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Japinhas enfiando o dedo no buraco

[youtube]http://www.youtube.com/v/Y47OKo2qP-o[/youtube]
Os japoneses vivem nos surpreendendo com inovações tecnológicas na área dos videogames. Tecnologias fantásticas como o Wii e o PS3 saíram do japão. Mas de lá também saiu o tentacle porn (não pesquise no google. Sério. Não venha dizer que não avisei!).
Esse jogo (sim, era para ser um jogo) não é um exemplo de bom uso da tecnologia. O conceito é simples, mas muito bizarro, e até ligeiramente perturbante: você enfia o dedo no buraquinho na lateral do videogame, e uma versão eletrônica dele aparece na tela. A partir daí você pode fazer todo o tipo de coisas divertidas, como… Uhnm… Ver uma versão eletrônica do teu dedo dar petelecos num tamagochi?

Deve ser sinal do fim dos tempos. Ou do excesso de tempo de alguns engenheiros.

Via Geekologie.

A Importância do Backup

Eu era um cara negligente com backups, como a grande maioria. Confiava cegamente nos meus HDs, e mais ainda na minha falta de capacidade de estragar tudo. Até a terceira ou quarta vez que eu perdi dados por falha de hardware ou puta bocabertice mesmo. Aí eu comecei a levar a sério esse negócio de becápi.

Hoje, por exemplo, eu fui fazer a atualização de um maravilhoso plugin que eu uso, o XHTML Video Embed, que gera código XHMTL strict para vídeos do youtube, bastando usar tags e o endereço do clipe. Eu dependo um monte desse plugin, todos os posts com vídeos daqui estão com ele. O problema é que, por algum motivo, a versão nova que saiu hoje não funciona. Dá caca total, nem ativa o plugin. E agora, José? Simples: restaurar o backup. Dois minutinhos depois eu estava com a versão velha (e estável) do plugin rodando.

Agora você me diz que fazer backup é chato, tedioso, para pessoas com muito tempo livre. E eu digo que sim, pode até ser, mas como eu sou um cara legal, vou te ensinar a automatizar isso tudo.

Vamos começar do começo, e vamos por partes, como diria Jack.

Você vai precisar, indispensavelmente, de um servidor com suporte a cronjobs. Se o seu servidor não suporta, corra e assine outro, porque é um servidor muito furreco esse que você tem. Eu recomendo o Dreamhost.

A seguir, você precisa criar uma pasta para armazenar os backups no seu servidor. Por favor, faça um serviço de gente normal, e deixe essa pasta fora da webroot, que é aquela pasta acessível pelo navegador, senão qualquer jaguara pode acabar por descobrir onde está teus backups e te pegar a DB, dados confidenciais, etc, etc.

Dentro desta pasta você precisa de pelo menos três outras pastas: uma para os backups diários, outra para os semanais, e outra para os mensais. Já deu para ver aqui que você fará 3 scripts, certo? Vamos detalhá-los.

O primeiro script toma conta dos backups diários e de remover os que já têm mais de uma semana. O seguinte código deve ser salvo num arquivo de texto, e você deve dar permissão de execução (vulgo chmod +x) nele. No cron, que provavelmente fica no painel do seu servidor, adicione este script para ser rodado diariamente. O código é esse:

#!/bin/bash
suffix=$(date +%y%m%d)
nice -19 tar -czf caminho_do_backup_diário/backup-$suffix.tar.gz pasta_a_ser_salva
mysqldump –opt -uuser_do_mysql -psenha_do_mysql -h host_do_mysql database | gzip -c > caminho_do_backup_diário/database-$suffix.sql.gz
find caminho_do_backup_diário -type f -mtime +7 | xargs rm

Substitua o que está marcado pelo que deve ser substituído.

Explicando: a primeira linha somente informa o sistema de que isto se trata de um shell script. A segunda linha gera um sufixo baseado na data, de modo a que cada arquivo seja gerado com um nome diferente. A terceira linha compacta com o tar.gz a pasta que você quiser. Ela pode ser repetida para compactar em arquivos separados pastas separada, só trocar o nome do arquivo (no caso, backup-*). A terceira linha fará um dump da DB e a compactará. Finalmente, a última linha procura por arquivos com mais de uma semana e os exclui.

Para o backup semanal, o script é o mesmo, somente trocando o caminho_do_backup_diário pelo caminho_do_backup_semanal. Além disso, a última linha deve ser:

find caminho_do_backup_semanal -type f -mtime +30 | xargs rm

De modo a deletar todos os arquivos com mais de um mês. Este script deve ser posto no cron para rodar semanalmente.

