Um tapinha não dói. Mas se for no bolso…
Acho que todos temos a infelicidade de lembrar do início da popularização do Funk pelo Brasil. Pérolas como o Bonde do Tigrão, Poposuda e Eguinha Pocotó (sem trema mesmo) poluíam as ondas do rádio por toda a parte.
As letras eram obviamente de uma profundidade macarenística, mas quem se importa com a letra, não é mesmo?
Aparentemente, uma organização não-governamental (porque se fosse governamental seria desorganização) concluiu que a letra de “Um Tapinha Não Dói” “banaliza a violência e estimula a sociedade a inferiorizar a mulher”. É justo.
Por conta disso, a Furacão 2000 Produções Artísticas foi multada em quinhentos mil reais. O dinheiro será revertido para o Fundo Federal de Defesa aos Direitos. Poderiam ter aproveitado o embalo e construído uma outra delegacia da mulher ou um hospital para todas as mulheres que resolveram testar a teoria de que Um Tapinha Não Dói.
Aliás, deveriam mesmo era ter multado eles por propaganda enganosa. Desde quando funk é Produção Artística? Ou então meu conceito de arte está defasado…
[Via ZeroHora]
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