Urnas Livres: Orgulho nacional
As eleições no Brasil são um exemplo mundial a ser seguido, quanto a organização. E muito disse se deve ao fato de termos um sistema padronizado de votos, 100% eletrônico. Nos EUA, por exemplo, há urnas eletrônicas, mas elas são diferentes entre si, e a maioria dos lugares ainda usa cédulas de papel, aquela que se fura e ninguém acredita no resultado da contagem.
Aualmente, porém, há um único probleminha. As urnas rodam windows. O problema não é o windows em si, as urnas funcionam muito bem com ele, mas a legislação eleitoral determina que todos os programas utilizados na votação e na contagem dos votos sejam abertos à fiscalização. Embora o programa em si seja, o sistema operacional não é. Num esforço para mudar isso, o TSE autorizou a substituição do sistema em todas as 430 mil urnas para o Linux, e a compra de mais 50 mil. A economia imediata com lisenças também influenciou a decisão, claro. A expectativa é de uma economia imediata de 3 a 4 milhões de reais.
Além disso, o Linux está sendo implantado também nos sistemas de contagem de votos, transmissão de dados e publicação de resultados. O nosso sistema eleitoral será, finalmente, totalmente livre. Isso vale também para todos os programas desenvolvidos pelo governo para rodar nas urnas e nos processos posteriores: Técnicos credenciados da OAB e do Ministério Público poderão testar o sistema contra fraudes desde já, e por até dois anos após essas eleições.
A nossa urna eletrônica não é algo que se mostra sob sigilo. O que desejo firmar é que nós estamos com um sistema totalmente aberto para acompanhamento por aqueles que tenham interesse legítimo. Não há o que esconder, não há o que escamotear.
Disse o presidente do TSE, Marco Aurélio Mello.
Isso também ajudará na implantação das urnas biométricas, completando assim a segurança do sistema eleitoral. Com urnas biométricas a possibilidade existente atualmente de uma pessoa votar por outra será anulada.
É nessas horas que eu tenho orgulho de ser brasileiro.
[Fonte: ZeroHora]
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