Finalmente, o script do backup mensal também deve ser igual aos anteriores, mas removendo a última linha, ou substituindo o -mtime +x pelo valor em dias a guardar o backup. Eu prefiro guardar para sempre, já que eles não são muito grandes, mas 365 deve ser um bom valor para isso. Lembre-se também de alterar o caminho do backup para a pasta de backups mensais, para que um script não interfira no outro. Novamente, mande o cron rodar este script mensalmente.

Agora você deve estar com um bom sistema de backup criado. Você terá sempre um backup de cada um dos últimos 7 dias, um de cada semana do último mês, e um de cada mês, podendo assim reverter para o que for mais conveniente. Vale lembrar que, se der uma zica geral no teu servidor, isso não vai te salvar. Em tese, a empresa de hospedagem deve se responsabilizar pelos dados, mas, se não der… Bem, ferrou. Isso deve aumentar as tuas chances, mas vale a pena baixar estes backups de vez em quando também para o PC.

Outra possibilidade seria enviar estes backups para o email, usando o comando mail. Mas isto não é exatamente seguro, então pode-se criptografar estes backups com o pgp. Mas isso é só para os extremamente paranóicos.

Estou indo implementar isso agora.

Webcam do HP Pavillion no ubuntu

O meu notebook é bem guerreiro. É um HP Pavillion dv9010us, tela 17, dual core, 2GB de RAM. E funciona muito bem com o Linux. Já tive alguns problemas com ele, e nem tudo funciona com a facilidade que deveria, mas funciona.

Eu inclusive troquei a wireless dele (e tive que hackear a BIOS no processo) por uma Atheros ABG, para dar uma melhorada no coitado, já que veio com uma broadcom B, muito chinelona.

A única coisa que eu nunca tinha nem tentado fazer funcionar no Linux foi a webcam dele. Sabia que ela um dia tinha funcionado no windows, pois veio instalada, e cheguei a utilizá-la lá, mas após uma ou outra formatação da partição windows, nem com os drivers do site da HP ela funcionava. Simplesmente ignorei o fato e fui adiante.

Hoje, porém, eu vim no ônibus pensando em como eu não tinha nada de inútil para fazer a tarde, e no que poderia tentar fazer. Decidi pôr minha webcam pra funcionar. Minha decepção, porém, foi com a facilidade. Passo a passo, o que deve ser feito para as webcams que, como a minha, usam o chipset r5u870:

Primeiro, verifique qual webcam você tem. Dê um lsusb no terminal. Você deve encontrar uma linha como esta:

Bus 001 Device 002: ID 05ca:1870 Ricoh Co., Ltd

O que importa, nesta linha, é o que vem depois de ID. Qualquer webcam cuja ID seja 05ca:18xx funcionará com este guia.

A seguir, atualize seu sistema e instale os pacotes essenciais para a compilação com um sudo aptitude install build-essential linux-headers. Vale lembrar que eu testei com o kernel rt do ubuntustudio, e funcionou sem problema nenhum. Minha experiência diz que, se algo assim funciona nesse kernel, funciona em qualquer lugar.

Agora baixe as fontes:

svn co http://svn.mediati.org/svn/r5u870/trunk r5u870

Uma pasta com o nome de r5u870 será criada. Mude para ela com um cd e compile com um make. Não se preocupe com tudo o que aparece no teminal, são warnings do gcc, normalmente, e vai dar tudo certo assim mesmo. Se deu problema, a última linha será algo como make: *** [all] Error 2. Caso isto não tenha aparecido, está tudo ok. Siga em frente e instale com um sudo make install. Agora nada deve dar errado.

Pronto, seus drivers estão compilados. Após um reboot eles serão carregados normalmente. Caso não queira esperar, dê um sudo modprobe r5u870 e seja feliz.

Webcam

O aMSN reconheceu sem problema nenhuma minha webcam e enviou para meus contatos. O mesmo aconteceu com o xawtv (sudo aptitude install xawtv).

[Página do desenvolvedor]

Filme do Pac-Man. Sério.

Não adianta, a indústria cinematográfica não aprende que filmes baseados em videogames não vendem. Só ver Resident Evil, Silent Hill, Alone In The Dark, Street Fighter… A lista continua. Eles devem achar que vão acabar ganhando dinheiro de teimosos, ou então deve ter alguém com muito amor à arte mesmo ali dentro.

Até agora só fizeram, por sorte, filmes baseados em jogos com alguma história. Claro que história de jogo nem sempre funciona para filmes (mas Uncharted ficaria legal), mas sempre tinha alguma história do jogo para se aproveitar. Não é o caso da nova empreitada do Steven Paul. Ele quer fazer um filme do Pac-Man. É, isso mesmo, aquela boinha amarela que comia pílulas mágicas em labirintos escuros ao som de música repetitiva.

