-lo com permissões de root (um sudo ./adobeair_etc.bin deve resolver) e esperar ele instalar.

Ele é instalado no /opt, prática louvável, porque vários .bins que eu instalei ultimamente tentavam se instalar em outros lugares, tornando-se um inferno para removê-los.

Depois disso, basta baixar qualquer .air e dar dois clickes que o instalador dá conta do resto. Ele pede a tua senha e instala em /opt também, para facilitar a remoção.

Apesar de tudo, minha experiência não foi muito feliz. O AIR está muito instável no Linux ainda, e dos 10 programas do artigo do Lifehacker, somente o do google analytics funcionou, e ainda assim, eu tinha que criar um perfil novo a cada vez que rodava.

O instalador foi a parte mais surpreendente de tudo. Mostra que é possível distribuir binários unificados para o Linux, fazendo uma instalação independente de distribuição sem muita dificuldade, e sem a possibilidade de quebrar o sistema. A Sun já nos mostrava isso há tempo, mas com a Adobe agora, a mente dos desenvolvedores deve se abrir para a idéia.

Só espero que a Adobe continue investindo no AIR para o Linux, e não faça como está fazendo com o Flash, onde nos deixa com versões antigas e não corrige bugs simples.

Webcam do HP Pavillion no ubuntu

O meu notebook é bem guerreiro. É um HP Pavillion dv9010us, tela 17, dual core, 2GB de RAM. E funciona muito bem com o Linux. Já tive alguns problemas com ele, e nem tudo funciona com a facilidade que deveria, mas funciona.

Eu inclusive troquei a wireless dele (e tive que hackear a BIOS no processo) por uma Atheros ABG, para dar uma melhorada no coitado, já que veio com uma broadcom B, muito chinelona.

A única coisa que eu nunca tinha nem tentado fazer funcionar no Linux foi a webcam dele. Sabia que ela um dia tinha funcionado no windows, pois veio instalada, e cheguei a utilizá-la lá, mas após uma ou outra formatação da partição windows, nem com os drivers do site da HP ela funcionava. Simplesmente ignorei o fato e fui adiante.

Hoje, porém, eu vim no ônibus pensando em como eu não tinha nada de inútil para fazer a tarde, e no que poderia tentar fazer. Decidi pôr minha webcam pra funcionar. Minha decepção, porém, foi com a facilidade. Passo a passo, o que deve ser feito para as webcams que, como a minha, usam o chipset r5u870:

Primeiro, verifique qual webcam você tem. Dê um lsusb no terminal. Você deve encontrar uma linha como esta:

Bus 001 Device 002: ID 05ca:1870 Ricoh Co., Ltd

O que importa, nesta linha, é o que vem depois de ID. Qualquer webcam cuja ID seja 05ca:18xx funcionará com este guia.

A seguir, atualize seu sistema e instale os pacotes essenciais para a compilação com um sudo aptitude install build-essential linux-headers. Vale lembrar que eu testei com o kernel rt do ubuntustudio, e funcionou sem problema nenhum. Minha experiência diz que, se algo assim funciona nesse kernel, funciona em qualquer lugar.

Agora baixe as fontes:

svn co http://svn.mediati.org/svn/r5u870/trunk r5u870

Uma pasta com o nome de r5u870 será criada. Mude para ela com um cd e compile com um make. Não se preocupe com tudo o que aparece no teminal, são warnings do gcc, normalmente, e vai dar tudo certo assim mesmo. Se deu problema, a última linha será algo como make: *** [all] Error 2. Caso isto não tenha aparecido, está tudo ok. Siga em frente e instale com um sudo make install. Agora nada deve dar errado.

Pronto, seus drivers estão compilados. Após um reboot eles serão carregados normalmente. Caso não queira esperar, dê um sudo modprobe r5u870 e seja feliz.

Webcam

O aMSN reconheceu sem problema nenhuma minha webcam e enviou para meus contatos. O mesmo aconteceu com o xawtv (sudo aptitude install xawtv).

[Página do desenvolvedor]

FISL – Terceiro dia

O dia hoje está fraco com palestras. Eu assisti a uma de jogos com software livre, que estava interessante para ver o panorama geral do mercado brasileiro, mas não empolgou muito.

Estou esperando pela palestra sobre EXT4, que, essa sim, deve ser do nível da writing a device driver e da large scale php, a julgar pelo lugar: o auditório Linus.

Fora isso, há uma ou outra palestra que eu pretendo ver, incluindo uma de Drupal, que eu espero não ser tão ruim quanto a outra que teve.

Hoje há também um pouco mais de brindes sendo distribuídos, a intel deu canetas e pendrives de 256MB pro pessoal que assistiu à sua palestra. O Google continua com seus cubos, dando camisetas ou canecas para quem conseguir montá-los.

Rubik\'s Cube

Há um grande movimento de escolas por aqui, de escolas técnicas às escolas fundamentais do projeto-piloto do OLPC.

A wireless está muito mais estável agora. Não testei pela manhã, então não sei dizer como estava. Mas não tive problemas para atualizar o meu note para a versão RC do ubuntu, que foi lançada ontem.

Vamos ver como fica até o fim do dia. E eu ainda quero um cubo do google.

Prism disponível no Ubuntu Hardy

Prism é uma tecnologia da Mozilla para executar aplicativos online como se fossem aplicativos desktop normais.
É uma tecnologia bem recente, e foi incluída na nova versão do ubuntu, a Hardy.

Há atualmente nove aplicativos usando esta tecnologia, todos instaláveis pelo apt-get. São eles:

  • prism-facebook
  • prism-google-analytics
  • prism-google-calendar
  • prism-google-docs
  • prism-google-groups
  • prism-google-mail
  • prism-google-reader
  • prism-google-talk
  • prism-twitter

prism
(Depois de instalado, o programa fica no menu como qualquer outro)

Existe também uma extensão para o firefox para transformar páginas em aplicativos Prism, mas eu não testei ainda. Quando testar eu posto um review aqui.
A promessa é de termoso Google Docs Offline em breve nos repositórios. Por enquanto, é só usar a extensão do firefox e criar você mesmo o seu pacote.

What should Ubuntu Do?

O ubuntu agora conta com mais um recurso para a comunidade.
Além das listas, fóruns e o launchpad (serviço de bugtracking, tradução e tudo mais), agora existe o Ubuntu Brainstorm.

Baseado no Dell Ideastorm, ele é um site onde a comunidade pode sugerir melhorias para o ubuntu, e votar nelas. As mais votadas serão implementadas primeiro na próxima versão do Ubuntu.

Segundo a nota de lançamento:

O desenvolvimento agora pode se voltar para o que o usuário mais quer (…).
Uma idéia no Ubuntu Brainstorm pode ser facilmente linkada a um blueprint [Projeto de código] no Launchpad ou a um bug ou até mesmo a um tópico no fórum. Desse modo, nós pretendemos fazer uma ponte entre os lugares de onde as idéias vêm.

O ubuntu está ficando cada vez melhor.
Para baixar as imagens de CD, caso você ainda não tenha, só ir a http://cdimage.ubuntu.com/

 
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