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Milícia Boiola da França quer impedir o uso de WiFi

Trying to be scary
photo credit: gorriti

WiFi é o novo café. A cada dia vai aparecer uma pesquisa que contradiz a do dia anterior, sobre o males (ou benefícios) trazidos por ela.

E, para começar a onda, foi, claro, uma biba francesa. O afeminado funcionário da Biblioteca de Sainte-Geneviève, em Paris, pediu que se desligassem imediatamente as redes wireless do local, visto que ele estava apresentando “violentos sintomas de mal-estar”, o que pra mim se traduz em “caganeira”. E o infeliz teve seu pedido atendido.

Vamos verificar os fatos: Nós estamos expostos a radiofreqüências desde que nascemos. Essa figura aí de cima não deve ser muito mais velho que eu (ou então é um fracassado, por ter mais de 20 e ainda ser funcionário de uma biblioteca), logo, viveu praticamente sua vida todadebaixo de sinais de celular, que variam de 450 a 2300MHz. A Wireless funciona a cerca de 2400MHz, não muito longe de outras tantas freqüências cotidianas. Além disso, há o rádio, a TV, etc. E ninguém nunca reclamou de “alergia à televisão” (embora eu tenha ânsias de vômito toda  a vez que vejo Malhação). Porque raios alguém deveria ter problemas com a WiFi? Eu digo: frescura de francês.

[Via Folha Online, Fark e Engadget]

E ao fim do segundo dia…

Morto de cansado. Não há melhor maneira de descrever meu estado após o dia de hoje da FISL.

Nem tirei muitas fotos porque fiquei de palestra em palestra. Assisti uma especialmente boa, do Rasmus Lerdorf, criador do PHP.

Ele contou da sua experiência em portar todo o Yahoo para PHP, as dificuldades de um sistema em larga escala, como optimizar o código e principalmente como manter a segurança do sistema.

A wireless estava um pouco menos pior. Fora dos lugares mais movimentados, onde a interferência das outras redes era menor, eu pegava IP com certa facilidade, e até consegui baixar a incrível velocidade de 1MBps.

O problema, mesmo, era no meio do povo. Com cerca de 15 redes wireless, não tinha como não dar interferência. O resultado foi ligar na cabeada mesmo.

No pouco tempo que eu estive fora das palestras, vi um grupo de crianças que fazem parte de um projeto-piloto do OLPC, cada uma com seu XO. Peguei um pedaço da conversa de duas menininhas de, no máximo, 10 anos, que contavam ter blogs. Damn, competição de gatos a gente atura, mas menininhas pré-adolescentes?

No geral, foi melhor que o segundo dia, mas ainda temos os mesmos problemas de sempre. E pensar que depois de 9 anos já teriam aprendido…

Mas também, quando a wireless funciona…

Acho que resolveram os problemas com a wireless na FISL. Dei um full-upgrade aqui, e, para a minha surpresa, baixei quase tudo a 600 KILOBYTES por segundo, com picos de UM MEGA.

1 Mega

Segundo dia do FISL

Começando o segundo dia, os problemas são os mesmos. A wireless dá IP, mas não navega. Achei uma outra rede, a NICBR. Se eu não posso usar, não sei, só sei que essa tá funcionando bem.

Tem muita gente por aqui, e a tarde virá muito mais, já que é aparentemente o período preferido de visitação do público.

Hoje tem muitas palestras ótimas, vou passar o dia em palestras, pelo visto. Acho, na verdade, que nem vou comer.

Aproveitei, por sinal, que a minha aula de algoritmos seria somente da correção da última prova, e me adiantei pra FISL, para assistir a palestra que vai começar agora: Novas tendências na instalação de pacotes para o Linux.

Depois eu posto review das melhores palestras que eu vi.

Vou aproveitar pra lembrar que a galeria do dia 2 já está no ar.

Update: Agora a rede da NICBR também está instável. Fantástico.

A dificuldade de conseguir um IP

A wireless aqui na FISL tá muito estranha. Quando dá IP, não navega. Uppar as fotos está um sacrifício.

Consegui um IP agora, mas as chances de mantê-lo são mínimas. Isso me espanta um pouco, já que todos os anos são os mesmos problemas, acontecendo pelos mesmos motivos.

Conseguir uma tomada pra recarregar o note também é tarefa árdua, achei que ia ter que entrar em um duelo mortal com alguém para conseguir uma. Por sorte aqui na fente da sala Linus Torvalds tem várias sobrando.

A Galeria já contém várias fotos, mas tem mais que eu vou uppar quando chegar em casa, incluindo uns dois vídeos do Tux dançando. Agora que eu consegui um IP, estou uppando a 60KBps em média. Nada mau, deveria ter estado assim o dia todo.

Estou na correria, só esperando pela próxima palestra, Writing a Device Driver, para então ir pra casa.

Postar ao vivo, na verdade, funciona muito melhor com microblogging, senão o teu texto fica totalmente desconexo como esse. Agora, por exemplo, a conexão caiu, faltando duas fotos pra terminar de uppar, e a palestra que estava acontecendo na Linus Torvalds terminou, então estou entrando na sala.

Depois eu faço um post decente com legendas boas nas fotos.

Antena WiFi Caseira

A wifi aqui de casa é um problema. Uns bons 20 metros e uma coleção de paredes separam meu roteador do meu quarto, sendo este o limite da wifi. Pega na porta do quarto, mas não dentro dele.

Como vida de blogger não é lá essas coisas, não tenho muito dinheiro pra comprar mais um roteador, e este que está aqui tem que ficar neste lugar, por causa da rede cabeada. Resolvi dar cabo da situação: construir uma antena em casa, para melhorar o sinal.

Eu já tinha visto gente fazer essas antenas, e resolvi dar uma chance. Pareceu um bom jeito de gastar tempo. Pra isso, peguei o template da EZ-12 no Freeantennas.com e fui à luta.

Materiais:

Materiais

  • O template impresso numa folha A4
  • Uma pastinha de papelão
  • Papel Alumínio
  • Estilete
  • Régua
  • Cola

Como montar:

Cole o papel alumínio na pastinha de papelão, e o template no verso. Recorte, faça os buracos como indicado, e monte.

Frente

(Já cortada, vista de frente)

Verso
(Verso dela. Reparem como enrugou)

Dicas:

Use cola boa. Eu usei uma tenaz que estava na minha gaveta, e que deveria ter pertencido a mim na primeira série. Isso é mau, deixa o papel alumínio e o template enrugados.

Espere a cola secar e use a régua para guiar o corte. Pode cortar com uma tesoura, também.

Mas e aí, funciona?

Bom… Sim e não. Enquanto houve sim um aumento no sinal total de até 20% quase 60%, não foi suficiente para atender minhas necessidades. A wireless estava ainda no limite mínimo de funcionamento, nada feito.

No Roteador
(Instalada no roteador)

Sem Antena
(Sem a antena no roteador)

Com a Antena

(Com a antena. O sinal não é bom ainda para segurar a conexão)

Do lado do roteador, estranhamente, não houve ganho significativo de sinal. Foi de 95% para 98%, mas batia o vento, movia a antena, e voltava pra 95.

Vale a pena tentar?

Vale! Na melhor das hipóteses, você termina com uma antena feia, mas funcional. Na pior, sem uma boa pasta.

Editando: Segundo o Marco, eu não deveria ter posto papel alumínio na parte curvada, como mostra essa figura.

 
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