Eu tenho duas apostas para a história:

Rave

Nesta versão politicamente incorreta, Pac-Man é um adolescente japonês que está numa festa rave e começa a ver fantasmas. Descobre que se tomar extasy, pode comer (com a boca, pervertidos!) os fantasmas e assim salvar sua amada.

Espaço

Eu voto nessa segunda opção.

O Ars technica tem uma versão um pouco mais viajada do possível roteiro.

Isso vai ser tão bizarro que eu sou capaz de ir ver.

Homebrew no PS3? Hello, World!

Meu PS3 é um dos meus brinquedinhos favoritos. E mais caros também. Não só o console, que como é um dos modelos antigos, de 60GB, custou quase o dobro do que custa um agora, mas os jogos. Comprar um jogo no Brasil é complicado… Numa importadora, um jogo sai por uns bons 300 reais, daí o negócio é comprar um jogo a cada 6 meses, e ter certeza de terminar ele bem terminadinho.

O PS3 parece ser também um sistema bem seguro. Desde o seu lançamento, há mais de um ano, as pessoas vêm tentando hackear ele, rodar código não assinado, vulgo homebrew. Nem tanto pela pirataria, mas pela possibilidade de se programar para outra plataforma.

Claro que dá para rodar Linux no PS3 e rodar os teus próprios programas lá, mas simplesmente não é a mesma coisa. Poder rodar código nativo no PS3 é o céu para qualquer hacker.

Aparentemente um tal de dragula96 (ele devia estar gripado quando foi digitar o seu nick, ao invés de drácula, saiu dragula) afirma ter conseguido rodar um programa prova-de-conceito em mais de um PS3, desses que se pode comprar nas lojas. Isso porque para os dev-kits já tem gente fazendo mais coisa.

Ele não liberou como fez, ou o código ainda, mas prometeu fazê-lo em breve. Como ele já é relativamente famoso na cena do PSP, estou acreditando ele.

Segue o videozito que ele fez. Reparem nas fitas pra cobrir o MAC e o IP:

FLAC no iPod

O iPod é um dos melhores players do mercado, sem dúvida, no quesito hardware. As versões de disco rígido têm um espaço generoso, uma ótima vida útil de bateria e uma saída de áudio fantástica. A interface também é muito prática e bonita, típico da Apple. Mas também típico da Apple é só suportar um conjunto limitadíssimo de codecs.
Eu tenho um iPod Video 60GB, Quinta Geração, e ele só toca MP3, AAC e ALAC. Tanto MP3 quanto ALAC são bons codecs, ALAC por sinal é um codec lossless, mas é proprietário e fechado, e isso é feio (©Stallman).

De qualquer jeito, eu precisava de suporte a FLAC no meu iPod porque recentemente tinha comprado o novo álbum do Nine Inch Nails (que é FODA). A solução seria hackear o iPod, é claro.

Há basicamente duas opções de firmwares alternativos aos iPods: iPodLinux e Rockbox.

iPodO iPodLinux é um projeto bem antigo e poderoso, é um port completo do uClinux pro iPod, com suporte inclusive a vídeo em MPEG para até mesmo os mais antigos iPods monocromáticos. Mas eu não queria vídeo, eu só queria mesmo música, então decidi pelo RockBox.

Instalar o rockbox é fácil. No site deles tem uma coleção de guias de como fazê-lo, tem instaladores automáticos inclusive, mas eu instalei na mão mesmo, só pela diversão.

Depois de instalado é só festa. Inclusive ele pode tanto ler a iTunesDB de um iPod (mas de maneira precária, eu não gostei), quanto simplesmente listar os diretórios (melhor, mas só se você souber se organizar). Daí para tocar FLAC é só jogar os arquivos em algum lugar do iPod que ele toca sem reclamar.

A duração da bateria tocando FLAC é menor, vale lembrar. Bem menor mesmo, coisa de 2 horas contra 16 de MP3 normal. Mas audiófilos não vão reclamar disso, a qualidade compensa, e muito.
Creative Commons License photo credit: Mandi Maebe

iBand – Banda Touch


Esses caras fazem música com iPhones / iPod Touches e Nintendo DSs. Muito bom, vale a pena conferir.

Do youtube para seu iPod

Achei uma solução muito interessante hoje para converter vídeos do youtube para colocar no meu iPod:
Online Youtube Converter
É bem simples: só colocar o endereço de um vídeo do youtube, selecionar o formato certo, clickar em converter e esperar. Sim. Esperar. Muito. Deve demorar uns bons 15 minutos pra converter um vídeo de 3 minutos. E mais um tempão pra baixar.
Mas, hey, é grátis!

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